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A Vez do Audiovisual

Curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor, pioneiro no Estado, é avaliado pelo MEC com nota máxima e estimula a produção local e o surgimento de novos talentos.

 

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O parque tecnológico disponível no curso é referência na cidade
e inclui equipamentos óticos, de som, mixagem, captação de imagens, entre outros

Que outra arte controla com tanto apreço e sedução as modalidades da imagem e som, como movimentos e perspectivas, para provocar emoções? Caracterizado por ser um aglomerado de diversas tecnologias e formas de comunicação constituídos de sons, imagens e movimentos, o audiovisual abrange cinema ficcional, documental, TV aberta e fechada, vídeo analógico, digital, animação, videoarte, experimental, videoclipe, propaganda e videogame, entre outros. Segundo o professor do curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor, Nilbio Thé, desde o seu surgimento, o encantar faz parte da essência do fazer fílmico. “Várias teorias analíticas sobre o cinema são erigidas sobre isso. Edgar Morin chega a dizer que o cinema é praticamente mais importante que o avião”, enfatiza.

 

O curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor, pioneiro no Estado, e avaliado pelo MEC com nota máxima, vem estimulando a produção local e revelando novos talentos. Resultado de uma crescente exigência de formação superior no campo de audiovisual no Ceará, o curso ocupa um lugar de referência no Estado.

 

Idealizado em agosto de 2007, teve seu primeiro vestibular em 2008.1. “Até então não havia nenhum curso desta natureza aqui no Estado, logo, a Unifor é pioneira. O curso é de bacharelado e se constitui numa esfera de pensar, refletir e formar pessoas para o campo do Audiovisual”, observa a coordenadora do curso, profa. Ana Quezado. Ela explica que a estrutura curricular trabalha na perspectiva de formação para um mercado de mídias convergentes. “O nome Audiovisual e Novas Mídias vem de uma compreensão de que o audiovisual não é só cinema, inclui outras possibilidades de produção de conteúdo para as mais variadas formas”, acrescenta.

 

Para a professora Bete Jaguaribe, foi um desafio participar da equipe que iniciou o processo de implantação do curso. “A Unifor respondeu o desafio do campo cultural do Estado e inaugurou o processo de formação acadêmica na área de audiovisual. Conduzir esse projeto demonstra disposição de testar e enfrentar o mercado. Eu sempre digo para os meus alunos que este curso é uma conquista do campo audiovisual do Ceará”.

 

De acordo com a profa. Ana Quezado, durante todo percurso, o aluno dialoga com o fazer Audiovisual e a reflexão sobre esse campo. “Há um equilíbrio entre duas dimensões do conhecimento: o fazer audiovisual e a reflexão sobre o porquê estou fazendo. É nessa dinâmica que o curso se constrói. Quando foi avaliado, há dois anos, pelo MEC, nosso curso tirou nota máxima. É o único do Nordeste que tem nota 5 e o terceiro do país, porque apenas três cursos conquistaram essa nota no Brasil”.

 

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No curso de Audiovisual e Novas Mídias, a partir do
primeiro semestre o aluno é estimulado a produzir.

ESTÍMULO À PRODUÇÃO

Valdo Siqueira, também professor do curso, aponta que a Unifor incentiva a produção dos alunos através das suas disciplinas. “Nas primeiras disciplinas, como Narrativas Ficcionais e Laboratório Experimental I, já começam a realizar produções com vídeos curtos. Começam a produzir com gente mais experiente, alunos de outros semestres, e a partir do segundo semestre a produção torna-se constante e continua até o último. Em uma única cadeira do primeiro semestre, de seis a oito produções são realizadas”.

 

Para Ana Quezado, como o curso tem uma dimensão prática muito relevante, a Unifor recebe desde alunos que estão tendo o primeiro contato com o audiovisual a pessoas que têm uma ampla experiência de mercado. “Por conta disso, a gente realiza várias oficinas para nivelar o conhecimento de câmera, de fotografia, iluminação, som e edição. O curso é um referencial na cidade em termos de parque tecnológico”, observa a professora.

 

O parque referido pela professora inclui equipamentos óticos, de som, mixagem, captação de imagens, entre outros. O curso é noturno, mas tem uma atividade diurna intensa, porque há grupos de estudo e de pesquisa. Ana Quezado complementa: “somos referência no Nordeste e oferecemos uma das melhores estruturas”.

 

O curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor tem ainda uma forte articulação com atividades de extensão, através das quais os alunos podem dialogar com a experiência social, através de projetos. Outra esfera importante de debate são os grandes encontros com convidados do campo cultural. “Garantimos o encontro com pensadores e profissionais do mercado audiovisual, através do projeto Ceará Cine Fórum, um espaço instigante para o debate de ideias”, observa a professora Bete Jaguaribe.

 

“O curso tem disponibilidade de equipamento e tecnologia ofertadas, inclusive, no período de férias. O aluno não só aprende, como tem a possibilidade de desenvolver um ótimo portfólio. A disciplina de Tutoria possibilita que ele possa fazer uma troca de conhecimento com profissionais que estão atuando no mercado local e nacional, profissionais de reconhecido saber e competência”, afirma o professor Glauber Paiva Filho.

 

un-243-15O professor Níbio Thé observa que “boa parte das informações que consumimos é justamente audiovisual. E tanto a televisão, como a internet, os games, todos eles, têm uma dívida estética e conceitual muito grande com o cinema. Estamos numa época de consolidação do cinema, ao mesmo tempo em que estamos reinventando, justamente a partir do vídeo de alta e baixa definição, de novas cinematografias ‘periféricas’ e do acesso às novas tecnologias”.

 

“Se fôssemos fazer um inventário das produções, acharíamos muita coisa circulando. Existe o GEDoc, Grupo de Estudo em Documentário, que já contempla uma memória importantíssima das artes do Ceará. Fazemos videoclipes de vários artistas autorais que surgem na cidade, como o Daniel Peixoto. Existe um grupo de estudos em televisão, o Gcria, que é uma espécie de laboratório experimental na programação de TV. Atualmente, os alunos do curso mantêm a produção de três programas veiculados na TV Unifor: o Unifor.Doc, o Cine Ema e o Pontomovie, sobre games”, aponta Ana Quezado.

 

Para o aluno Ton Martins, do 6º semestre, o curso da Unifor apresenta universos. “Durante todo o curso participei de 11 produtos audiovisuais, dentre eles curtas de ficção, documentários, videoarte e programas pra TV. Neles realizei diferentes funções, como produção, roteiro, câmera e direção, como no documentário Contra Capa e o curta-metragem de ficção Polaroid”, enumera. Márcio Ramos, também do 7º semestre, diretor do premiado curta Vida Maria, confirma.

 

“Estou no mercado há mais de 20 anos e sempre senti necessidade de graduação. Gosto muito da estrutura do curso. Tenho descoberto muita gente talentosa para trocar ideias e formar parcerias em trabalhos futuros”.

 

Ex-aluno do curso de Audiovisual da Unifor e hoje coordenador e professor do Curso Técnico de Produção de Áudio e Vídeo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) Sobral, Arthur Ziegler diz que apesar da afinidade, sua escolha pela Unifor aconteceu pelas oportunidades. “Sempre gostei de animação, de criar histórias.

 

Queria um curso mais livre, queria ser professor e uni as duas coisas ao me matricular no curso de Audiovisual da Unifor. Aproveitei bastante as oportunidades, ganhei dois prêmios no G1000, que é o Grupo de Mídia Interativa da Unifor, e digo para quem está começando que não deixe de participar de equipes de gravação, nem de se inserir no universo de audiovisual, porque só aprende gravando”, aconselha.

 

“Gosto de cinema e escolhi a Unifor porque dá acesso a bons equipamentos. Passei dois anos fazendo parte do GEDoc. Destaco os documentários que participei sobre maracatu (Contramão – Trajetórias do Maracatu) e sobre teatro (Teatro da Luz)”, afirma o aluno do 7º semestre, Oziel Neto.

 

Os trabalhos de conclusão de curso geralmente são entregues em forma de produto. Há trabalhos como webnovelas, videoinstalação. “O curso já conquistou um lugar de destaque no campo do audiovisual acadêmico brasileiro. De 7 a 10 de outubro, vamos receber o principal evento acadêmico da América Latina, o Socine”, diz a coordenadora Ana Quezado.

 

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Luz, câmera, ação

 

O curso de Audiovisual da Unifor conta com alunos com experiência no mercado. São talentos que já construíram trajetórias premiadas, que viram na Unifor a oportunidade de unir teoria e prática. Segundo o professor Valdo Siqueira, o Ceará tem uma tradição muito grande em fazer cinema, mas não tinha um curso superior. “As coisas aconteciam de uma forma mais intuitiva e empírica. Muita gente que já tinha uma prática de mercado, mas não tinha formação. Esse curso surgiu para dar oportunidade a essa pessoa de ter um curso superior”.

 

Márcio Ramos, do 7º semestre, é produtor de animação e efeitos visuais com 20 anos de experiência no mercado audiovisual, premiado nacional e internacionalmente com trabalhos de publicidade e cinema. Trabalhou em diversos curta e longas-metragens, como Area Q, de Gerson Sanginitto (2012), Homens com Cheiro de Flor, de Joe Pimentel (2011), As Mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes (2011), Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry (2013), Cine Holliúdy, de Halder Gomes (2012). Seu curta, Vida Maria, recebeu mais de 50 prêmios nacionais e internacionais.

 

Tibico Brasil é fotógrafo e produtor audiovisual. Aluno do 3º semestre, exerce ainda a função de Gerente de Produção Audiovisual na área de Comunicação do Banco do Nordeste (BNB). Foi fotógrafo de Cena (Still) dos filmes O Calor da Pele, de Pedro Jorge de Castro (1993), Corisco e Dadá, de Rosemberg Cariry (1994), O Milagre de Juazeiro, de Wolney Oliveira (1995), Hic Habitat Felicitas, de Karin Aïnouz (1996), Oropa, França e Bahia, de Gláuber Filho (1996) e Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão, de Zelito Viana (1999). Teve participação em coletivas de fotografia e exposições individuais.

 

“Depois que a ideia do filme surge e contamina a minha mente, começo uma longa e prazerosa fase de pesquisa. Apesar da fama de fotógrafo solitário gosto muito de trabalhar em equipe. Tanto que a escolha dos amigos que vão fazer o filme é uma fase importante do processo, pois cada um vai dar a sua contribuição para as imagens e o som do filme. A parte mais difícil e imprescindível, que é fazer o orçamento e o cronograma de trabalho, vem quanto uma oportunidade de edital surge. A hora de filmar é a melhor de todas. Se tudo foi bem planejado, rodar é a melhor coisa. Cada filhinho que fiz teve a sua história”, conta Tibico.

 

André Sucupira se graduou em Audiovisual e Novas Mídias na Unifor em 2011e hoje é sócio da produtora Shot.Up. Teve a oportunidade de participar da produção do longa-metragem Praia do Futuro, de Karim Aïnouz (2014). É fotógrafo, produtor e diretor de alguns projetos e programas web elaborados pela produtora Shot.Up como o canal automotivo Rapadura Turbo, Canal Decibeis, programa Como se Faz, entre outros projetos.

 

Audiovisual em alta

 

O mercado de audiovisual está aquecido. Nos últimos 12 anos, o Governo Federal implementou um intenso programa de desenvolvimento da indústria audiovisual no país, através da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Em julho, anunciou o Programa Brasil de Todas as Telas, o maior e mais importante programa de fomento ao setor audiovisual já desenvolvido no país, com recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual. Serão investidos ao longo dos próximos 12 meses, em uma série de ações articuladas.

 

O setor audiovisual do Brasil vem caminhando para concretizar essa meta e comemora o seu bom momento, principalmente depois que a Lei 12485/11, conhecida como Lei da TV Paga, entrou em vigor. O marco regulatório dinamizou o mercado, gerou demanda por novos conteúdos brasileiros e ampliou o financiamento da produção independente. A produção de conteúdo brasileiro saltou de 1.007 horas em 2011 para 3.884 horas em 2013.

 

DESEMPENHO EM 2013

Com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual em 2013, de aproximadamente 990 milhões de reais, o cinema brasileiro bateu recorde no ano passado. Foram mais de 120 estreias de produções nacionais e 26 milhões de ingressos vendidos, de acordo com informações divulgadas pela Ancine. Os números marcam aquele que é o melhor ano da indústria audiovisual nacional.

 

A arrecadação também obteve um crescimento significativo ao superar a cifra de 270 milhões de reais, quase o triplo do arrecadado em 2012, quando houve um retorno de 157 milhões de reais.

 

As comédias dominaram as bilheterias. Segundo dados da Ancine, entre de 4 de janeiro e 5 de dezembro de 2013, sete dos dez longas que mais faturaram no ano são do gênero, como Minha Mãe é uma Peça, que lidera o ranking com 49,5 milhões de reais faturados, seguido por Meu Passado Me Condena, com 32,8 milhões e Vai Que Dá Certo, com 28,9 milhões de reais.

 

No entanto, é importante afirmar que a produção de cinema no país tem a marca da diversidade, envolvendo várias propostas estéticas, desde as comédias que atualizaram uma tradição do cinema nacional, como também filmes autorais. Este cenário marcado pela diversidade pode ser identificado no Ceará, que participa do mercado nacional com obras audiovisuais das mais diferentes. O filme Cine Holliúdy, de Halder Gomes, bateu recorde de bilheteria. O cinema do Ceará reúne ainda produções de coletivos, como as do Grupo Alumbramento, que ocupam a fatia do mercado autoral. Outros jovens cineastas como Petrus Cariry e Ivo Lopes são profissionais de grande performance estética. O cineasta Karim Aïnouz, cearense com carreira internacional, é referência na produção contemporânea, com os seus Céu de Suely e Praia do Futuro. Para muitos, o cenário é o mais provocativo e animador dos últimos anos.

 

DEPOIMENTOS

 

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“Sempre trabalhei com fotografia e sempre fui apaixonado por cinema. Comecei a estudar mais sobre a cinematografia, ou seja, a fotografia no cinema. Escolhi o curso da Unifor para aprofundar meu conhecimento sobre cinema e sobre técnica fotográfica. Aqui tem uma estrutura sensacional, além de um corpo decente perfeito para cada disciplina. Fiz várias produções, mas o meu trabalho de conclusão de curso foi o mais importante, um filme todo baseado na fotografia”.

 

JLRosa, recém-formado no curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor

 

 

 

 

 

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“Tenho grandes perspectivas para o meu futuro profissional, porque acredito que a Unifor pode me dar suporte. Além de trabalhar na área que eu gosto, a Unifor pode me oferecer possibilidades de estudar e fazer intercâmbio. Para os alunos que estão ingressando eu aconselho a correr atrás de produzir”.

 

Oziel Neto, aluno do 7º semestre do curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor

 

 

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 243

 
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