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ARTIGO | Professor: esta palavra tem poder em inglês

*Por Daniel Pinheiro

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Algumas coisas só são visíveis quando lhes damos um nome ou conhecemos o nome dela. Por exemplo, todos nós temos tabaqueira anatômica. Mesmo quem não fuma? Claro. Basta saber o que é isso e “voilà!”, eis sua tabaqueira.


Quando damos um nome às coisas, tomamos posse delas. Elas podem ser guardadas no coração. Aliás, em língua portuguesa existe uma palavra que significa guardar no coração. É decorar, ter de cor, de coração.


Muitas das dificuldades da economia e da política brasileiras estão relacionadas às palavras. Por exemplo, as empresas brasileiras são tecnologicamente atrasadas, é fato. Como superar isso? Ajuda começar trocando palavras. Pense inovar. A inovação não está à venda. Se uma tecnologia está disponível para qualquer um, ela não é inovadora. Foi. Não é mais. Inove.


Em vez de fazer mudanças, que tal melhorar? Uma mudança pode ser para pior. Uma melhoria, por definição é para melhor. Melhore.


O que aconteceria se abandonássemos a palavra reforma e usássemos a palavra latina “renovation”, como em inglês? Não faríamos puxadinhos, mas renovaríamos a loja, o plano de negócio, a gestão, a base técnica. Renove, repense.


A educação também tem problemas de difícil solução, por falta de palavras. Veja a palavra “professor” que em inglês, alemão, francês, espanhol se refere exclusivamente aos que fazem pesquisa, publicam, orientam mestrado ou doutorado, ensinam no terceiro, quarto e quinto graus.


Isso é completamente diferente dos desafios do ensino de primeiro e segundo graus (ótimas palavras que foram abandonadas. Que pena...). Um dos desafios do MEC é entender o que acontece no mundo dele. Para isso, precisam de conhecimento, de palavras, de “full professor” inovador, melhor e renovado.


*Daniel Pinheiro
é arquiteto e urbanista com pós-doutorado em Economia pela USP. Professor da Unifor. 

 
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