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CCT Unifor: tecnologia a serviço da educação

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Nos laboratórios do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), é possível vivenciar a prática da profissão, estimulando o espírito científico e a formação integral. Os alunos contam com tecnologia de ponta para desenvolver novos produtos e conhecimentos que contribuam para o crescimento do estado e do país.


Aliar o rigor da teoria com o empirismo da experiência prática. Como resultado, a excelência na formação de profissionais aptos a exercer com plenitude a profissão que abraçaram. Com esse pensamento, a Unifor investe na instalação e modernização dos laboratórios de seu parque tecnológico. Somente no Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), um dos quatro centros de conhecimento da Unifor, são aproximadamente 70 laboratórios, que atendem alunos de 11 cursos de graduação e 5 de graduação executiva.

Realizar pesquisas de ponta no espaço universitário passa necessariamente pela aquisição de equipamentos de última geração. É o caso, por exemplo, do microscópio de força atômica. Localizado no Laboratório de Materiais, ele faz análises topográficas tridimensionais da superfície de diversos materiais, permitindo a visualização de um objeto até mil vezes mais detalhada do que a capacidade máxima de um microscópio comum. O microscópio possibilita pesquisas que envolvam a caracterização de propriedades morfológicas, mecânicas e físico-químicas de diversos materiais, como polímeros (plásticos), metais, cerâmicas e outros. Em todo o Nordeste, apenas outras três universidades possuem esse equipamento.
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Segundo o diretor do CCT, prof. Jackson Sávio, os laboratórios propiciam aos alunos o que existe de mais atual em práticas acadêmicas na área de tecnologia e simulação da profissão. “Os alunos da Unifor têm uma oportunidade ímpar de vivenciar plenamente ambientes similares aos reais e manter contato com equipamentos, métodos e softwares que os colocam a par do que existe de mais atual, permitindo uma inserção segura no mercado de trabalho. O principal diferencial da Universidade é a constante evolução, a preocupação em manter os ambientes sempre atualizados. Os egressos da Unifor são reconhecidos por sua formação integral, que transpõe o conhecimento acadêmico, e pela capacidade de lidar com ambientes que replicam aqueles encontrados no mundo real”.

A coordenadora do curso de Engenharia Mecânica, profa. Cristiana Nunes, explica que o contato do aluno com a realidade do que ele aprende em sala é um importante fator motivacional. “Despertar o espírito científico é um dos principais objetivos dos laboratórios. Seja qual for o perfil do aluno, pesquisador ou trabalhador do mercado, ele estará preparado para lidar com as situações. Aqui eles calculam, projetam, constroem, conhecem materiais, mecanismos e propriedades. É muito importante que os alunos conectem o conteúdo visto em sala com o que ele executará na profissão. Os laboratórios tornam o conhecimento mais palpável e tátil, fazendo com que eles vivenciem a teoria. Isso é fundamental para o aprendizado”.

“A característica mais importante dos laboratórios é a multidisciplinaridade. Eles oferecem a possibilidade de convergir o conhecimento de vários cursos, permitindo que os alunos desenvolvam projetos em conjunto”, chama a atenção o coordenador de Engenharia de Telecomunicações, prof. Geneflides Laureno Silva.

José Franco, aluno do 7º semestre de Engenharia Mecânica, trabalha há um ano e três meses no Laboratório de Refrigeração e Condicionamento de Ar como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Probic). Ele reconhece o parque tecnológico disponível nos laboratórios da Unifor como diferencial na sua formação. “Os laboratórios são de fundamental importância. São bem estruturados e estão à nossa disposição. Nós vemos o funcionamento prático do que o professor explicou em sala de aula e nos damos conta de como os cursos valem a pena. Aqui nós temos acesso a equipamentos importados, difíceis de ser encontrados em outras instituições. Isso nos motiva a buscar cada vez mais conhecimento”.

Para o vice-reitor de Ensino de Graduação, prof. Henrique Sá, a base de um ensino superior de excelência é sustentada por três pilares: um programa educacional com bom currículo, professores qualificados e excelente infraestrutura. Na Unifor, é possível encontrar os três. “Hoje o que diferencia uma instituição de ensino de outra é a articulação desses três elementos. O CCT é um centro que nasceu com a Universidade, cresceu muito, especialmente nos últimos 15 anos. Hoje são 11 cursos, sendo 9 engenharias, mais os cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Ciência da Computação, além das graduações executivas. Todos esses cursos contam com suporte de laboratórios e estruturas de campo muito fortes e professores qualificados para manusear os equipamentos. Chamo a atenção também para o processo de renovação desses equipamentos, que é intenso. A Fundação Edson Queiroz frequentemente renova o parque tecnológico de seus laboratórios, conectando os alunos com a prática do mercado”.

O vice-reitor ressalta a finalidade dos laboratórios também para a prestação de serviços e a criação de produtos, colocando a Universidade em um patamar diferenciado no desenvolvimento tecnológico da região e do país. “A Unifor tem trabalhado aplicações para os laboratórios que vão além do ensino. O Laboratório de Motores, por exemplo, está sendo sofisticado com o apoio de uma grande montadora, a Renault do Brasil, com a qual temos parceria. Esse laboratório vai prestar serviço para a própria montadora, com pesquisas nas áreas de corrosão, consumo, combustão, qualidade do motor, aplicadas à realidade do Nordeste. Nossos laboratórios são antenados com o que está acontecendo na indústria justamente para contribuir não só na formação, mas também na construção de novos conhecimentos. Isso é um fator que nos diferencia”.

Laboratórios de Usinagem Convencional e Usinagem CNC
Nos Laboratórios de Usinagem Convencional (sala L-13) e Usinagem Comando Numérico Computadorizado (CNC) (sala L-18),os estudantes adquirem conhecimentos sobre materiais e processos de fabricação. Neles, peças de material bruto se submetem à ação de diversas máquinas e ferramentas, passando por solda, torneamento, furação, fresagem, entre outros. Os laboratórios atendem alunos das Engenharias Elétrica, Mecânica e de Produção.

No Laboratório de Usinagem CNC, existe o grupo de pesquisa Processos de Fabricação Mecânica por Usinagem, cujo objetivo é desenvolver maneiras de otimizar processos de fabricação. O grupo é formado por alunos e professores da Unifor em parceria com outros laboratórios de instituições como UFC e Unicamp. As pesquisas do grupo sempre miraram as necessidades básicas do setor metal-mecânico, com foco em qualidade, produtividade e custo. Contudo, atualmente estão voltadas para a caracterização e otimização de processos com vistas à redução da demanda de energia elétrica das máquinas-ferramentas empregadas na f234_cct2abricação de peças. A existência da nova linha de pesquisa, denominada Produção com Sustentabilidade, encontra guarida no desafio que as linhas de produção dos mais diversos setores enfrentam: o grande consumo de energia e a degradação ambiental.

“A Unifor, como universidade reconhecidamente influente na formação de profissionais nas mais diversas áreas, não se desvia de sua responsabilidade como instituição de pesquisa e desenvolvimento. Assim, investe de maneira significativa em laboratórios que atendem às necessidades do ensino e da pesquisa. Os Laboratórios de Usinagem contam com máquinas-ferramentas convencionais e acionadas por comando numérico. Para os alunos, a oportunidade de atuar efetivamente com os processos de fabricação por usinagem e com a utilização de tais máquinas é uma experiência que os destacarão no mercado de trabalho. Para a Universidade, fica a satisfação de cumprir seu papel social, formando ótimos profissionais”, acredita o professor de Engenharia Mecânica e responsável técnico pelo Laboratório de Usinagem CNC, Elicivaldo Lima. Recentemente, o professor foi aceito para integrar a equipe de pesquisadores do Laboratory for Manufacturing and Sustainability (LMAS), da University of California Berkeley, nos EUA, referência mundial no assunto.

A usinagem CNC difere da convencional pelo nível de precisão. Na convencional, o processo de fabricação ou modificação das peças é mecânico.

Laboratório de Redes Convergentes
Localizado na sala J-16, atende alunos de Engenharia de Telecomunicações, Engenharia da Computação, Ciência da Computação e Engenharia Elétrica. Os principais assuntos estudados são redes cabeadas, redes sem fio, telefonia IP e fibra óptica. Os alunos têm acesso a equipamentos como switches, roteadores centrais, plataformas de telefonia IP, desktops, notebooks, tablets e torres access point.

O laboratório tem se tornado referência na formação de mão de obra especializada em tecnologias IP. Várias empresas têm contratado esses profissionais, como Lanlink, Polibrasnet, Boavistanet, Mob Telecom, Energy Telecom, RM Engenharia, Trust Tecnologia, Synapsis, Coelce, G4Flex Business & Services, Unimed Fortaleza, Camed e Enovar. A parceria entre Unifor e G4Flex Business & Services prevê a utilização da infraestrutura do laboratório para testar e validar um dos módulos da plataforma de telecomunicações desenvolvido pela empresa, cujos recursos advêm da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A plataforma visa a integração entre diversas tecnologias.

“Iniciamos neste semestre um grupo de pesquisa em tecnologias convergentes, com foco em tecnologias IP (que se comunicam pelo protocolo de internet utilizado entre uma ou mais máquinas em rede para encaminhamento de dados). O principal objetivo é fomentar o conhecimento nesta área, que é a base de toda comunicação pela internet. Sem as telecomunicações, por exemplo, tablets e smartphones praticamente perdem seu apelo de mobilidade e utilização. Essa integração, com base nas tecnologias IP, prepara os alunos para demandas atuais e de vanguarda. Tal conhecimento permitirá a devida sinergia para encontrar soluções convergentes em redes wireless, gerenciamento de redes e monitoramento de dispositivos”, explana o prof. Geneflides Laureno.

Laboratório de Pavimentação e Drenagem
Instalado na sala L-10, atende principalmente alunos de Engenharia Civil. Os principais instrumentos que compõem o laboratório são banho-maria, para determinação da234_cct3 densidade real; estufa e speedy, ambos para medição da umidade do solo; jogos de peneiras e peneirador, para ensaios de granulometria; casagrande, para determinação de limite de liquidez; placas, para determinação do limite de plasticidade; compactador mecânico, para ensaios de compactação; prensa Índice Suporte Califórnia (ISC), para avaliação de resistência do solo.

Núcleo de Tecnologia da Combustão
No Núcleo de Tecnologia da Combustão, instalado na sala L-20, são realizadas pesquisas científicas e projetos em parcerias com diversas empresas. Destaque para o de gaseificação da casca de castanha de caju, em parceria com a Cascaju, que transforma a casca da castanha em gás combustível para ser mais bem aproveitada nos queimadores e caldeiras da empresa, podendo também gerar energia elétrica. O projeto de biodigestão de restos de frutas provindos da fabricação de sorvetes, realizado em parceria com a empresa Frutbiss, gera gás combustível e, posteriormente, energia elétrica para a fábrica. Já o projeto de queimadores porosos com fins domésticos busca a produção futura de um queimador poroso para equipar os fogões da Esmaltec.

Há também projetos financiados por instituições de apoio à pesquisa científica, como CNPq, Finep e Funcap. Esse laboratório é utilizado exclusivamente para pesquisas e projetos, não sendo ministradas aulas em suas dependências.

Laboratório de Refrigeração e Condicionamento de Ar
Instalado na sala L-8, é equipado com uma grande câmara de refrigeração onde ocorrem testes de geladeira, isto é, medição de temperatura e de umidade relativa. No local há também um terminal para coleta dos dados dos testes. O laboratório tem parceria com a Esmaltec, que envia geladeiras para serem testadas. No momento, é desenvolvido um projeto de construção e melhoria de fogões e geladeiras, com três linhas de pesquisa: isolantes térmicos à base de LCC (líquido da casca de castanha de caju); desenvolvimento de trocadores e calor e compressores para geladeiras e freezers; e combustão em meios porosos para desenvolvimento de queimadores para fogões. O laboratório atende alunos de Engenharia Mecânica.

Laboratório de Mecânica dos Solos
Localizado na sala L-9, atende cerca de 50 alunos de Engenharia Civil por semestre. Nele, encontram-se equipamentos de adensamento do solo, isto é, redução de espaços vazios e compactação de amostras de solo; equipamentos para cálculo de tensão de cisalhamento, que permitem saber a força necessária para cortar um dado material; e equipamentos de ensaio triaxial, que medem propriedades mecânicas dos solos, como resistência ao corte e comportamento em tensão-deformação.

DEPOIMENTOS
234_cctdepo3“Visualizar na prática as teorias que os professores explicam em sala é muito importante para o aprendizado. Nós inovamos, criamos e temos a oportunidade de pesquisar e desenvolver projetos. É muito estimulante”.
Priscilla Diniz, aluna do 5º semestre de Engenharia Mecânica e bolsista do Programa de Iniciação Científica (Probic). Atua há 7 meses no Núcleo de Tecnologia da Combustão.







234_cctdepo2“Além do conhecimento, pois aqui temos muitas ferramentas, o laboratório é um ponto de integração onde os alunos se encontram para estudar e tirar dúvidas. Tenho interesse em seguir pela área de pesquisa, e o laboratório vai me ajudar muito”.
Alberto Vitoriano, aluno do 4º semestre de Engenharia de Telecomunicações e membro dos grupos de estudo que ocorrem no Laboratório de Redes Convergentes.







234_cctdepo1“Aqui nós temos todo o suporte necessário para aprender a manusear as máquinas que futuramente iremos utilizar no mercado”.
Juliana Santos, aluna do 3º semestre de Engenhariade Telecomunicações e bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).









Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 234

 
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