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Unifor: Líder em produção científica no Norte e Nordeste

un236-35Novamente a Unifor é reconhecida, através do SIR 2013, como a instituição de ensino superior particular que mais estimula a pesquisa científica no Norte e Nordeste. A posição ratifica a política de fortalecimento da pesquisa adotada pela Universidade

Mais uma vez, a Universidade de Fortaleza conquistou a posição de melhor universidade particular do Norte e Nordeste, segundo o Ranking Ibero-Americano Scimago Institutions Rankings (SIR) 2013. Este é o quarto ano consecutivo que a Unifor obtém a colocação no ranking, que compara a produção científica de mais de 1.600 instituições de ensino superior de países que formam a região geográfica conhecida como Ibero-América.

No ranking, foram analisados as produções científicas desenvolvidas no período de 2007 a 2011, publicadas na base de dados Scopus, considerada a maior e mais multidisciplinar base de dados de publicações científicas do mundo, com mais de 20 mil periódicos especializados.

Entre os quesitos utilizados para a elaboração do SIR 2013 estavam o número de artigos científicos publicados, produção realizada em colaboração com outros países e o número de publicações realizadas nas revistas científicas mais influentes do mundo. “O desempenho é resultado do investimento da Universidade de Fortaleza no seu corpo docente e discente, além da infraestrutura, que proporcionam o desenvolvimento de pesquisas de alto nível que podem ser publicadas nos mais importantes periódicos científicos”, ressalta a vice-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Lilia Sales.

A posição conquistada pela Unifor no Ranking Ibero-Americano Scimago Institutions ratifica a política institucional da Universidade em estimular e fortalecer sua produção científica. Hoje, mais de 250 professores doutores formam o corpo de pesquisadores da instituição, realizando pesquisas em conjunto com alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado. Consciente de seu compromisso com as transformações sociais, culturais, políticas, tecnológicas e econômicas do país, a Unifor incentiva permanentemente as atividades de pesquisa e conta com cerca de 600 projetos, em diversas áreas do conhecimento, associados a 31 grupos e 99 linhas de pesquisa, registrados no Diretório de Grupos de Pesquisas do Brasil (Plataforma Lattes/CNPq).

un236-36“A pesquisa científica da Unifor como um todo merece destaque. As agências regionais e nacionais de fomento têm premiado com editais e financiamento pesquisas aqui desenvolvidas e que são altamente relevantes para o país. Na área da biotecnologia destaca-se o desenvolvimento de imunocompostos no leite de caprinos para a prevenção e tratamento da diarreia infantil. Na área jurídica, relevantes projetos envolvem discriminação de gênero, direitos humanos e a magistratura. Na área da saúde coletiva podemos ressaltar pesquisas com a transmissão da sífilis, da dengue e violência em crianças e adolescentes. Em administração, por sua vez, destaca-se a inovação de produtos sustentáveis, energia renovável e desenvolvimento sustentável e arranjos produtivos satelitizados. Por fim, em psicologia desenvolvemos pesquisas sobre adolescentes que vivem nas ruas de Fortaleza, sobre viver com HIV e Aids em nosso entorno e sobre constituição psíquica, psicopatologia e clínica psicanalítica da infância e da adolescência”, destaca a vice-reitora.

PARCERIAS
Outro fator relevante para o grande destaque que a Unifor vem ganhando no âmbito da pesquisa científica são as relações acadêmicas entre a instituições e demais universidades. As parcerias com grandes centros de pesquisa tanto nacionais como internacionais contribuem para a universalização da pesquisa aqui realizada. “A parceria com outras universidades tem sido bastante frutífera. Regionalmente podemos citar como exemplo o Curso de Doutorado em Associação Ampla em Saúde Coletiva (Unifor/ Uece/UFC), o programa de doutorado da Rede de Biotecnologia do Nordeste (Renorbio) e a parceria com o Instituto Internacional de Neurociências de Natal. Existem ainda diversas parcerias nacionais, como os intercâmbios de alunos e professores com a UFRGS, Puc-Rio, UFPR, UFBA, Unicamp, UFSC, UFPB, UFPA e Unir, entre outras instituições. Estas duas iniciativas integram os corpos docente e discentes das instituições, bem como a infraestrutura, proporcionando o desenvolvimento de pesquisas que seriam bem mais dispendiosas se ocorressem numa única instituição. As parcerias internacionais também merecem destaque, como o Consórcio Latino-Americano de Pós-Graduação em Direitos Humanos, a participação na Associação Iberoamericana de Estudos do Ócio (Otium) - área de estudo em que a Unifor participa com grande destaque, Universidade do Havre (França), Universidade de Columbia (Estados Unidos), Wharton School (Universidade da Pensilvânia), Universidade de Aveiro (Portugal), além da dupla titulação de Mestrado em Administração de Empresas com a Universidade de Deggendorf (Alemanha) e a ESC Saint Etienne (França)”, enumera a profa. Lilia Sales.

INCENTIVO
Um dos grandes desafios das instituições de ensino superior é formar alunos que abracem a pesquisa,traduzindo a interação teoria-prática em benefícios reais para a sociedade. “A pesquisa é um dos eixos fundamentais do ensino superior que proporciona um estudo mais aprofundado sobre determinado tema e aproxima a teoria da vida prática”, pontua a chefe da Divisão de Pesquisa da Unifor, profa. Mônica Vasconcelos.

Na Unifor, cada vez mais, os alunos são estimulados a percorrer esse caminho e recebem apoio para isso. A parceria firmada com agências de fomento à pesquisa, como a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), permite que professores e alunos se dediquem à pesquisa, fortalecendo o trinômio ensino-pesquisa-extensão, contribuindo para a formação acadêmica e ampliando suas possibilidades no mercado profissional.

O estímulo resultou tanto no crescimento do número de novos pesquisadores quanto no de bolsas concedidas. Segundo informações da Divisão de Pesquisa da vice-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Unifor, houve um aumento no número de bolsas concedidas. Hoje, são cerca de 400 de iniciação científica a cada ano.

“As cotas de bolsas são fundamentais para o desenvolvimento das pesquisas. O incentivo serve de estímulo para o aluno produzir e assumir uma postura responsável perante o seu orientador, a instituição de ensino e os órgãos de fomento. Na realidade, o verdadeiro benefício para os alunos está relacionadoà questão acadêmica, tendo em vista que a participação em programas de iniciação científica representa um diferencial no currículo deste estudante e futuro profissional. Por isso mesmo, a procura pelas bolsas de iniciação científica tem se mostrado crescente na Unifor. Um bom exemplo disso é o número de alunos voluntários que forma parte do programa Programa Aluno Voluntário de Iniciação Científica (Pavic) e está esperando a oportunidade de serem bolsistas. Em 2013 foram cadastrados mais de 300 alunos nesse programa”, afirma a profa. Mônica Vasconcelos.

“Inserir os alunos neste mundo é prioridade das universidades de ponta no contexto atual. Isto porque, na era da informação, a simples transmissão tradicional do conteúdo não é capaz de promover o conhecimento de forma adequada. Para desenvolver uma pesquisa é necessário investigar a doutrina existente na área, formular o problema e a forma de enfrentá-lo, coletar e analisar dados, para, ao final, tirar conclusões. Com isso, as experiências vivenciadas na Universidade alcançam a sociedade e são capazes de melhorar as condições de vida da população. Além disso, através da pesquisa científica a interação entre alunos e professores se torna mais intensa e, consequentemente, a vida acadêmica da universidade como um todo se torna mais produtiva”, acredita a profa. Lilia Sales.


un236-37SAIBA MAIS

Programas disponíveis aos alunos da Unifor interessados em participar de pesquisas

Ciência sem Fronteiras – Iniciativa conjunta dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC) em busca de fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação do país através do intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Estima-se que 101 mil bolsas sejam concedidas até julho de 2015 para alunos de graduação de todo o Brasil.

Pavic – O Programa Aluno Voluntário de Iniciação Científica, criado pela Universidade de Fortaleza e mantido pela Fundação Edson Queiroz, tem como objetivo incentivar alunos da Universidade a participarem de projetos de pesquisa. Atualmente o Programa conta com 200 alunos orientados e 60 professores.

PBIC – O Programa de Bolsas de Iniciação Científica é mantido pela Funcap. A Universidade de Fortaleza gerencia uma cota de bolsas de iniciação que são distribuídas aos quatro centros do conhecimento, através de edital público. As bolsas possuem duração de um ano.

Pibic – O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica é mantido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes de graduação universitária. A Universidade de Fortaleza gerencia uma cota de 65 bolsas do CNPq que são distribuídas através de edital. As bolsas possuem duração de um ano.

Pibiti – O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação tem como principal objetivo incentivar jovens do ensino superior a aprenderem métodos de pesquisa tecnológica e também estimular a produção tecnológica através da realização de atividades e práticas próprias ao desenvolvimento tecnológico e processos de inovação.

Probic – O Programa de Iniciação Científica da Fundação Edson Queiroz, criado pela Universidade de Fortaleza e mantido pela Fundação Edson Queiroz, tem como objetivo estimular estudantes a participarem de projetos de pesquisa. Oferece anualmente 65 bolsas de iniciação científica através de edital.

Nupesq – O Núcleo de Pesquisa, criado em 1993, é um órgão de gerenciamento que auxilia os alunos interessados em participar dos editais para concorrer às bolsas de iniciação científica. Cada centro da Universidade possui uma célula. “Nós realizamos um trabalho de orientação. Nosso objetivo é que o Nupesq seja um ponto de referência em pesquisa dentro da Universidade, um lugar em que professores e alunos sintam-se acolhidos e motivados a pesquisar e produzir”, explica a coordenadora do Nupesq do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Ana Paula de Vasconcelos Abdon.


un236-41Conheça alguns projetos de pesquisa realizados na Unifor

Caprinos Transgênicos – Projeto em parceria com a Universidade da Califórnia busca, na criação de caprinos geneticamente modificados, a solução para a diarreia infantil e a desnutrição. Segundo a pesquisa, os caprinos são capazes de produzir leite rico em lisozima, proteína abundante no leite humano, considerado um antibiótico natural. Os primeiros caprinos foram gerados em 2012 através do processo de microinjeção. Os resultados da pesquisa são promissores. Testes realizados na Califórnia mostraram o efeito terapêutico do leite em porcos. O leite também está passando por avaliações para saber se o seu consumo é propício para o consumo humano e se o índice presente de lisozima é satisfatório. A previsão é que, até o ano que vem, seu consumo seja testado em humanos. O projeto é coordenado pelos professores Marcelo Bertolini e Luciana Bertolini, do programa de doutorado da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio).

Saliva Artificial – Criado em 2002, o projeto objetiva ajudar pessoas que tiveram diminuição ou perda da produção salivar, principalmente devido ao tratamento radioterápico contra câncer na região de cabeça e pescoço. O projeto proporciona gratuitamente aos pacientes que possuem xerostomia (boca seca), saliva artificial e acompanhamento odontológico durante todo o tratamento. O programa é uma parceria dos cursos de Farmácia e Odontologia da Unifor com o Hospital Geral de Fortaleza (HGF). É coordenado pelos professores Eliardo Silveira (Odontologia) e Roxeane Teles (Farmácia).

Robô Dragão do Mar – A Unifor é coexecutora, ao lado de instituições como Universidade Federal do Ceará (UFC), Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) e Universidade Federal Vale do São Francisco (Univasf) do projeto. Desenvolvido pela empresa cearense Armtec e aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), prevê a construção de um robô submarino do tipo ROV (veículo operado remotamente) que tem como objetivo auxiliar nas pesquisas para exploração do pré-sal e também participar da manutenção dos esquipamentos. O robô está sendo desenvolvido para atuar em profundidades de dois a três mil metros. Na Unifor é coordenado pelo prof.Ricardo Colares, coordenador do Espaço de Desenvolvimento de Empresas de Tecnologia da Unifor (Edetec) e professor do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT).

Direitos Culturais – Criado com o objetivo de conhecer e ter elementos para defender a cultura, o projeto Direitos Culturais consiste no estudo das relações jurídicas atinentes às artes, à memória coletiva e ao fluxo dos saberes. O projeto aborda temas como censura, gestão coletiva de direitos autorais, registro de música enquanto patrimônio cultural e enquanto proteção de autoria e preservação de lugares importantes para a memória. Dentre os resultados gerados estão publicações em encontros científicos, a realização anual de um encontro internacional sobre direitos culturais, além de um site que reúne centenas de publicações sobre direitos culturais (www.direitosculturais.com.br). É coordenado pelo prof. Humberto Cunha, do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD), da Unifor.

Desenvolvimento Sustentável – A pesquisa Rede de Cooperação Sustentável na Cadeia Produtiva do Algodão Agroecológico: Conectando o Local ao Global é desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Investiga a cadeia de produção do algodão agroecológico espalhada pelo Brasil, iniciando com a produção 100% sustentável do algodão agroecológico no Ceara (Tauá - CE), passando pela produção extrativa 100% ambientalmente correta, de adereços da floresta amazônica para peças de vestuário (Porto Velho -RO) e finalizando com a fiação e confecção (Porto Alegre - RS) de peças de vestuário para consumo final. Coordenado pelo prof. Marcos Sena, do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA), da Unifor.

DEPOIMENTOS
un236-38“Sou bolsista da Funcap. Sempre me interessei pela área de pesquisa e quando consegui a bolsa vi que foi uma ótima oportunidade, pois abriu os meus horizontes. Fiquei com vontade de me empenhar mais nos estudos. O Nupesq me ajudou muito nesse processo. Ver os meus trabalhos publicados em congressos representou um grande incentivo. O ambiente da Universidade também ajudou muito, por possuir uma biblioteca equipada, com muitos livros, além de artigos dos próprios professores. A pesquisa é muito importante, pois tanto serve para atualizar conhecimentos que você já tem, como para agregar novos. As novas informações que descobrimos através dos estudos serão convertidas em um benefício real para a sociedade e é uma honra saber que estou ajudando”.
Lorena Tainara Bastos, aluna de Enfermagem.

un236-39“Sou bolsista CNPq e desde o primeiro semestre do curso fui atrás de participar de grupos de pesquisa, pois tinha muito clara a ideia de que isso seria bom para o meu currículo acadêmico e para o meu conhecimento. Conforme foi passando o tempo fui me interessando mais. Primeiramente participei do Pavic e depois consegui participar da bolsa do CNPq. Oferecer as bolsas é um incentivo muito grande, pois estimula o aluno a buscar e isso contribui muito para expandir o seu conhecimento. Me encantei pela pesquisa e planejo continuar. A principal importância da pesquisa é a de buscar novidades e trazer melhor qualidade de vida para as pessoas”.
Ana Gabrielle Pessoa, aluna de Enfermagem.

un236-40“A minha história com a pesquisa se iniciou, praticamente, desde que eu entrei na Universidade. Um dos meus professores me apresentou oNupesq e desde o primeiro semestre venho acompanhando a dinâmica da pesquisa. Depois, consegui uma bolsa da Funcap, sob orientação da profa.Gina Vidal e fiquei um ano estudando sobre o acesso à água e a questão sanitária no estado do Ceará. Posteriormente, participei da seleção e passei para o Lajur (Laboratório de Jurisprudência). Recentemente, consegui uma bolsa com a profa. Joyceane Bezerra em que estudamos a questão do direito civil constitucional. Eu acredito que quem vai ao encontro da pesquisa tem um quê de questionador que não aceita a realidade pronta. Ao questionar, temos a oportunidade de ver o outro lado do Direito. A pesquisa é que dá o movimento do conhecimento, a dinâmica de entendimento. Você não fica preso às atividades do cotidiano, consegue enxergar além, uma outra realidade e isso é importante para exercer bem a profissão. A pesquisa contribui de uma maneira significativa, agregando valor aos conhecimentos. Eu vou continuar na linha acadêmica, pois me descobri na pesquisa. Acredito que a pesquisa consegue transformar a realidade, inclusive a nível pessoal”.
Ana Paula Buozi, aluna de Direito



Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 236

 
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