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Clínicas odontológicas da Unifor oferecem serviços gratuitos à população

Com valor simbólico ou gratuitos, os serviços das clínicas odontológicas da Unifor auxiliam a população unindo assistência social à promoção de conhecimento. Por ano, são realizados cerca de 66 mil procedimentos.

 

un249-06Criadas para oferecer um campo de prática para alunos da graduação em Odontologia da Unifor, as clínicas odontológicas atendem gratuitamente a população de Fortaleza e demais localidades. Os atendimentos acontecem por livre demanda, ou seja, basta que o paciente que tenha interesse procure o serviço e aceite ser atendido por alunos da graduação. Depois de um processo de triagem, os pacientes são incluídos dentro das disciplinas, dependendo de cada caso. Os atendimentos ocorrem pela manhã e a tarde, todos os dias da semana.

 

Segundo o coordenador do curso de Odontologia da Unifor, prof. Fernando André Campos Viana, profissionais e alunos atendem nas mais variadas especialidades odontológicas. O serviço é gratuito, financiado pela Fundação Edson Queiroz, exceto para pacientes da reabilitação protética, em que é cobrada apenas o custo laboratorial. “É um atendimento global, baseado no perfil do paciente. Ele vem aqui e não vai conseguir só uma obturação, mas o tratamento completo, em todas as áreas que ele precisar”, conta. Ao todo, são 97 consultórios distribuídos em duas clínicas, uma multidisciplinar e outra integrada, tudo funcionando no campus da Universidade. “Diferente do Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), que atende a partir de encaminhamento do posto de saúde, aqui o paciente vem direto e vai para a triagem e daí para o tratamento”, explica o professor.

 

Em 2014, cerca de 14.400 pessoas foram atendidas, com a realização de 66 mil procedimentos que incluem dentística, cirurgia, periodontia, endodontia, prótese, além de odontopediatria e ortodontia preventiva e interceptativa, sendo todas as especialidades amparadas pelo laboratório de radiologia. Urgência odontológica, dores e alterações, além dos grupos especiais estão entre os serviços. “Os grupos especiais atendem pacientes que possuem necessidades mais específicas, cuidados detalhados, como oncológicos, com HIV positivo, crianças com deficiência, entre outros. Também temos um programa chamado Mamãe e Bebê, que trabalha o pré-natal odontológico e atendemos ainda pacientes com deformidades faciais que perderam nariz, olho, orelha. Aqui fazemos a reabilitação com próteses gratuitas”, continua o prof. Fernando André Campos Viana.

 

un249-07Ao mesmo tempo em que oferece serviços gratuitos à população, as clínicas servem de local de prática constante para os alunos do curso de Odontologia. Em geral, são 665 alunos no curso, sendo 450 deles em ambientes clínicos, sempre guardando a proporção de 1 professor para 10 alunos, divididos em 5 duplas. “As clínicas são extremamente importantes para os alunos porque eles vão praticar nos pacientes tudo aquilo que a odontologia pode oferecer. Temos uma clínica moderna, uma das mais modernas centrais de esterilização do Brasil, além de pioneirismo. Aqui o aluno não tem mais que comprar nenhum material, pois todo o material que passa pela central de esterilização é da própria Universidade. Aqui eles têm a oportunidade de treinar todos os procedimentos, do mais simples ao mais complexo, de acordo com sua escala de graduação. Desde o momento em que eles entram nas clínicas, vêem o perfil de pacientes com problemas de complexidade menor e, chegando na fase do último ano, atendem pacientes com um perfil mais complexo, fazendo intervenções como prótese, tratamento de canal, tratamentos gengivais”, afirma Saulo Ellery, professor do curso de Odontologia da Unifor.

 

“O curso de Odontologia é prático, tem a parte teórica, mas ele é inteiramente prático. A clínica serve para que o aluno coloque em prática o que vai ver do lado de fora da faculdade. Vemos basicamente tudo, desde reabilitar um paciente completamente sem dentes, passando por estética, reabilitação de pacientes que perderam olho ou nariz por câncer. A Unifor faz um trabalho excepcional, temos vários projetos como de cirurgia, prótese facial, etc. O curso qualifica o aluno para ter uma base muito solidificada no mercado”, diz Samili Albuquerque, aluna do 10º semestre.

 

Tendo como parte de suas atividades prestar assistência odontológica à população em geral, o curso de Odontologia da Unifor tem um papel indispensável de resgate da autoestima de inúmeras pessoas. “Estou na Unifor há quase 18 anos e desde então vejo a gente ocupar um espaço fundamental para a população. Acredito que o aluno se beneficia porque ele precisa aprender e aprende em um paciente, isso não é normal nos outros países, onde os alunos praticam em modelos, manequins. Eles só vão praticar em pacientes quando estão muito próximos de se formar. Já pegamos intercambistas que ficaram encantados porque atendíamos pacientes de verdade e não bonecos. Há ainda a questão da autoestima do paciente. O aluno muitas vezes não tem noção dessa responsabilidade, de devolver ao paciente não só a saúde bucal, mas muitas vezes a autoestima perdida, porque restabelecemos o sorriso e função do paciente. E fazemos isso de forma bem executada, com os melhores materiais. Alunos e pacientes têm disponíveis equipamentos de primeiro mundo, o que sai de novidade a gente recebe em nosso laboratório”, aponta Paula Jacques, professora do Laboratório de Odontologia.

 

Crianças têm atendimento especial na Clínica Infantil

 

un249-11Há mais de 20 anos, todas as sextas-feiras nos períodos da manhã e tarde, a Clínica Infantil do curso de Odontologia da Unifor atende pacientes na faixa etária de 4 a 12 anos. Aqui, os pequenos pacientes são tratados de forma integral, dentro de uma visão multidisciplinar. Somente em 2014, o local atendeu cerca de 3.500 crianças.

 

A clínica capacita o aluno nas suas diversas atividades, teóricas, práticas clínicas e laboratoriais, educativas e motivacionais, através da execução e aperfeiçoamento das tarefas aprendidas, aplicando conhecimentos das áreas de odontopediatria e ortodontia. Através de estratégias pedagógicas, o conteúdo da área de odontologia infantil, odontopediatria e ortodontia é agregado. No espaço, os alunos realçam a importância de medidas preventivas e fazem orientações aos pais ou responsáveis.

 

“Os alunos atendem a partir do 6º semestre, pois já estão mais habituados com adultos e prontos para trabalhar com crianças. Existem muitas particularidades, é necessário uma atenção especial, um atendimento mais humanizado. Eles arrumam os boxes, fazem toda decoração do jeito que a criançada gosta, para que o atendimento seja mais humanizado e eles se sintam bem em estar aqui. As crianças e os pais vêem a clínica da Unifor como uma referência, desde a educação, atenção dada aos pacientes, até o material, que é de primeira qualidade”, afirma Morgana Brasil Gradvohl, professora da disciplina de Clínica Infantil, do curso de Odontologia da Unifor.

 

A dona de casa Janice Costa utiliza, desde 2011, os serviços das clínicas odontológicas. “Eu gosto daqui por causa do atendimento, da atenção que eles têm com a gente. Desde 2011, meu filho faz tratamento aqui. A dentição dele nasceu muito cedo e por isso os dentes estragaram. Aqui ele é atendido com todo cuidado. Faz de limpeza à obturação, até aparelho para corrigir a mordida do meu filho colocaram de graça. É um serviço muito bom, de alta qualidade”, acredita.

 

Projeto Prótese da Face ajuda a recuperar a autoestima de pacientes

 

O projeto de Prótese da Face tem como objetivo principal reabilitar pacientes portadores de lesões localizadas na face, maxilares e cabeça. A reabilitação funcional e estética das perdas faciais e malformações é realizada pelo cirurgião-dentista e acontece na disciplina de Prótese Bucomaxilofacial, desde 2003. Em 2014 mais de 80 pacientes foram atendidos.

 

Lesões ou perdas, em geral, são deixadas por procedimentos cirúrgicos realizados para eliminação de tumores ou também podem ser congênitas. De acordo com a coordenadora do projeto, profa. Fátima Maria Teixeira de Azevedo, a causa mais frequente é o câncer, que para ser extirpado, geralmente causa perda acentuada de tecido, deixando o defeito cirúrgico ou muitas vezes a mutilação, que deve ser corrigida da melhor maneira possível pelo cirurgião-dentista, especialista em Prótese Bucomaxilofacial. “O paciente portador desse tipo de lesão, em geral, necessita ser tratado integralmente, ou seja, dentro de uma visão holística, pois além das sequelas físicas, também ficam as emocionais, psicológicas e sociais. Dentro do público-alvo atendido estão pessoas de todas as idades e sexos, residentes em Fortaleza e em outras cidades do estado do Ceará, como em outros estados do Nordeste”, explica.

 

Dentro do projeto Prótese da Face são realizadas próteses oculares (olho), nasais (nariz), auriculares (orelha), oculopalpebrais (olho e pálpebras) e faciais extensas que envolvem dois ou mais órgãos perdidos. Funciona com um professor coordenador e cerca de 10 alunos estagiários, selecionados dentro dos 9º e 10º semestres do curso. Eles atuam realizando procedimentos clínicos, no atendimento aos pacientes, e também laboratoriais, confeccionando as próteses. Executam os procedimentos protéticos e desenvolvem trabalhos científicos na área.

 

Convênios com a Santa Casa de Misericórdia, Instituto do Câncer do Ceará, Hospital Geral do Ceará, Instituto dos Cegos do Ceará, Instituto Dr. José Frota dentre outros, permitem que pacientes vindos dessas instituições sejam reabilitados. Além do curso de Odontologia, atuam os cursos de Fonoaudiologia e a Fisioterapia da Unifor.

 

“O Projeto que a Professora Denise Klein, da Fonoaudiologia, desenvolve com o setor de Prótese do Curso de Odontologia, melhorando muito algumas funções que ficaram comprometidas pelo tratamento cirúrgico, como a fala, a mastigação e a deglutição desses pacientes. Também estamos em parceria com a Fisioterapia, com o objetivo de recuperarmos algumas outras funções motoras que ficaram prejudicadas. Temos como meta ainda, firmarmos convênio com a Psicologia, tendo em vista que, não é raro o comprometimento psicológico desses pacientes”, afirma a coordenadora.

 

“O que fazemos tem grande relevância social, pois não são simples reabilitações, reabilitamos deformidades visíveis, em geral, localizadas na face e que são capazes de excluir essa pessoa do convívio social. Ao reabilitar o paciente devolvemos não apenas a função do órgão perdido, mas também a alegria de viver, melhorando sua autoestima e facilitando seu convívio. Outro fator que considero relevante é o fato de que, em torno de 90% dessas próteses serem inteiramente gratuitas para o paciente, pois são inteiramente executadas pela equipe. Só são pagas as que são terceirizadas e que têm custos laboratoriais fora do âmbito da Universidade”, finaliza a coordenadora, Fátima Maria Teixeira de Azevedo

 

DEPOIMENTOS

 

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“Desde o princípio aqui no curso a gente aprende não só as partes teórica e prática, mas também como lidar com o paciente com ética. Aprendemos a ver o ser humano, o paciente como o todo. Temos muitos projetos, cirurgia, endodontia. Quando sair daqui estarei totalmente preparado para o mercado, porque além da clínica, os laboratórios são altamente qualificados”.

 

José Félix do Nascimento, aluno do 10º semestre do curso de Odontologia da Unifor.

 

 

 

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“No começo é bem difícil, o primeiro paciente a gente nunca esquece. No início a gente dá uma geral no que o paciente precisa fazer, coisas mais simples como limpeza e respagem, e encaminhamos os pacientes para as clínicas mais avançadas. Depois vamos para os procedimentos mais difíceis, pegando mais segurança, tendo mais contato comos pacientes. Vamos ganhando confiança e determinação ao longo do curso”.

 

Glycia Vidal, aluna do 8º semestre do curso de Odontologia da Unifor.

 

 

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“Antes do atendimento das crianças existe um momento lúdico e educativo. Falamos sobre educação na odontologia e outras áreas da saúde. Esse momento é de 30 minutos e as crianças brincam, relaxam e aprendem ao mesmo tempo. É uma palestra dada às crianças e aos pais, para que, ao chegar em casa, eles consigam fazer essa mudança, uma conscientização de saúde”.

 

Morgana Brasil Gradvohl, professora da disciplina de Clínica Infantil do curso de Odontologia da Unifor.

 

 

 

 

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“Eu vim pra cá encaminhada pelo médico que me operou. Depois da cirurgia ele me encaminhou para a Unifor, onde fui muito bem recebida. Agradeço muito porque antes eu vivia muito triste. Com o tumor que tive atrás do olho, toda a região do lado do meu olho direito foi mutilada. Desde 1999 eu venho aqui para fazer a manutenção. Nem sei o que seria de mim sem essa prótese. Agora vou ganhar uma nova mais moderna, mais bonita ainda. Tenho muita gratidão, me dá até vontade de chorar. Essa prótese mudou a minha vida, me deu autoestima”.

 

Damiana de Oliveira da Silva, dona de casa, paciente.

 

 

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“A Clínica Integrada II recebe pacientes que têm algum tipo de transtorno da articulação temporomandibular. Muitas vezes esses transtornos são decorrentes da perda de unidades dentárias. Dentro da nossa clínica temos professores de prótese, ortodontia, canal, dentística, periodontia e ATM. Os alunos que praticam aqui estão no 8º semestre, e já viram em disciplinas anteriores procedimentos menos complicados, para só então praticar os mais complexos”.

 

João Esmeraldo, professor da Clínica Integrada II da Unifor

 

 

 

SERVIÇO
O primeiro passo para ser atendido é buscar o setor de triagem que funciona durante todo o semestre letivo (Bloco O - Av. Washington Soares, 1321 - Edson Queiroz). A consulta de triagem pode ser agendada pelo telefone 3477-3211. O paciente deve portar identidade e comprovante de residência para que seja feito o cadastro. Nesta consulta, são realizados dois exames: clínico odontológico e radiológico. Eles irão determinar qual o perfil do paciente, que será encaminhado para a especialidade a qual é indicado o tratamento.

 
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