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Preservando a saúde vocal e auditiva

Alunas do curso de Fonoaudiologia realizam ações de prevenção em prol da saúde da voz e do ouvido para jovens de escola pública.


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Profa. Raimunda Magalhães (sentada ao centro) e profa. Christina Praça (ao lado direito) com integrantes do grupo de pesquisa Lema.

Uma manhã de atividades de conscientização e prevenção à saúde da voz e do ouvido para adolescentes do 2º ano do ensino médio da escola pública Walter de Sá Cavalcante. Foi o que realizaram as cinco alunas do 9º semestre do curso de Fonoaudiologia que fazem parte da Liga de Estudos da Mulher e do Adolescente (Lema), grupo de pesquisa associado ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. A intervenção contou com palestras, dinâmicas e testes auditivos no dia 17 de junho último. A visita à escola, parceira do projeto desde 2012, acontece duas vezes ao ano.

De acordo com a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, professora Raimunda Magalhães, as atividades de intervenção e promoção à saúde são desenvolvidas em mais duas escolas públicas da capital e em algumas ONGs e postos de saúde. “O objetivo principal do Lema é levar estratégias de promoção da saúde de forma geral. Através delas, as pessoas têm a oportunidade de aprender e serem coparticipantes de sua saúde”.

Para a doutoranda em Saúde Coletiva e orientadora do grupo de pesquisa em Fonoaudiologia do Lema, professora Christina Praça, as ações têm gerado bons resultados. “Na abordagem fonoaudiológica, elegemos voz e audição como dois assuntos a serem trabalhados com os adolescentes na escola Walter de Sá Cavalcante porque são elementos essenciais para a comunicação humana. Nosso intuito é promover a saúde vocal tanto em nível anatômico quanto em nível funcional. Esses jovens estão se preparando para o mercado de trabalho, muitos deles já participam de processos seletivos para cargos de estágio, primeiro emprego e precisam ter um bom nível de comunicação”.

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Segundo a doutoranda, durante as visitas do grupo de pesquisa na escola, observou-se o uso abusivo de equipamentos ruidosos entre adolescentes. “O impacto observado na audição desses adolescentes se deve ao grande acesso que eles têm a equipamentos ruidosos e ao uso indiscriminado de fones de ouvido. Isso gera traumas que comprometem as capacidades auditiva e de produção oral da mensagem”.

Durante as intervenções na escola, são realizadas triagens para detectar jovens que já tenham algum distúrbio auditivo instalado ou aqueles que têm propensão à doença. Nesses casos, o jovem é encaminhado para o Núcleo de Atenção Médica Integrada (Nami) da Unifor, onde será acompanhado por especialistas para recuperar a saúde do aparelho auditivo.

Criado em 2007, a Liga de Estudos da Mulher e do Adolescente é um dos projetos do mestrado e doutorado em Saúde Coletiva e está atrelado à Vice-Reitoria de Extensão e Comunidade Universitária. O grupo de pesquisa concentra estudantes de Enfermagem, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia que, sob orientação dos mestrandos e doutorandos, elaboram palestras, dinâmicas e oficinas, além de aplicar testes de saúde em instituições parceiras.

DEPOIMENTO

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“Eu acho muito importante as orientações dadas para nós. Principalmente porque quase todos aqui no colégio têm o hábito de ouvir música com fones de ouvido. Muitas vezes dá até para ouvir o que o outro está escutando com os fones de tão alto que está. As ‘tias da Unifor’ explicaram como funciona o som dentro do ouvido e como podemos cuidar da audição.”
Isabelle Araújo, aluna do 2º ano do colégio Walter de Sá Cavalcante

 

 

 

 

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 232

 
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