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Aluna da Unifor ganha 1º lugar no 7º Prêmio Inovação Medical Services

 Cícera Lazzarotto, do doutorado em Biotecnologia da Unifor,

vence concurso com projeto de controle e erradicação de zoonoses.


UN-0250-4

A Profa. Luciana Bertolini (esq.) e sua orientanda, Cícera Lazzaroto, vencedora da categoria Doutorandos, do Prêmio Inovação Medical Services


Com o objetivo de formar pesquisadores, com bases técnicas e científicas sólidas, aptos a atuar em mercados distintos, como ensino, pesquisa, prestação de serviços e indústria, o doutorado em Biotecnologia da Unifor conseguiu alcançar grandes metas. Após comemorar, no início do ano, o primeiro aniversário da cabrinha Gluca, primeiro clone caprino transgênico da América Latina, e expandir seus projetos com a clonagem de bovinos da raça guzerá, a Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) conquista um prêmio de bastante relevância.

 

Cícera Regina Lazzarotto, médica veterinária e doutoranda da Renorbio, venceu o 7º Prêmio Inovação Medical Services, um concurso cultural que tem como objetivo valorizar, incentivar e divulgar trabalhos inovadores que tragam melhorias na área da saúde pública. Representante de uma

equipe formada pelos alunos Kaio César Simiano Tavares, Leonardo Tondello, Saul Gaudêncio Neto e os professores Marcelo Bertolini e Luciana Relly Bertolini, Cícera apresentou o projeto Controle e Erradicação de Zoonoses: Produção de Vacina Recombinante Polivalente contra Brucelose, Leptospirose e Tuberculose por Engenharia Genética.

 

O trabalho é derivado de estudos desenvolvidos para o doutorado da aluna. “O projeto que propomos e que estamos executando é para o desenvolvimento de uma vacina polivalente recombinante para brucelose, tuberculose e leptospirose, que são zoonoses muito comuns em países em desenvolvimento como o Brasil, onde estamos utilizando modernas técnicas de engenharia genética”, explica a Cícera Lazzarotto.

 

Iniciativa da Sanofi, o prêmio é dividido nas categorias Profissionais da Saúde, Medicina Tropical, Inovação Tecnológica em Saúde Pública e Doutorandos. Cícera inscreveu seu projeto na última categoria, que teve como critérios para a premiação relevância, impacto, inovação e viabilidade e reprodutividade.

 

De acordo com Cícera, conquistar o primeiro lugar do prêmio foi muito importante para a Unifor e para toda a equipe. “O fato de um dos projetos que executamos na Unifor estar entre os finalistas do concurso, onde mais de mil trabalhos de todo o país estavam concorrendo é muito gratificante. O que é mais grandioso é o reconhecimento do projeto, como um projeto que tem potencial para futuramente melhorar a saúde pública brasileira. Ele ainda está em execução mas o prêmio é um incentivo para toda a equipe envolvida”, explica.

 

Segundo o resumo do projeto, escrito por toda equipe envolvida, esta pesquisa tem o objetivo de utilizar uma abordagem inovadora para o desenvolvimento de uma vacina polivalente de subunidades contra brucelose, tuberculose e leptospirose para ser utilizada em animais de produção e humanos, por meio da expressão de proteínas imunogênicas recombinantes.

 

De acordo com a professora da Renorbio e orientadora de Cícera, Luciana Bertolini, nesse projeto os pesquisadores estão desenvolvendo uma tecnologia diferente. “Em vez de produzir um fármaco só, nós produziremos três com a mesma cabra. A gente está desenvolvendo uma técnica que coloca as três vacinas sendo produzidas juntas, purificadas juntas, para imunizar o animal e a pessoa com uma vacina tríplice. Nós escolhemos as três principais zoonozes, brucelose, leptospirose e tuberculose, como alvo desse primeiro momento, explica a professora, que espera produzir a vacina a um baixo custo e em larga escala.

 

O procedimento para a obtenção dos três fármacos é semelhante ao procedimento realizado com as outras cabras transgênicas, como explica o pesquisador e professor Leonardo Tondello. “Faremos um novo clone, uma nova cabra. O que temos produzido até o momento são as células transgênicas para clonagem. Dessas células faremos o processo normal da clonagem e depois da clonagem, que vão gerar embriões transgênicos, colocá-los nas mães de aluguel. Depois do período de gestão da cabra, que é de cinco meses, vai nascer o animal transgênico. O animal que vai nascer será uma fêmea que expressará os antígenos que serão utilizados para a produção das vacinas”.

 
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