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Produção contemporânea nordestina em destaque na XVII Unifor Plástica

235_un01Em uma proposta comemorativa aos 40 anos da Universidade de Fortaleza, a abertura da XVII Unifor Plástica foi marcada pela multiplicidade e pelo recorte curatorial, que valorizou a produção de arte contemporânea do Nordeste.

Apreciador das artes e conhecedor da qualidade e potência dos artistas que compõem a mostra, o chanceler Airton Queiroz abriu a XVII Unifor Plástica no dia 24 de outubro celebrando a arte contemporânea produzida no Nordeste. A mostra permanece em cartaz no Espaço Cultural Unifor.

De acordo com Marcelo Campos, que assina a curadoria em conjunto com Paulo Herkenhoff, a exposição passou por um recorte curatorial focado no poderio da arte contemporânea do Ceará e do Nordeste, sendo dividida em duas partes: uma expõe 11 artistas nordestinos e a outra, 19 artistas cearenses. “Discutimos amplamente a lista e os trabalhos que poderiam contribuir. Eles estão juntos de outros grandes artistas nacionais e internacionais”. Para Marcelo, a exposição gira em torno da multiplicidade. “Na mostra, percebemos uma total pluralidade de mídias e, ao mesmo tempo, a inventividade, a pulsação da criação artística. Temos um leque de capacidades”, defende o curador.

Segundo Bitu Cassundé, membro da comissão de seleção de obras e curador do Museu de Arte do Dragão do Mar, além de apresentar um modelo novo, a delegação pensou um recorte que tivesse boa relação conceitual e estética. “Refletimos um conjunto vigoroso da produção contemporânea com artistas de uma geração anterior e artistas mais jovens, que mostram um panorama bastante significativo do que vem sendo feito nas últimas décadas. Trazer também um artista como Bispo do Rosário foi muito importante para o Ceará”.

Segundo o artista Eduardo Frota, que expõe o trabalho Sem título (1990), existe um acervo seminal em Fortaleza, o acervo da Fundação Edson Queiroz. “É o melhor do estado, do Nordeste e um dos maiores do Brasil. Esta edição da Unifor Plástica foi pensada para agregar e atualizar a produção feita na região. A Unifor entendeu que é importante ter uma produção contemporânea de valor, de alto nível, incorporada ao acervo da Instituição”.

Para o artista Solón Ribeiro, o enorme patrimônio artístico da Fundação, composto por artistas como Volpi, Segall e Visconti, prolongou-se com a inserção de artistas locais. Seu trabalho na exposição, Hélio Oiticica (1978), une Nordeste e Sudeste, já que é o registro fotográfico da performance Delírio Ambulatório, do artista plástico nascido no Rio de Janeiro.

Um dos grandes expoentes da arte cearense, Zé Tarcísio, que expõe o Relicário da Seca (2013), diz que a curadoria foi muito feliz em fazer um tour no Nordeste, buscar nomes importantes e agregá-los em um espaço. “Para nós em Fortaleza e para a Unifor, que já tem um conjunto representativo, é muito interessante expor obras de pessoas que ainda não estavam incluídas. Esta mostra tem grande valor para a sociedade”.

David Cury, que vem desenvolvendo instalações há tempos pelo Brasil, concebeu a peça O fim das coisas é um bem imaterial (2013) especialmente para a XVII Unifor Plástica. “Fiquei feliz com o convite. Qualquer iniciativa de um equipamento cultural é um fato extraordinário no Brasil. Nós somos 200 milhões e grande parte não tem nenhuma representação simbólica no imaginário. Me emociona a oportunidade de mostrar meu trabalho aqui. O benefício dessa realização da Unifor é incomensurável e tem um grande valor simbólico”.

“É um privilégio, porque estou ao lado de artistas que foram meus professores, como Solón Ribeiro, e que foram companheiros de universidade, como Waléria Américo. São trabalhos de artistas que considero importantes para pensar hoje uma cena contemporânea local e nacional e me vejo parte desse movimento”, comenta o artista Yuri Firmeza, que expõe a Série Gravitacional.

“Estamos em Fortaleza tentando discutir arte contemporânea. E a Unifor, ao repensar o modelo de salão a partir de uma pesquisa de curadores que estão no trâmite das artes visuais, pesquisando e fazendo algo que seja potencial para a cidade, reconhece que esses lugares já existem. Isso é o mais importante”, acredita a artista Waléria Américo, que trouxe as obras Des-limite/Un-limite (2006) e Plano de Fuga nº 1 (2009).

XVII Unifor Plástica

Espaço Cultural Unifor
Visitação gratuita
85 3477 3319
www.unifor.br/espacocultural


Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 235

 

 

 
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