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Concerto encerra XVII Festival Eleazar de Carvalho na Unifor

 De 5 a 26 de julho de 2015 o público conferiu a apresentação de orquestras, óperas e recitais na Universidade de Fortaleza.

 

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Foram 22 dois dias em que a Universidade de Fortaleza respirou música. Existente há 17 anos, o Festival Eleazar de Carvalho encerrou mais uma edição reunindo jovens e experientes musicistas, maestros e professores renomados no cenário nacional e internacional da música erudita. Realizado pela Fundação Edson Queiroz, em parceria com a Fundação Eleazar de Carvalho, o festival é referência no calendário da música erudita no Brasil.

 

Este ano, o Festival, sob direção artística de Sônia Muniz de Carvalho, aconteceu de 5 a 26 de julho, com apresentações no Teatro Celina Queiroz, no campus da Unifor, e no Theatro José de Alencar. A ampla programação contou com homenagens aos compositores Jean Sibelius, Gabriel Fauré, Maurice Ravel, além de concertos em homenagem a Villa-Lobos, Mozart e um tributo a Eleazar de Carvalho. Este último contou com a participação da Orquestra do XVII Festival, Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho, regida por Sergei Eleazar de Carvalho, filho do maestro e assistente de direção artística.

 

Ao todo, foram 300 bolsistas e 35 professores de vários países e estados brasileiros, que se reuniram para trocar experiências e celebrar a música. Além de espetáculos, o evento ofereceu também cursos e oficinas que permitiram aos alunos interação com um corpo docente renomado no cenário artístico brasileiro e internacional, além da troca de experiências com pessoas vindas das mais diversas partes do mundo. Participaram alunos e professores de estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Piauí, Pernambuco, Amazonas, Bahia, entre outros, e países como Espanha, Chile, Áustria, Rússia, Portugal, Canadá e EUA.

 

Um dos alunos foi o jovem Alison Bruno da Silva Cruz, de apenas 9 anos, cearense que participou do evento pela primeira vez. “Eu gostei muito professores. A Dona Sônia Muniz é muito boa professora e pianista”, conta o menino, que toca piano e é o mais novo de uma família que cuida de um projeto social voltado ao ensino de música.

 

Outro destaque do Festival foi o concerto de premiação dos Vencedores do Concurso Jovens Solistas que este ano aconteceu na Catedral Metropolitana de Fortaleza. O concurso, uma competição aberta aos inscritos no Festival, é uma competição cuja premiação concede aos vencedores a oportunidade de se apresentar frente à Orquestra no ano subsequente. “O que me encanta no Festival é esse intercâmbio entre professores e alunos, pois todos acabam aprendendo. Vem gente de vários lugares do Brasil, de diversos níveis. Tem gente que está começando e tem gente que já está bem avançado e poder trocar experiências entre eles mesmos e entre os professores é o mais legal. Eu comecei em oficinas do Festival, hoje sou um dos professores dele e sei da importância que ele tem”, explica Rafael Luz, maestro que regeu o concerto na Catedral.

 

O espetáculo de encerramento do Festival ficou sob a regência do ex-assistente do maestro Eleazar de Carvalho, maestro Diogo Pacheco, que encantou as cerca de mil pessoas que compareceram à Universidade de Fortaleza na noite do último dia 26. Pela primeira vez, ele regeu o concerto final do Festival. “O Festival é importante não só para o Ceará, mas para todo o mundo. Para dar oportunidade aos jovens de entrar em contato com a música. O público que não conhece o repertório sinfônico tem a oportunidade de ouvir clássicos. Eu acho formidável essa chance para os jovens”, elogia.

 

“É um Festival muito importante para a Universidade, pois reafirma nossa missão em difundir as artes e incentivar o ensino da música. Trazemos, a cada ano, profissionais de todas as partes do Brasil e do mundo para dar aulas, ministrando cursos para jovens vindos de várias partes do Ceará. É um incentivo para que eles possam crescer dentro dessa área e abraçar a música como profissão. Acredito que é algo que faz diferença no futuro desses jovens”, acredita a reitora da Unifor, profa. Fátima Veras.

 

Para o vice-reitor de Extensão da Universidade, prof. Randal Pompeu, tal incentivo cultural é de extrema importância para a comunidade acadêmica. “Este é o oitavo ano em que o Festival acontece aqui na Unifor e é sempre um prazer. Nosso campus se enche de música, num período em que está vazio por conta das férias. O Festival transforma o nosso campus em espaço com música e alegria. Dona Sônia Muniz é uma entusiasta, uma grande pianista que faz questão de estar à frente de toda a programação e nós estamos sempre apoiando”, finaliza o vice-reitor.

 

 

SAIBA MAIS

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Desde o dia 20 de junho, os cearenses puderam acompanhar gratuitamente a apresentação de orquestras, óperas, recitais, conjuntos de câmara, corais e bandas, além de cursos e oficinas promovidos pelo Festival Eleazar de Carvalho. O maestro que dá nome ao festival nasceu em 28 de junho de 1912, no município de Iguatu. Estudou no Rio de Janeiro, onde recebeu o diploma de Maestro, em 1940. Tornou-se doutor em Música pela Washington State University, nos Estados Unidos, em 1963. Estudou regência com Sergey Koussevitzky, no Berkshire Music Center, em Massachusetts. Atuou como Regente Titular na Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro. Foi diretor artístico e regente principal da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, além de diretor artístico e regente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Criou, em 1972, o Festival de Inverno de Campos do Jordão, cujo sucesso impulsionou outros festivais, representando grande desenvolvimento para a música erudita no Brasil.

 

 

 

 

 

DEPOIMENTOS

 

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“Foi uma edição muito interessante, com bastante alunos, uma quantidade que surpreendeu. Alunos de todo o território brasileiro, de fora do país também, um alto nível. Fiquei feliz também com a quantidade de alunos do Ceará também, que preencheram 50% das vagas. É uma oportunidade ímpar para eles terem esse intercâmbio com jovens de tantos lugares”.

 

Laura Ventura, coordenadora do Festival Eleazar de Carvalho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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“Essa foi um das edições mais importantes, em que os alunos mais aproveitaram. Foi de uma seriedade total por parte dos alunos. Eu fiquei muito feliz porque foi proveitoso para todos, eles não perderam um minuto de tempo. Todos se uniram, uns ajudavam os outros. Foi um festival especial e eu estou bastante feliz com o resultado”.

 

Sônia Muniz de Carvalho, presidente da Fundação Eleazar de Carvalho.

 
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