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Artes plásticas e poesia se unem na exposição Narrativas Poéticas, no Espaço Cultural Unifor

A mostra, que entra em cartaz dia 28, reúne obras da coleção Santander Brasil, propondo um diálogo entre a produção de artes plásticas e a poesia brasileiras.

 

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Incentivar a cultura e as manifestações artísticas locais e nacionais sempre fez parte do cenário pautado pela Fundação Edson Queiroz e a Universidade de Fortaleza. Diante dessa realidade, foi imediata a identificação da instituição com a exposição Narrativas Poéticas, da coleção Santander Brasil, que compreende um diálogo entre artes plásticas e poesia, superando fronteiras entre imagem e texto. Narrativas Poéticas estará em exposição gratuita, de 28 de outubro de 2014 a 11 de janeiro de 2015, no Espaço Cultural Unifor.

 

Entre as obras que fazem parte da exposição destacam-se pinturas, gravuras e desenhos de expoentes do Modernismo do Brasil, tais como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Tomie Ohtake e Milton Dacosta. Trabalhos recentes como obras de Tuca Reinés, Fernanda Rappa e Renata de Bonis também estão presentes na exposição. Apresentada nos principais museus do Brasil, como o Santander Cultural, em Porto Alegre; o Museu Nacional da República, em Brasília; Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte; Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo; e Museu do Estado de Pernambuco, em Recife, a itinerância chega fi nalmente a Fortaleza, no Espaço Cultural Unifor, localizado no térreo da Reitoria.

 

Com curadoria de Helena Severo, Antonio Cicero, Eucanaã Ferraz e Franklin Espath Pedroso, a exposição Narrativas Poéticas foi concebida a partir de um recorte curatorial da Coleção Santander Brasil. Para os curadores, ela propõe-se a revelar as múltiplas possibilidades de diálogo entre artes plásticas e poesia. “Nossa intenção, ao propor cruzamento entre obras de diferentes gêneros, é potencializar a capacidade sugestiva de cada obra, ensejando a multiplicação do jogo de faculdades que constitui a experiência estética. Ao fazê-lo, acreditamos também estar sendo fi éis ao espírito mais vigoroso de toda a arte moderna”, atestam os curadores.

 

A curadoria aconteceu em um processo coletivo, onde Franklin Espath Pedroso fez a seleção das obras e Eucanaã Ferraz e Antonio Cicero fi zeram a seleção dos poemas. A coordenação geral fi cou por conta de Helena Severo. “Há uma vasta seleção de poetas que vão de Castro Alves a Leminski, passando por Augusto dos Anjos, Castro Alves, Álvares de Azevedo e Ferreira Gullar, porque acreditamos que não seria necessário a escolha de uma escola, já que tudo no poema interage com tudo e tudo é importante. Seria mais interessante não se ater a um movimento literário apenas”, explica Helena.

 

O trajeto expositivo traz as obras plásticas intercaladas aos poemas, que são vistos tanto em placas quanto em vitrines. Houve uma preocupação da curadoria em trabalhar a questão com sutileza e delicadeza. Os poemas afixados em placas estão elaborados em branco sobre branco, para que o texto não interfi ra na obra. Para que não haja uma competição, já que são manifestações diferentes. “Trata-se de uma escolha concomitante das obras com os poemas. Nossa seleção de obras e poemas foi quase como a montagem de um quebra-cabeça, que foi sendo organizado, mas não houve nenhuma intenção que os poemas fossem descrever as obras. Nossa escolha foi no sentido de o espectador, ao tramitar pela área expositiva, lendo os poemas e vendo os quadros, potencializasse sua emoção de visitante”, continua a curadora.

 

un244_pag19-foto-destaque-narrativaspoeticas“Nossa intenção não é nem que os poemas descrevam as obras plásticas, nem que estas ilustrem aqueles. Assim, embora os poemas sempre tenham alguma relação, ora temática, ora formal, ora conceitual, ora cronológica, com as obras plásticas que se encontram ao seu lado, essa relação nem sempre é óbvia. O que queremos é que os poemas dialoguem com as obras plásticas. A ideia é que, ao parar para ler um poema, o visitante seja estimulado a pensar um pouco mais sobre as obras plásticas que se encontrem em torno; que seja estimulado também, por assim dizer, a ‘ler’ essas obras. Esperamos que o uso de poemas em nossas Narrativas Poéticas convide o visitante a ‘enfrentar’ desse modo tanto a exposição como um todo quanto cada uma das obras que a compõem”, explica o curador Antonio Cicero.

 

Segundo o artista Tuca Reinés, cuja fotografi a faz parte do acervo Santander Brasil desde 2010, a proposta da exposição é associar texto e imagem. “A fotografia de nome GATES se identifica aos textos projetados de vários autores. Ela é uma cena que fotografei do mar para a terra, quando chegava uma tempestade. Fico muito feliz de ter uma fotografia na exposição Narrativas Poéticas e também por passar por Fortaleza, onde pretendo estar no dia da abertura”, diz o artista.

 

Tuca Reinés afi rma que “Fortaleza é hoje um polo cultural de grande importância no cenário das artes brasileiras, por isso não pode deixar de receber essa importante mostra de arte. É a união de duas grandes coisas em um espaço de forte valia e uma exposição com grande curadoria. Uma ideia genial com um resultado esplêndido”, afi rma.

 

Para Helena Severo, o fato de Narrativas Poéticas ser exposta no Espaço Cultural Unifor é importante por possibilitar a aliança entre arte e educação. “É especialmente interessante que a exposição aconteça numa instituição universitária. Para nós é um dado muito relevante porque teremos contato com um público jovem e há um sentido educativo maior”, afirma.

 

“Narrativas Poéticas apresenta um cruzamento instigante entre a produção brasileira de artes plásticas e poesia, a partir de um recorte curatorial da Coleção Santander Brasil. As obras da mostra em exibição no Espaço Cultural dialogam com o próprio acervo da Fundação Edson Queiroz, em virtude da presença de artistas comuns às duas coleções, como Portinari, Di Cavalcanti, Volpi e Dacosta. Destaque também para o cuidadoso trabalho de arte-educação produzido especialmente para a exposição, direcionado a crianças e adolescentes”, aponta Th iago Braga, chefe da Divisão de Arte, Cultura e Eventos da Unifor.

 

“Recebemos a exposição Narrativas Poéticas com a melhor das expectativas, pela qualidade do recorte curatorial e da concepção da montagem e pela excelente proposta de articular artes plásticas e poesia. Na Universidade de Fortaleza, a coleção Santander Brasil pode se sentir em casa, pois está próxima ao vasto acervo de arte brasileira da Fundação Edson Queiroz, exposto nos corredores do prédio da Reitoria e na exposição Abstrações, também em cartaz no Espaço Cultural. Tal proximidade coloca em diálogo obras de diversos artistas em comum às duas coleções, como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Ismael Nery e Milton Dacosta, valorizando o que cada uma tem de melhor, para deleite do público visitante”, finaliza o vice-reitor de Extensão e Comunidade Universitária da Unifor, prof. Randal Pompeu.

 

DEPOIMENTO


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“Quando fomos convidados para fazer a curadoria da exposição, resolvemos que a poesia serviria de pontuação. Os poemas não ilustram as obras, nem as obras ilustram os poemas. O que os poemas fazem é convidar os frequentadores para que os leiam e tentem entendê-los e, ao passar pelas obras, que eles também venham a apreciá-las com mais cuidado”. 

 

Antonio Cicero, um dos curadores da mostra Narrativas Poéticas.

 

 

 

 

 

SERVIÇO
Narrativas Poéticas no Espaço Cultural Unifor
Período de exibição: 29 de outubro de 2014 a 11 de janeiro de 2015 Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h; aos sábados, das 10h às 18h; e aos domingos, das 12h às 18h
Aberto ao público
Mais informações | 3477 3319
Visite também a exposição Abstrações – Coleção Fundação Edson Queiroz e Coleção Roberto Marinho, no Espaço Cultural Unifor, 2º piso da Reitoria

 

 

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 244

 
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