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Campanha divulgará a melioidose junto a profissionais de saúde da capital e interior

un237_27Uma ampla campanha de alerta para a melioidose será lançada no primeiro semestre de 2014 pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa), em cooperação com a Universidade de Fortaleza. A profa. Dionne Rolim, que além de professora e pesquisadora da Unifor também é médica do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Sesa, elaborou um projeto de divulgação, que terá o apoio da Training Programs in Epidemiology and Public Health Interventions Network (Tephinet - Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo e Intervenções em Saúde Pública), uma rede global dedicada à formação de qualidade em epidemiologia aplicada na prática da saúde pública, ligada ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos.

Um dos objetivos da parceria entre as entidades é realizar uma capacitação para profissionais de saúde de Fortaleza e do interior do estado do Ceará, de hospitais públicos e particulares, para o diagnóstico e tratamento da melioidose. “Por ser uma doença desconhecida, é importante que os profissionais estejam sensíveis para detectá-la, fazer o diagnóstico e registrar ocorrência. Precisamos estimular para que os médicos pensem na doença como possibilidade, principalmente em locais onde já existe confirmação da existência do micro-organismo causador. Além disso, é uma doença que merece atenção especial, porque é uma bactéria que tem potencial de bioterrorismo, e pode ser usada como arma biológica, como foi usada a bactéria anthrax”, explica a doutora Dina Cortez, Coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará.

Treinamento e divulgação vêm sendo realizados principalmente nas regiões mais afetadas. Contudo, muitos profissionais ainda desconhecem a doença e as equipes passam por constantes renovações. “Desde 2003, divulgamos a doença através de treinamentos, encontros científicos, congressos nacionais e internacionais, periódicos científicos nacionais e internacionais e livro de doenças infecciosas. Infelizmente, todo esse trabalho não está sendo suficiente. Por isso, a realização da campanha é tão importante”, frisa a profa. Dionne Rolim. Ampla campanha de divulgação será também realizada para a comunidade em geral.

De acordo com o professor da UFC, infectologista Anastácio Queiroz, a doença tem relação direta com as chuvas e acontece principalmente nas áreas onde a assistência médica é deficiente. “Ela é mais recorrente no interior, onde não se espera doença grave, mas é transmitida através do contato com solo ou água, em barragens, açudes, rios ou por ingestão. A campanha deve servir para orientar pessoas e profissionais médicos, para cuidar dos pacientes e pensar na doença colhendo materiais e instituindo tratamento. Vejo com muita alegria uma campanha como essa, que atinge um público mais submisso à doença. Há uma ideia de que as doenças graves acontecem mais na cidade, mas essa acontece mais no interior”, afirma professor.

“Com a campanha queremos melhorar a prevenção e o controle da doença em nosso estado e também alertar para sua possível ocorrência em outras regiões do país”, conclui a professora Dionne.

De acordo com o diretor da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde/ Núcleo de Vigilância Epidemiológica (COPROM), da Sesa, Dr.
Márcio Garcia, “a melioidose é uma doença muito pouco conhecida no nosso meio pelos profissionais da saúde, o que faz com que seja subdiagnosticada ou diagnosticada tardiamente. Apesar de ser uma doença de ocorrência rara, ela se apresenta de forma grave com elevada letalidade, muitas vezes diagnosticada após o óbito. Por esses motivos é muito importante campanhas como essa”, afirma.

“As medidas de controle e prevenção deverão ser amplamente divulgadas com o objetivo de desenvolver a capacidade de suspeição e diagnóstico dos profissionais da saúde para um desenvolvimento de estratégias efetivas de combate à doença. Realizar vigilância ativa em todos os municípios, qualificar a atenção aos doentes, disponibilizar medicação específica, qualificar o diagnóstico laboratorial, realizar estratégias educativas para a população, produzir material impresso com informações sobre a doença tanto para profissionais da saúde, gestores e população, entre outras atividades”, ressalta o Dr. Márcio Garcia.

“Nesse âmbito, as expectativas entre alunos, professores e outros profissionais que compõem a pesquisa na Unifor é bastante positiva na divulgação e identificação da melioidose, especialmente agora com as atividades do GEM e a construção do laboratório NBIII”, finaliza a professora Ana Karoline Costa.


Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 237



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