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Unifor é palco do XVI Festival Eleazar de Carvalho

O maior festival de música clássica do estado contará com a presença de músicos de diferentes países e homenageará os compositores C. Guerra-Peixe, Alberto Nepomuceno e Richard Strauss.

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Por motivos diversos o homem de todos os tempos procurou imitar os ruídos, os sons da natureza. Quando o eco de sua voz não é suficiente, ele imita o canto dos pássaros, inventa o seu próprio, cria ritmos e harmonias. Hoje, no meio de tantas composições, que espaço ocupa a música erudita? Resultado de séculos passados ou escrita por compositores atuais, a música clássica é considerada a mais alta expressão da criação musical. Muitas vezes, contudo, é confinada a um espaço bastante restrito. Negligenciada pela maioria das mídias de massa, ignorada por instituições culturais, a música erudita, no entanto, chama inúmeros interessados às escolas e conservatórios, lugares privilegiados de aprendizagem de um instrumento.

O Festival Eleazar de Carvalho é portador de sonhos. Tradicional evento de música clássica no âmbito nacional, chega a sua 16ª edição oferecendo apresentações abertas e gratuitas, contribuindo para a formação do público de música erudita. De 30 de junho a 20 de julho a Unifor será palco do evento, em que o público cearense poderá acompanhar a apresentação de orquestras, conjuntos de câmara, óperas, recitais, corais e bandas, além de participar de cursos. Serão dias de atividades divididas entre ensaios e aulas no período da manhã; aulas individuais, ensaios e prática de grupo durante as tardes; e concertos diários abertos ao público e com entrada franca todas as noites. O Festival receberá cerca de 200 alunos de todo território nacional e também de outros países. O evento, que este ano homenageará os compositores C. Guerra-Peixe, Alberto Nepomuceno e Richard Strauss, é uma realização da Fundação Edson Queiroz em parceria com a Fundação Eleazar de Carvalho.

De acordo com a diretora artística do Festival, Sônia Muniz de Carvalho, o modelo do Festival Eleazar de Carvalho em Fortaleza vem de Tanglewood, um pitoresco recanto na cidade de Lenox, estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, onde Eleazar de Carvalho estudou na década de 40 e foi sucessor de seu mestre Sergei Koussewitzky. “Eleazar trouxe a semente para Campos do Jordão, para Gramado, no Rio Grande do Sul, Itu, em São Paulo, e João Pessoa, na Paraíba. Dando continuidade aos ideais do maestro após sua morte, eu trouxe para o Ceará a mesma semente que ele tanto desejava ver germinada em sua terra natal. A vinda do Festival para Fortaleza é a realização do sonho do maestro. A Fundação Eleazar de Carvalho o homenageia realizando há 16 anos o seu Festival no Ceará”, frisa.

Sônia explica ainda que o modelo do Festival se inspira na dicotomia festa e aprendizado. “Festa é o próprio Festival. É a festa musical constituída por eventos realizados em teatros, ao ar livre e igrejas, compreendendo apresentações de orquestras, conjuntos de câmara, óperas, recitais, corais e bandas. Aprendizado é o curso de extensão ministrado aos bolsistas durante o Festival por professores de diversos países. Aprendizado é também um acontecimento paralelo à festa musical, no qual se reúnem jovens estudantes numa ação comunitária de amizade e amor comum pela arte, tendo a privilegiada oportunidade de dialogar com mestres e artistas executantes de reputação internacional. Os bolsistas também farão sua própria festa, pois estarão realizando seus próprios concertos”, afirma a diretora artística.

Segundo o coordenador da Divisão de Arte e Cultura da Unifor, prof. Thiago Braga, ao ter como proposta a união entre festa e aprendizado, o Festival Eleazar de Carvalho se identifica com o papel contínuo da Unifor de aliar arte e educação. “O diálogo entre estudantes e mestres da música erudita nas oficinas e cursos de capacitação é coroado pelas apresentações, que preenchem de arte o campus durante três semanas. O Festival é uma oportunidade riquíssima de intercâmbio cultural que beneficia a todos, estudantes, regentes e comunidade”.

Cursos e programação - Salas de concerto e palcos serão lugares de emoções partilhadas e descobertas artísticas para elevar o espírito. A programação dos espetáculos é variada. Na primeira semana alguns dias serão reservados para artistas cearenses. Nos dias subsequentes, apresentações de grupos de câmara formados pelos professores do Festival, artistas como Paul Rutman, Max Barros, Robert Black, Sergey Aryutyunyan, entre outros. Parte da programação é reservada aos alunos, que se apresentam em grupos mistos.

Merecem destaque as apresentações da orquestra formada pelos estudantes e a realização do concurso Jovens Solistas e Regentes, que premiará jovens talentos da música. Serão três concertos com repertórios diferentes, sendo um deles direcionado à apresentação dos vencedores do concurso do ano passado. No encerramento haverá uma grande peça musical, onde todos os participantes do Festival se apresentarão. Além de toda estrutura, a Fundação Edson Queiroz premiará os alunos que se destacaram no Festival com a doação de instrumentos novos.




Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 239

 
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