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XVI Festival Eleazar de Carvalho: 21 dias de música na Unifor

De 30 de junho a 20 de julho, o público conferiu a apresentação de orquestras, óperas e recitais no maior festival de música clássica do estado

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Foram 21 dias em que o público cearense teve a oportunidade de acompanhar, gratuitamente, apresentações de orquestras, conjuntos de câmara, recitais e corais. A 16ª edição do Festival Eleazar de Carvalho, que é realizado pela Fundação Edson Queiroz, em parceria com a Fundação Eleazar de Carvalho. Considerado um dos mais importantes festivais de música erudita do Brasil, reuniu jovens e experientes musicistas, maestros e professores renomados no cenário nacional e internacional.

Este ano o Festival, sob direção artística de Sônia Muniz de Carvalho, homenageou o centenário de nascimento do compositor C. Guerra-Peixe e os 150 anos de nascimento dos compostores Alberto Nepomuceno e Richard Strauss. Ao todo, 180 bolsistas e 28 professores de vários países e estados brasileiros se reuniram para trocar experiências e celebrar a música. Países como Brasil, Chile, EUA, Colômbia, Rússia, Portugal e Áustria estiveram presentes. Os alunos tiveram a oportunidade de interagir com um renomado corpo docente do cenário artístico brasileiro e internacional, além da possibilidade de conviver e da trocar experiências com estudantes oriundos de diversas partes do mundo.

“Participo pela primeira vez do Festival. Foram três semanas de cursos intensivos. Foi muito importante renovar o aprendizado e ter contato com músicos de outros estados e países. O que me chamou muito atenção no encontro foi a oportunidade que o Festival dá para que muitas pessoas possam aprender. Através da música é possível mudar realidades”, afirma José Barbosa Filho, trompista da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

“Foram 21 dias de intensas atividades, onde os jovens estudantes puderam aprimorar técnicas, interagir com estudantes e mestres de outras culturas e o resultado foi observado nos espetáculos apresentados. Em destaque para o grupo Novas Tendências, grupo de percussão que apresentou um repertório contemporâneo, lançando seu mais recente trabalho. Outro ponto alto foi a execução na íntegra das Quatro Estações de A. Vivaldi, pelos professores de cordas. Gratificante foi poder constatar o avanço dos alunos ao final do Festival e verificar a satisfação em aproveitar a oportunidade de dividirem o palco com seus mestres”, enfatiza Laura Ventura, coordenadora do Festival.

UN241_eleazar2O espetáculo final, que marcou o encerramento do Festival, ficou sob a regência do maestro Sergei Eleazar de Carvalho, filho do maestro que dá nome ao festival e encantou o público, cerca de 1500 pessoas, que compareceram à Universidade de Fortaleza, na noite do último dia 20. Pela primeira vez regendo o concerto de encerramento do Festival, Sergei diz ter sido uma das maiores honras de sua vida. “Um concerto aqui na Unifor, no Ceará, terra natal de meu pai, o maestro Eleazar de Carvalho. Aqui, no mesmo festival onde comecei minha carreira de regente, no ano 2000. Devo muito ao Ceará, ao festival e à Unifor por essa parceria e todo apoio que nos tem dado”.

Um dos destaques da noite foi o anúncio dos nomes vencedores do concurso Jovens Solistas e Regentes deste ano. Os contemplados foram Fellipe Carnauba Teixeira, na categoria regência e Michele Karine Lucena Gomes, na categoria piano. Os alunos Destaques do Festival foram Gustavo Silveira, da classe de violão clássico e Vinicius Martins Alves da Silva, classe de violino. O vencedor da Bolsa de Estudo nos EUA foi Jeias Silvestre Silva de Araujo, da classe de violão clássico.

“O concerto de encerramento foi um sucesso tendo em vista a presença marcante do público, que lotou o espaço, e a alta qualidade das apresentações. A plateia pediu bis e foi atendida com entusiasmo. Foi o coroamento de um festival que faz jus ao papel da Unifor de aliar arte e educação. O melhor da noite foi a premiação aos alunos que se destacaram no Festival com a entrega de instrumentos cedidos pela Unifor e a participação de membros de grupos de arte da Unifor, o Coral, a Camerata e a Big Band”, destaca o coordenador da Divisão de Arte e Cultura da Unifor, prof. Thiago Braga.

“A música tem um poder transcendental. Durante os ensaios para o concerto final, falei para os meninos que a responsabilidade que cada um tem é quase como um sacerdócio. O palco é nosso altar e a música precisa estar acima das crenças pessoais. Ela tem o poder de transformar a vida das pessoas, enriquecê-las. Uma criança ter contato com a musica e com as artes é imprescindível para a sua formação como pessoa. A gente vê, a cada ano que passa, o progressos dos meninos que participam do Festival. Nunca vi um progresso coletivo tão grande quanto como neste ano. Foi muito importante poder estar aqui. O Nordeste é um celeiro de talentos e de força de vontade. Aqui todos têm uma sede de aprendizado que emociona”, finaliza Sergei Eleazar de Carvalho.

SAIBA MAIS
Eleazar de Carvalho nasceu em 28 de junho de 1912, no município de Iguatu estudou no Rio de Janeiro, onde recebeu o diploma de Maestro, em 1940. Tornou-se doutor em Música pela Washington State University, nos Estados Unidos, em 1963.

No país, conheceu Tanglewood, um lugar na cidade de Lenox, no estado de Massachussets, de onde veio o Festival de Inverno de Campos do Jordão, em São Paulo, e incorporado posteriormente ao Festival Eleazar de Carvalho, por intermédio da fundação.

 

DEPOIMENTOS

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“O concerto de hoje foi um ato celebratório dessas três semanas de Festival. Foi um símbolo. O programa foi escolhido por conta dos compositores homenageados, indo do barroco, ao clássico, passando pelo romantismo e chegando no modernismo. Foi um espetáculo abrangente e estou muito satisfeito”.

Sergei Eleazar de Carvalho,
maestro

“Comecei a estudar música escondido do meu pai, porque ele não queria deixar eu me envolver com música. Mas quando ele me viu realizando os primeiros acordes, ele viu que era isso que eu queria e me incentivou. Com 13 anos, participei da minha primeira edição do Festival. Fui premiado com um violão e então senti cada vez mais vontade de estudar. O Festival é ótimo e os professores são excelentes. Conhecemos muitas pessoas de muitos lugares, montamos repertório e tem o prazer de tocar com a Orquestra Eleazar de Carvalho. Um dia, quero ser um dos melhores violonistas do mundo”.

Axel Brendo, 16 anos,
estuda música no conservatório Alberto Nepomuceno. Ele apresentou o Concerto para Violão RV.93, de A. Vivaldi





Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 241

 
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