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A arte de tocar vidas

Com Waldonys


Instrumentista, cantor, compositor, piloto, paraquedista. Waldonys José Torres de Menezes, ou só Waldonys, é mesmo multifacetado. Aos 11 anos começou um namoro com aquela que viria ser sua companheira de vida: a sanfona. Influenciado pelo pai, Eurides, frequentou o Conservatório Alberto Nepomuceno. Aos 14 anos, teve seu talento reconhecido pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e por seu sucessor Dominguinhos. Apelidado pela dupla de Garoto Atrevido, aos 15 anos gravou com Seu Luiz a música Fruta Madura. Dele aprendeu sobre música, mas também sobre respeito, pelo público e pela arte. Hoje, Waldonys tem seu talento reconhecido em todo Brasil, sendo aclamado com excelentes críticas aos seus trabalhos. Apaixonado por voar, o músico tem como hobby a prática de acrobacias em aviões leves. Recebeu comendas da Força Aérea e se orgulha de ser membro honorário da Esquadrilha da Fumaça. Convidado pela Unifor, Waldonys é ainda padrinho do projeto Orquestra Sanfônica, onde crianças da Escola Yolanda Queiroz aprendem a tocar sanfona. Em meio a tantos projetos, o músico concedeu, por e-mail, uma entrevista exclusiva ao Unifor Notícias, onde conta sobre o começo da carreira, lições aprendidas com Luiz Gonzaga e o fascínio por aviões.

 

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Unifor Notícias: Você começou a tocar com apenas 11 anos. Fale um pouco sobre a sua trajetória desde a infância.

Waldonys: Digo sempre que herdei esse dom de meu pai. Ele, desde pequeno, fez eu beber da fonte do Seu Luiz (Luiz Gonzaga), Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Três do Nordeste, entre outros. A partir daí me apaixonei pelo instrumento que meu pai também tocava e ainda toca por hobby. Um dia, eu cheguei da escola e vi a sanfona dele, aí nas escondidas peguei e comecei a tocar, e para a minha surpresa meu pai chegou, viu e aplaudiu. De lá pra cá digo que é meu grande incentivador. Através do instrumento e minha idade, conheci Seu Luiz e Dominguinhos, que com medo da extinção do instrumento, se tornaram pais musicais para mim, me colocando no meio, onde graças a Deus estou até hoje.

 

Unifor Notícias: O que passava pela cabeça de uma criança para querer seguir a carreira de instrumentista ainda tão pequeno?

Waldonys: Na realidade, como falei, as coisas foram acontecendo. Fui estudar música, e as oportunidades foram aparecendo e consolidando o que realmente eu queria. Hoje posso dizer que sou feliz e realizado no que faço.

 

Unifor Notícias: Você aprendeu com o rei Luiz Gonzaga. Qual foi a maior lição que ele te ensinou?

Waldonys: Aprendi muitas coisas com o Seu Luiz, mas a maior delas é respeitar o público e se fazer respeitar com sua arte.

 

Unifor Notícias: Quando criança, Luiz Gonzaga te apelidou de Garoto Atrevido. O que te motivava a ser atrevido?

Waldonys: (Risos) O “atrevido”, nesse caso, ele estava relacionando a minha musicalidade, minha audácia, o jeito de tocar. Eu tinha apenas 15 anos e fui colocar a sanfona na música Fruta Madura, e era a segunda vez que eu entrava em um estúdio e pela minha desenvoltura aliada à idade, Seu Luiz achou um atrevimento.

 

Unifor Notícias: O que um músico precisa para ser considerado um sanfoneiro que se preze?

Waldonys: Uma identidade.

 

Unifor Notícias: Qual foi o maior presente que recebeu na vida?

Waldonys: Sem dúvida alguma A VIDA.

 

Unifor Notícias: E o gosto por voar, de onde veio?

Waldonys: Na aviação, foi tudo diferente, não tive o apoio nem o incentivo da família. Desde pequeno sentia um enorme fascínio por aviões e sonhava em um dia poder voar. Quando eu tinha tempo ia lá no Alto da Balança só pra ficar olhando...depois quando eu comecei a ganhar meu dinheiro, comprei uma asa delta, mas era muito trabalhoso, resolvi então comprar um aeromodelo. Era muito bom, mas eu queria sair do chão. Até que comecei a fazer cursos e me tornei piloto de acrobacias aéreas. Sou membro honorário da esquadrilha da fumaça e paraquedista também. Detentor de várias comendas recebidas da Força Aérea Brasileira entre elas a medalha “Mérito Santos Dumont” e Membro Honorário da EDA”.

 

Unifor Notícias: Para você o que é o forró de verdade? Prefere o forró das antigas ou esse forró moderno que usa letras extravagantes e muita guitarra?

Waldonys: O forró para mim é um gênero musical. Independentemente de forró eletrônico e forró autêntico, o que enxergo é os bons ficarão e os medíocres se perderão na estrada. O tempo é quem vai selecionar.

 

Unifor Notícias: Você foi escolhido para ser padrinho do projeto Orquestra Sanfônica dos alunos da escolinha Yolanda Queiroz. O que significa pra você esse título de padrinho?

Waldonys: Significa reconhecimento do meu trabalho que fica e que serve como referência para os mais novos.

 

Unifor Notícias: Que conselho você gostaria dedeixar para essas crianças?

Waldonys: Acreditem em vocês, corram atrás dos

seus sonhos e amem o que escolherem fazer.

 

Unifor Notícias: Mande um recado para todos que decidiram escolher a arte como caminho profissional.

Waldonys: A Arte é sublime e encantadora, portanto merece muito respeito. Se façam respeitar e cuidado comas arapucas comerciais.

 

Unifor Notícias: Depois de conquistar fama, dinheiro e segurança, o que mais o Waldonys pensa em conquistar?

Waldonys: Diria que tudo que conquistei foi passo a passo e não foi fácil. Entendo que tudo acontece com o tempo, porém sem jamais se acomodar esperando o tempo chegar (acho que esse é um dos grandes lances da vida, às vezes o sujeito pega atalhos e chega depois...). Então, tenho sempre novos projetos que vou organizando e colocando cada um na sua ordem de acordo com a prioridade.

 
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