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Escola de Aplicação Yolanda Queiroz: a educação que transforma realidades

Inaugurada em 1982, a escola, localizada no campus da Unifor, oferece educação de qualidade a crianças das comunidades circunvizinhas à Universidade, proporcionando um ensino diferenciado, capaz de mudar vidas.

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Educador, pedagogista, filósofo, Paulo Freire certa vez assegurou: “A educação modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais”. Paulo sabia, com conhecimento de causa, que a educação é um potente instrumento, capaz de mudar as pessoas e que são elas, as pessoas, as únicas que podem transformar o mundo. Através de uma educação inclusiva, solidária e cidadã, a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz, mantida pela Universidade de Fortaleza, é, há quase 32 anos, responsável por transformar vidas e, consequentemente, a realidade das crianças que frequentam ou que já passaram por ali. “A escola tem como objetivo principal formar crianças e cidadãos conscientes. Isso faz parte da nossa missão. Aqui queremos abrir seus os olhos para que elas tenham uma visão ampla do mundo, queremos transformar as suas vidas”, explica a diretora, profa. Mônica Praça.

Atenta à reorganização dos tempos e espaços escolares, nas formas de ensinar, aprender, avaliar, organizar e como trabalhar com o conhecimento, respeitando as singularidades do desenvolvimento humano, a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz, localizada dentro do campus, tem forte atuação na Comunidade do Dendê e nas demais comunidades circunvizinhas à Universidade. “A proposta da escola é oferecer um ensino de qualidade para as crianças e, mais do que isso, dar perspectivas de melhoria de vida, de garantir igualdade de oportunidade àquelas que ainda permanecem num quadro de desigualdade social grande”, frisa o chefe da Divisão de Responsabilidade Social da Unifor, prof. Carlos Eufrásio.

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Atualmente, a escola tem 550 alunos, divididos entre crianças das comunidades e filhos de funcionários da Universidade, do Infantil V ao 4º ano do Ensino Fundamental. Conta com 22 professoras, numa estrutura de 13 salas de aula, refeitório, cozinha, secretaria, sala de professores, local de recreação, horta, entre outros espaços. As salas são equipadas com lousas interativas, ferramenta que ampliou ainda mais as possibilidades de ensino. “Seguimos uma linha pedagógica voltada para o sociointeracionismo, de Wallon e Vygotsky, que compreende o homem como um ser que se forma em contato com a sociedade, mas isso não quer dizer que não possamos utilizar as práticas de Piaget ou demais práticas tradicionais da pedagogia. A gente tenta adaptar, a partir das necessidades dos professores, linhas e pensamentos pedagógicos que possam se adequar a cada momento. É muito gratificante ver o quanto o trabalho é positivo, o quanto tudo o que fazemos surte efeito para os nossos alunos. Ver que eles saem daqui com valores, com o conteúdo que a gente objetivou absorvidos. E muitos continuam sua vida escolar e até universitária com sucesso, como cidadãos conscientes para o mundo”, pontua Mônica Praça.

Foi o que aconteceu com Priscila Simplício. Aos 5 anos ela ingressou na escola, sem saber que essa escolha mudaria sua história. “Foi lá que eu tive as melhores experiências de aprendizado. Esse projeto mudou a minha vida. De repente eu consegui uma oportunidade de mudar tanto a minha vida como a dos meus familiares”, empolga-se a hoje estudante de Arquitetura da Unifor.

“Aqui na escola a educação não tem um caráter unicamente pedagógico e teórico, mas social e transformador. Busca-se transmitir valores e fazer das crianças cidadãos conscientes com visão cooperativa e humanizada das relações pessoais dentro e fora do espaço escolar. A Unifor tem apoiado diversos projetos sociais, como é o caso da Escola de Aplicação. Com o compromisso de Responsabilidade Social, a Universidade de Fortaleza vem se destacando e fazendo a diferença no futuro de milhares de jovens e crianças que passam por aqui”, comenta Eurides Bezerra Silva, professora da escola.

“Desde sua criação, a escola forma crianças num período importante de desenvolvimento do cidadão. A Fundação Edson Queiroz oferece toda a estrutura para a escola funcionar, como material didático, salas computadorizadas e excelentes professores”, afirma Randal Pompeu, vice-reitor de Extensão da Unifor.

DIFERENCIAIS
Estar ligada à Universidade certamente traz diferenciais que beneficiam os alunos. Além da estrutura física, a Universidade é responsável desde a contratação de professores e funcionários à compra de material didático, alimentação e uniforme das crianças. Mas o projeto, um dos carros chefes da Responsabilidade Social da Unifor, se configura ainda num espaço de prática acadêmica para os estudantes da Universidade. Alunos dos cursos de Medicina, Nutrição, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Psicologia, Odontologia, Educação Física, entre outros, utilizam o espaço da escola para aplicarem, na prática, o que veem em sala de aula.

“Aqui temos muitos diferenciais. Como o próprio nome já diz, é uma escola de aplicação. Para a Universidade, a escola se torna um campo de estagio para diversos cursos e isso beneficia amplamente nossas crianças em suas demandas. Crianças que precisam de atendimento psicológico, por exemplo, são beneficiadas porque temos alunos e professores da Universidade que podem subsidiar esse atendimento. Há benefícios para ambas as partes, tanto para os alunos daqui, por terem um tratamento diferenciado, quanto para os da Unifor, que podem pôr em prática o que estão vendo em seus cursos”, acredita a profa. Mônica Praça.

É o caso dos alunos do curso de Fonoaudiologia, que atuam na escola através do projeto “Bicho Grito”, fornecendo orientação sobre os cuidados com a voz não só para os alunos, mas para os professores, por meio de oficinas de educação vocal. Já o curso de Medicina, por exemplo, fica responsável pela avaliação clínica dos alunos. O curso de Psicologia dá o suporte necessário para mães e alunos, enquanto o curso de Odonto faz a avaliação e tratamento dentário das crianças. Já o curso de Nutrição, por exemplo, busca sensibilizar as crianças para uma boa alimentação, além de ajudar na elaboração do cardápio da escola.

A Terapia Ocupacional trabalha atividades posturais e a adequação da sala de aula. Os alunos são encaminhados para avaliação médica a cada semestre e acompanhados pelas devidas áreas, conforme suas necessidades. Dessa forma, a escola atua não apenas ofertando educação de qualidade, mas prima pela saúde e bem-estar das crianças como um elemento fundamental para o aprendizado.

un-239-16De acordo com Claudia Machado, professora do curso de Nutrição da Unifor, os alunos realizam atividades de integração, sondando os hábitos alimentares das crianças para a partir daí elaborarem um programa de reeducação alimentar. “Esse programa inclui temáticas como o incentivo ao consumo de frutas, verduras, alimentos saudáveis, além de ensinar noções de higienização”. O programa dura quatro semanas e faz intervenções que se adequam às características e necessidades das crianças, através de atividades lúdicas que envolvem a participação ativa dos alunos em todo o processo, como realização de peças teatrais, oficinas de culinária, apresentação de fantoches e jogos de quadrinhos. Tudo com o objetivo de se aproximar ainda mais do universo infantil e sensibilizar as crianças da melhor forma possível.

“Para a Graduação da Unifor, a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz é um espaço onde professores e estudantes de cursos de graduação que podem aplicar, numa situação real, os conhecimentos adquiridos em sala de aula, nos mais distintos campos. Além de fornecer oportunidades de atuar na infância e na educação infantil, os alunos participam da rotina de tarefas, objetivos e problemas concretos de um professor inserido numa instituição escolar de excelência. As vivências representam uma contribuição efetiva ao desenvolvimento de competências dos profissionais em formação, mas há um impacto direto sobre as próprias crianças e professores, na medida em que a Escolinha se beneficia com o conjunto das ações médicas, psicológicas, nutricionais, de educação física e de todas as áreas envolvidas. Assim, a escola atua também como importante campo para o desenvolvimento de pesquisa na área educacional e espaço privilegiado para estágios de futuros profissionais”, aponta o vice-reitor de Ensino de Graduação, prof. Henrique Sá.

As disciplinas extracurriculares também são diferenciadas por conta da ligação direta com a Universidade. A Unifor é referência nacional em apreciação e estímulo às artes. Sendo assim, nada mais natural do que estimular, desde cedo, o contato com o mundo das artes visuais. As crianças da Escola Yolanda Queiroz frequentam as exposições do Espaço Cultural Unifor, introduzindo o universo artístico no cotidiano de meninos e meninas. “Nós entendemos a arte como um projeto pedagógico de longo prazo e por isso costumamos trazer crianças já a partir dos quatro anos. Por conta desse trabalho, percebemos aflorar nelas o amor pela arte, o olhar ficando apurado a cada visita. Muitas crianças dificilmente teriam acesso a exposições de arte”, ressalta a coordenadora pedagógica da escola, profa. Alcilene Lima.

“Estar localizada no campus permite que as crianças possam ter um ensino para além do meramente formal, possam expandir sua visão de mundo a partir do contato com arte e cultura, que são tão presentes na Universidade. Hoje é bastante relevante a questão da educação ambiental e o projeto pedagógico da escola contempla também, de forma prática, essa questão. A cada momento as crianças vivenciam esse olhar diferenciado, quando visitam o campus e descobrem a presença de espécies raras da flora e da fauna”, enfatiza o prof, Carlos Efrásio.

Além do contato com as artes, as crianças têm aulas de educação física, informática, inglês, literatura infantil e musicalização. “Todas as disciplinas extracurriculares são trabalhadas de uma maneira bem intensa. Elas não são menos importantes do que as disciplinas curriculares normais. E em contraturno escolar, ou seja, no horário em que não estão estudando, podem fazer oficinas de dança, flauta, coral infantil e em breve iniciaremos a orquestra de sanfonas. Buscamos uma maior qualidade de vida e aprendizado por meio das atividades extracurriculares”, conta Mônica Praça.

un-239-14TRANSFORMANDO VIDAS
Desde 2001, a Universidade de Fortaleza mantém um convênio com o colégio Ari de Sá. Ao final de cada ano, dois alunos são selecionados para dar continuidade aos seus estudos naquele colégio particular. “A seleção é feita aqui mesmo na escola. No último ano de estudo, nós realizamos um levantamento daqueles alunos que se destacaram por boas notas”, explica a profa. Mônica Praça. Ao final do Ensino Médio, uma vez aprovados por meio do vestibular, esses mesmos alunos podem cursar uma graduação na Unifor, que concede uma bolsa de estudos.

Priscila Simplício acaba de concluir o 3º semestre de Arquitetura na Unifor. Aluna da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz desde os 5 anos, Priscila foi bolsista do Ari de Sá e é, agora, da Unifor. “Disseram que assim que saíssemos do Ari nós teríamos uma bolsa na Unifor. Fiz o vestibular com esperança e passei. Durante o período de matrícula o prof. Carlos Eufrásio ligou para minha casa dizendo que a bolsa havia saído. Fiquei maravilhada quando soube. Minha mãe recebeu a notícia às 8h da manhã. Daí meu irmão foi me acordar dizendo que a mãe estava chorando ao telefone. Pensei que ela estivesse passando mal ou algo assim. Foi aí que peguei o telefone e falei com prof. Eufrásio. Me emocionei demais. Não é só uma bolsa. É uma bolsa na melhor escola e depois outra bolsa na melhor Universidade. É inacreditável!”.

MEMÓRIA
un-239-17Dona Maria Evanecilda dos Santos, ex-líder comunitária do Dendê lembra: nos idos dos anos 70, as duas escolas disponíveis no então bairro Água Fria não davam conta da demanda por educação. “Quando a gente chegou, no início dos anos 70, só tinha uma escola. Depois construíram outra, mas ainda não era suficiente. A comunidade pediu ajuda e depois, a Dona Yolanda Queiroz, visitando o bairro, viu a necessidade que a gente tinha. Nós fomos atendidos e foi criado o Projeto Dendê, que depois virou a escola”, lembra Dona Maria.

Professor da Unifor desde 1977, Batista de Lima acompanhou de perto a fundação da escola. “Quando a Unifor se instalou aqui já existia a comunidade do Dendê, formada por famílias que saíram do interior devido a grande seca de 1932. Essa comunidade foi muito transformada. A criação da Universidade de Fortaleza foi um marco. Antes era tudo mato. À medida que a Universidade foi crescendo, o projeto Dendê, antigo nome da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz, foi crescendo também”. Segundo ele, naquela época, o trabalho de Extensão ainda era tímido e a criação da escolinha surgiu também como um espaço para a prática de estágio para os alunos do curso de Psicologia. “Nós tínhamos o curso de Pedagogia, que era noturno, e durante à tarde não tinha aula no Centro de Ciências Humanas (CCH), o bloco N ficava desocupado. Assim, de maneira improvisada, o bloco N foi o primeiro local de aula dos alunos da escola”.

De acordo com Mônica Praça, o projeto Dendê foi evoluindo de maneira a não caber mais no antigo espaço. Novas vagas foram criadas, mais séries ofertadas e um novo prédio, amplo e destinado exclusivamente para este fim foi construído.

Anos depois, a escola é reconhecida, dentro e fora da comunidade como referência em qualidade. “A escola foi a melhor coisa que foi feita. Se você perguntar, o pessoal vai te dizer que é a melhor escola que tem na região”, anima-se Maria de Fátima Araújo Coelho, a “tia Fatinha”. Ela foi a primeira secretária da escola e permaneceu durante 30 anos no local até se aposentar. Dona Maria Evanecilda, cujo neto frequenta a escola, concorda: “Foi muito bom para todos. É uma escola que tem uma educação muito boa para as nossas crianças e que ajuda muito a nossa comunidade. É uma bênção!”.

un-239-11RECONHECIMENTO
“Aqui é tudo de bom! Nenhum colégio do bairro é bom como esse. Aqui a minha filha vai para casa e leva bastante tarefa, chega todo dia com uma história nova. A Isabela está aqui há 5 anos e de lá pra cá foi só progresso. Logo no primeiro ano ela já sabia ler e escrever. E hoje é uma menina cheia de responsabilidade. Ela chega em casa e já sabe o que tem que fazer, não esquece de nada que viu na aula. Às vezes, vou ensiná-la e é ela que me ensina! Eu agradeço muito à escola, é uma iniciativa maravilhosa”, reconhece Cícera Maria da Silva Barbosa, mãe da aluna do 4º ano do Ensino Fundamental, Isabela Vitória.

Além da comunidade, a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz é reconhecida nacionalmente pelo seu trabalho com as crianças. Em março deste ano, a Escola recebeu o Prêmio Nacional de Gestão Educacional (PNGE), com o projeto Meu Brasil Brasileiro – Criarte. A premiação ocorreu durante o Geduc 2014, um dos principais congressos para a gestão educacional brasileira, em São Paulo. Promovido pela Humus, Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu), o PNGE visa estimular a divulgação e disseminação de boas práticas relacionadas à gestão educacional, premiando instituições e profissionais que realizam ações inovadoras nesse âmbito de atuação e que tenham êxito na melhoria da qualidade de seus processos acadêmicos e organizacionais.

Entre outros prêmios, em 2011, a Escola também recebeu menção honrosa, na categoria Projetos de Destaque Social, no Prêmio Cidadania sem Fronteiras, concedido pelo Instituto Cidadania Brasil. A premiação é concedida pelo Instituto da Cidadania Brasil e pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O objetivo é reconhecer e criar referência quanto às melhores ações ou práticas sociais desenvolvidas pelas Instituições de Ensino Superior (IES), com a participação de seus alunos em atividades de extensão, agregando valores e conhecimentos aos estudantes e melhorias de qualidade de vida junto às comunidades atendidas. “Para a gente é sempre muito bom ser reconhecido. Entrei na escola com o dever de fazer educação e posso ver os resultados desse trabalho”, diz a profa. Mônica Praça.

“Acredito muito no trabalho que é feito sob a gestão da profa. Mônica e da coordenadora pedagógica, profa. Alcilene. Elas e as demais professoras são extremamente devotadas e se dedicam a um trabalho fantástico. A escola tem sido reconhecida nacionalmente pela sua gestão e isso nos faz continuar acreditando nas utopias, numa caminhada de acreditar que nós podemos ter uma sociedade justa e igualitária. E isso é trabalhado de forma muito presente com as crianças, num resgate dos valores relativos à solidariedade, ao compartilhar. Quem acompanha de perto o trabalho da escola vê que é uma instituição viva, pulsante, como são outros setores da Universidade. Mas pelo fato de lidarmos com crianças, nos dá uma visão idealista, ao mesmo tempo concreta, dos resultados positivos que temos alcançado. A grande revolução que nós podemos ter em nosso país deverá ocorrer quando se passar a investir em educação de uma forma decisiva, como a Unifor faz hoje”, finaliza o prof. Carlos Eufrásio.

DEPOIMENTOS

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“A escola é um local que, além de aprender, a gente tem o contato direto com as crianças do bairro, vivencia outra realidade, traz um pouco da nossa. Temos apoio de todos os professores, da direção. Dar aulas para as crianças só ajuda na minha formação tanto pessoal como profissional. Nesses 50 minutos de aula, todos chegam abraçando, são carinhosos. Orientamos as crianças quando elas fazem algo que não é legal. Também buscamos colocar temas transversais, como a questão do lixo, o certo e o errado, de forma lúdica, dentro da brincadeira. Eles ganham muito e a gente ganha muito mais”.
Cibele Lisboa Pinheiro, aluna do 7º semestre de Educação Física.

“Ensinar na Escola de Aplicação Yolanda Queiroz é uma honra. As crianças são das comunidades locais e sinto que aqui nós ajudamos muito na sua autoestima. Elas têm muita vontade de aprender. Aqui elas têm aulas de dança, música, teatro, literatura, flauta. Elas chegam e sentem que esse ambiente acolhedor foi feito para elas. A escola tem muito a oferecer”.
Poliana Gonçalves, profa. de Música e Dança da Escola Yolanda Queiroz


“Ficamos sabendo da escola através de comentários na nossa Comunidade. Vínhamos tentando matricular as meninas quando, um dia, conseguimos as vagas. Desde então, foi só coisa boa. A Letícia era uma criança muito tímida, sem amizades, não gostava de participar das atividades. Com a entrada aqui na escola ela se desenvolveu bastante, seu grupo de amizades aumentou. A escola me surpreendeu em relação à qualidade de ensino, das professoras, aos trabalhos que são realizados, como aula de música, aula de dança. Vejo que é uma escola completa que não se preocupa só com o ensino formal, mas a com as outras partes importantes para o desenvolvimento da criança. As meninas estão superfelizes. Certa vez cogitamos mudar de bairro, mas a ideia foi imediatamente descartada quando elas souberam que teriam que mudar da escola. Não quiseram de jeito nenhum sair daqui”.
Lídia Pinto Bandeira Lima Carvalho, mãe da Letícia Pinto Bandeira de Carvalho (2º ano) e da Lohana Pinto Bandeira de Carvalho (Infantil V).




Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 239

 
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