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Projeto Arte-Educação na exposição Trajetórias

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Crianças e adolescentes de escolas cearenses têm a oportunidade de conhecer, por meio de visitas guiadas, o universo das artes visuais presente no Espaço Cultural Unifor. O Unifor Notícias acompanhou a passagem de um grupo pela exposição Trajetórias, atualmente em cartaz.


Os olhos atentos acompanham o tilintar das arruelas passeando pelo grande parafuso para, finalmente, cair na base de madeira. “Gostei dessa, tia!”, exclama o pequeno, apontando para a obra interativa To Spin, Span, Spun, do artista cearense Sérvulo Esmeraldo. Perto dali, ouve-se a voz da menina: “Esse espelho é mágico!”, constata ao passar pela Composição Cibernética de Ubi Bava. “Olha, gente, o quadro está se mexendo, está me deixando tonta!”, surpreende-se outra, mais à frente, ao observar a ilusão de óptica causada pela produção de Luiz Sacilotto.

As impressões, por vezes divertidas, foram expressas por crianças de uma turma de alunos da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz enquanto visitavam a exposição Trajetórias – Arte brasileira na Coleção Fundação Edson Queiroz, em cartaz no Espaço Cultural Unifor. Elas fazem parte das 7 mil crianças e jovens, em média, que por mês têm a oportunidade de visitar o local, abrindo portas para um mundo novo, somente possível através das artes.

Estender o acesso à cultura a toda a comunidade cearense é uma preocupação constante da Unifor. Como consequência, em 1988 foi inaugurado o Espaço Cultural, consolidado como ambiente de excelência entre os melhores espaços destinados à apreciação de arte no mundo. Localizado no segundo piso da Reitoria da Universidade, o Espaço ocupa uma área de mais de 1.200 metros quadrados e proporciona a apreciação da obra de ícones mundiais das artes plásticas como Miró, Rembrandt, Rubens e Portinari.

Dentro dessa proposta, o Projeto Arte-Educação propicia a crianças e jovens das redes pública e privada de ensino do Ceará o estímulo ao conhecimento, à cultura e à arte através de visitas guiadas. Sabendo que de cedo é possível aflorar sensibilidades, o projeto introduz o universo artístico no cotidiano de meninos e meninas, despertando o interesse e desenvolvendo o potencial apreciador pelas artes visuais.

Somente a exposição Trajetórias recebeu, até meados de setembro, 865 grupos de escolas, totalizando aproximadamente 42.500 crianças e jovens apreciadores. Em cartaz desde março deste ano, a mostra, aberta ao público, reúne o acervo agregado ao longo de 30 anos pelo chanceler Airton Queiroz, num passeio pela história das artes plásticas brasileiras. Estão expostas 271 obras entre pinturas, desenhos, gravuras, fotografias e vídeos de artistas do porte de Lasar Segall, Di Cavalcanti, Portinari, Tarsila do Amaral, Antonio Bandeira, Chico da Silva, Aldemir Martins, Heloísa Juaçaba, Alfredo Volpi, entre tantos. “Com traços de diferentes estilos e técnicas, as obras possibilitam uma viagem pelo tempo e pela história, remetendo a referências artísticas mundialmente conhecidas. Nesses termos, a Unifor contribui para o debate nacional da arte brasileira”, avalia Paulo Herkenhoff, curador da mostra.

Envoltas nessa viagem enquanto passeavam pelo Espaço, as crianças da turminha de alunos da Escola Yolanda Queiroz descobriam o potencial transformador da arte, como ampliadora de conhecimentos e essencial à formação do ser humano. “É um prazer incrível. A gente vê o brilho no olhar das crianças sempre que vem aqui. Elas se encantam com cada detalhe. Nós, da Escola Yolanda Queiroz, entendemos a arte como um projeto pedagógico de longo prazo e por isso costumamos trazer crianças já a partir dos quatro anos. Por conta desse trabalho, percebemos aflorar nelas o amor pela arte, o olhar ficando apurado a cada visita. Muitas são crianças de comunidades carentes que dificilmente teriam acesso a exposições de arte. Elas se empolgam, chegam em casa contando o que viram, o que ajuda, inclusive, a despertar a curiosidade dos pais para a arte. O retorno é fantástico! Considero importante que todas as escolas tragam seus alunos”, ressalta a coordenadora pedagógica da Escola Yolanda Queiroz, Alcilene Lima.

“Eles chegam, perguntam, interagem. Na realidade de muitos, é difícil que o passeio aconteça por iniciativa dos pais, então esta é a oportunidade. Sempre convidamos que voltem com os pais e, sempre que isso acontece, explicam, comentam sobre exposições passadas. Eles aprendem, gostam mesmo”, observa a mediadora da exposição, Emanuela Girão. Camille Rebouças, também mediadora, complementa. “A partir das visitas, os meninos conseguem perceber que existem várias maneiras e possibilidades de fazer arte. Formas diversas, materiais diversos e que não é preciso necessariamente ter dinheiro para criar. Eles absorvem o gosto pela arte e veem que não existem limites, que podem improvisar e usar a imaginação”.

Depois da visita, as crianças e adolescentes participam de um momento que desenvolve e valoriza a criatividade, por meio de atividades de arte-educação. “Trabalhamos temas relacionados ao que foi mostrado na exposição, dependendo da idade e do repertório do público. Promovemos o encontro com as informações acerca da obra, do artista, do objeto, numa forma de construir significados”, explica a chefe da Divisão de Arte e Cultura da Unifor, profa. Adriana Helena.

Na visita acompanhada pelo Unifor Notícias, cada criança desenhou sua obra de arte mais significativa. Uma amostra do resultado você confere abaixo:

234_arteeducacaodepo2“É sempre muito bom visitar as exposições. Escolhi essa aqui porque é bem diferente, tem uma forma interessante, além de ser bem bonita”.
Gabriel Helder, 8 anos, aluno do 3º ano do ensino fundamental. Escolheu a obra Escultura, de Leon Ferrari.








234_arteeducacaodepo1“Eu gostei muito desse quadro, pois as cores são bonitas. É muito legal visitar o Espaço, tem muitas obras lindas”.
Rafaelly Lima, 9 anos, aluna do 3º ano do ensino fundamental. Escolheu a obra Fachada, de Alfredo Volpi.








234_arteeducacaodepo3“Gostei de tudo, mas essa com certeza é a mais legal, pelo barulho das moedinhas caindo. Amo vir aqui, tem um bocado de obras legais”.
David Presley, 8 anos, aluno do 3º ano do ensino fundamental. Escolheu a obra To Spin, Span, Spun, de Sérvulo Esmeraldo.









Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 234

 
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