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Exposição Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz em cartaz na Pinacoteca de São Paulo

 

Um diálogo direto com a mostra “Arte no Brasil: Uma História do Modernismo” também em cartaz na Pinacoteca, tanto por abranger o mesmo período histórico quanto por contrapor o olhar de duas coleções referenciais para a arte brasileira.


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A Pinacoteca do Estado de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura daquele estado, recebe, no segundo andar da Estação Pinacoteca, a exposição Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz. Em cartaz até 6 de setembro, a mostra apresenta, pela primeira vez em São Paulo, uma seleção de 58 obras modernas, de qualidade excepcional que representam parte desta que hoje se consolidou como umas das mais importantes coleções do Brasil.

 

Nomes essenciais da arte brasileira, como Lasar Segall, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Hélio Oiticica, Judith Lauand, Sergio Camargo, Alfredo Volpi e José Pancetti estão entre os artistas com pinturas ou esculturas expostas na exposição que estabelece um diálogo direto com a mostra de longa duração “Arte no Brasil: Uma História do Modernismo”, inaugurada em 2013, na Estação Pinacoteca.

 

 

De acordo com a curadora da exposição, Regina Teixeira de Barros, o segundo andar da Estação Pinacoteca é dedicado à apresentação de arte moderna brasileira. “O visitante do museu pode apreciar obras modernas que, além de espelhar o segmento mais numeroso da coleção da Fundação Edson Queiroz, é constituído por obras de qualidade excepcional. Pinturas e esculturas de artistas que introduzem uma narrativa da história do modernismo brasileiro que se encerra, nesta mostra, com trabalhos construtivos de Hélio Oiticica, Judith Lauand e Hermelindo Fiaminghi, apenas para nomear alguns. O núcleo central da exposição é dedicado a Alfredo Volpi e José Pancetti, pintores que consolidam as conquistas modernistas e avançam em direção à abstração”, explica.

         

Segundo a curadora, a ideia surgiu dos ex-diretores da Pinacoteca Marcelo Araújo (atual Secretário de Cultura do Estado de SP) e Ivo Mesquita, quando foram convidados pelo Chanceler Airton Queiroz para conhecer a coleção da Fundação Edson Queiroz há 4 anos. “Dada a importância da coleção – tanto por sua extensão quanto por sua qualidade – a Pinacoteca se interessou por apresentar um recorte da mesma para o público de São Paulo”, afirma a curadora.

 

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“Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz” estabelece um diálogo direto com outra mostra, de longa duração, exposta no mesmo andar da Pinacoteca, “Arte no Brasil: Uma História do Modernismo”, instalada na sala contígua, tanto por abranger o mesmo período histórico quanto por contrapor o olhar e o gosto de dois colecionadores referenciais para a história da arte brasileira, atuantes em tempos e espaços distintos.

 

“Desde 2013, a Pinacoteca vem apresentando, nesta segunda sala, exposições que estabelecemdiálogos com a mostra de longa duração sobre o modernismo. O visitante tem a oportunidadede estabelecer conexões e contrapontos entre as duas mostras, percebendo que a história da arte nada tem de linear. Ao contrário, as duas exposições juntas evidenciam a complexidade de assuntos, estilos, posturas, temáticas e formas que estão em pauta nesses anos de produção intensa e múltipla. Assim, ‘Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz’ dá continuidade a esta agenda do museu e consolida ainda mais o segundo andar da Estação Pinacoteca como um espaço dedicado à construção de um amplo e representativo panorama do modernismo brasileiro”, destaca a curadora.

 

Para o coordenador da Divisão de Arte e Cultura da Unifor, prof. Thiago Martins, a exposição servirá de porta de entrada para futuros projetos entre a Fundação Edson Queiroz e a Pinacoteca. “Esta exposição projeta a coleção de artes visuais da Fundação Edson Queiroz em âmbito nacional, pois acontece em um dos principais museus do país. A iniciativa de apresentar uma mostra exclusiva desse acervo fora do estado do Ceará vinha sendo incentivada ao longo dos anos por diversas pessoas que visitavam a Universidade e se encantavam com a coleção da Fundação. A partir desta exposição, abrem-se novas possibilidades de intercâmbio com a própria Pinacoteca e outros importantes espaços culturais do Brasil e do mundo”.

 

Ao longo dos últimos 30 anos, a Fundação Edson Queiroz vem constituindo uma importante coleção de arte brasileira que se estende do século XIX ao XXI. Dos registros de viajantes como Frans Post e Rugendas às pinturas de grandes dimensões de Beatriz Milhazes e Daniel Senise, a coleção reunida pelo chanceler Airton Queiroz é uma das mais sólidas iniciativas do País, percorrendo a história da arte brasileira desde seus primórdios até a atualidade.

 

 

DEPOIMENTOS

 

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“A Pinacoteca do Estado de São Paulo é o museu de arte mais antigo do país. Sua coleção é centrada na arte brasileira (entendo arte brasileira também como arte produzida no Brasil) e abrange desde o período colonial até arte contemporânea. Essa parceria é de suma importância porque a coleção da Fundação Edson Queiroz vem se constituindo como uma das principais coleções no país que tem o mesmo escopo do acervo da Pinacoteca. Ao mesmo tempo, ambas, Pinacoteca e Fundação, têm como missão preservar, estudar e divulgar arte brasileira. A intenção da Pinacoteca é dar continuidade a essa parceria, eventualmente trazendo outros recortes da coleção da Fundação para SP e enviando mostras de seu acervo para Fortaleza, ampliando a divulgação de arte brasileira da melhor qualidade em diferentes regiões do país”.

 

Regina Teixeira de Barros, curadora da exposição Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz

 

 

 

 

 

 

 

 

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“A exposição Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz, em cartaz na Estação Pinacoteca em São Paulo, afirma a importância do nosso acervo perante as coleções de arte brasileira, particulares e de grandes instituições de arte do Brasil. Um acervo com grandes artistas e obras consagradas, sendo legitimado por um dos mais importantes museus e pelo circuito de arte. A exposição permite um passeio completo pela história da arte moderna brasileira e isso indica o caráter formador e educativo da coleção. De Lasar Segall a Hélio Oiticica, com esse recorte feito pela curadora Regina Teixeira de Barros, temos a oportunidade de entender a trajetória artística da modernidade no Brasil”.

 

Cecília Bedê, curadora Responsável pelo Acervo de Arte Fundação Edson Queiroz

 
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