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Alunos do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária visitam a Companhia Siderúrgica do Pecém

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Com o entendimento de que visitar locais de prática das atividades profissionais é fundamental para a apropriação do conhecimento técnico, alunos do curso de graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária da Unifor foram até a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste, para conhecer de perto a experiência de recuperação ambiental realizada pela Companhia desde que foi iniciada sua instalação, em São Gonçalo do Amarante, em 2009.

Desde então, a CSP realiza a recuperação da flora e fauna silvestres, o que inclui a preservação do material genético das espécies nativas da região. A partir do estudo de impacto ambiental e da administração do plantio, foi criado um inventário florestal que gerou um plano de desmatamento racional. De acordo com o analista de meio ambiente Ramyro Batista, foram identificadas 90 espécies florestais. “Engenheiros ambientais e biólogos fizeram a identificação das espécies, posicionando placas com nome e data de floração para que, quando estivessem colocando sementes, armazenassem para utilizar na produção de mudas com o mesmo material genético. Essas mudas foram utilizadas para recompor as áreas devastadas. Ao todo, estamos recompondo 300 hectares com espécies nativas e enriquecendo a biodiversidade”, explicou. Outras 89 espécies da fauna foram encontradas e encaminhadas para a estação ecológica do Pecém. Segundo Ramyro Batista, o planejamento das ações foi realizado durante dois anos, num trabalho pioneiro no estado.234_pecem

De acordo com o coordenador do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, prof. Oyrton Monteiro, a visita teve como objetivo colocar em prática o conteúdo visto em sala de aula. “Em um espaço como este, os alunos estão completamente absorvidos pelo conteúdo. Aprendem na prática a coletar sementes, identificar espécies”. Os alunos tiveram a oportunidade de plantar mudas em uma área de transposição. As espécies priorizadas são as raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. Ainda de acordo com o coordenador do curso, a partir da visita os estudantes deverão identificar uma área degradada, propor soluções em um projeto e defendê-lo em sala de aula. “Em teoria, vimos os tipos de degradação e aqui os alunos buscaram mais informações para propor alternativas baseadas em critérios técnicos”.

Em sua primeira experiência fora da Universidade, a estudante Natália Oliveira já reconhece a importância da prática. “Esta é uma experiência que vou guardar para sempre. É especial, pois é a primeira aula em campo com minha turma, com quem vou conviver por cinco anos. Estou aprendendo bastante. Colocar a mão na massa é diferente, é uma sensação muito boa”, comentou o estudante do primeiro semestre Lucas Almeida, que pretende fazer a diferença para o meio ambiente através de sua formação profissional.

SAIBA MAIS
A Companhia Siderúrgica do Pecém pretende impulsionar o crescimento econômico do Ceará. Em sua primeira fase de operação, prevista para 2015, irá produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano.


Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 234

 
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