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Trajetórias da arte brasileira

Unifor lança mostra contemplando 271 obras do acervo da Fundação Edson Queiroz, considerado o terceiro maior do país. A exposição inaugura as comemorações dos 40 anos da Universidade.

por Randal Martins Pompeu*

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Leituras historiográficas e transversais sobre a arte brasileira do século 19 até a contemporaneidade. É o que o visitante poderá apreciar na exposição Trajetórias: Arte brasileira na Coleção Fundação Edson Queiroz, em cartaz no Espaço Cultural Unifor. A exposição celebra os 40 anos da Universidade de Fortaleza, momento importantíssimo para a Instituição. A Unifor é a única universidade privada do Ceará e é um marco a data para o estado. Vamos celebrar isto realizando várias atividades durante o ano. E a primeira delas foi exatamente inaugurar a exposição Trajetórias.

A mostra é de grande importância porque mostra o acervo que a Fundação Edson Queiroz formou durante o tempo de sua história. Existem poucas coleções no país como esta. Estão expostas 271 obras dos maiores artistas brasileiros por meio de pinturas, desenhos, gravuras, fotografias e vídeos. No acervo, destaque para pinturas de Eliseu Visconti, Lasar Segall, Alfredo Volpi, Antonio Bandeira, Candido Portinari, Burle Marx e Di Cavalcanti, dentre tantas outras. A exposição conta também com catálogo comemorativo.

“Trata-se de uma constelação de pequenas exposições autônomas ou núcleos organizados sob perspectivas menos comuns e que foram desenvolvidos sob um rigoroso conceito historiográfico. Com traços de diferentes estilos e técnicas, as obras possibilitam uma viagem pelo tempo e pela história, remetendo a referências artísticas mundialmente conhecidas. Nesses termos, a Unifor contribuirá para o debate nacional da arte brasileira,” avalia Paulo Herkenhoff, curador da mostra.

Para tornar mais didático o passeio pela exposição, as obras foram divididas de acordo com as escolas artísticas às quais pertencem seus autores, temáticas ou estilos adotados por eles. Os trabalhos estão alocados em todo o Espaço Cultural Unifor (Térreo e 2º andar) e separados em 18 núcleos temáticos (Contemporâneo, Segunda Geração Construtiva, Geometria Líquida, Gráfico, Neoconcretismo, Concretos, Abstração Geométrica, Volpi, Fantasmática, Crianças, Cidades, Natureza, O Moderno Antes do Modernismo, Origem, Invenção do Ceará, Pop, Gesto: Abstração Informal e Modernismo).

O acervo artístico da Unifor, segundo Herkenhoff, só é superado pelo Museu D. João VI, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. “Não existe uma universidade particular brasileira com acervo que possa ser comparado ao do Espaço Cultural Unifor. É um fato histórico da cultura brasileira e o mais importante acervo produzido no século 21. Contempla de 120 a 150 anos da trajetória da arte brasileira. Para montar essa coleção, era preciso inteligência e intencionalidade. Ela não existiria sem a participação e determinação do chanceler Airton Queiroz”, enfatiza o curador.

Considerado um dos principais críticos de arte do país, Paulo Herkenhoff foi diretor do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e curador adjunto do Museu de Arte Moderna de Nova York. Atualmente está à frente da curadoria do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

* Randal Pompeu é vice-reitor de extensão e comunidade universitária da Unifor.



228_chanceler“A educação é artigo de primeira necessidade”. A partir desta afirmação e crença, o industrial Edson Queiroz criou em 1973 a Universidade de Fortaleza – Unifor, para espanto da sociedade cearense e arrepio de alguns acadêmicos locais. As indagações permeavam os diálogos daqueles que não conseguiram entender o alcance do projeto e se perguntavam: “O que um homem de negócios, um comerciante almejava ao implantar uma instituição de ensino?” Alguns intelectuais desdenhavam da ideia, do local de sua instalação e da qualidade e projeção do conhecimento, que não haviam sido ungidos pela cátedra tradicional. A Instituição, no seu quadragésimo aniversário, dá mostras de solidez e maturidade, atua na formação de excelência, investe em tecnologia e acompanha as inovações, ancorada na força de sua trajetória e no seu diferencial: a vocação para a arte, cuja semente estava também na sua origem.

A arte estuda a atormentada natureza humana, nos revela a constatação aguda do status do mundo, nos mostra a imagem do invisível e do que está por vir. Ela é um caminho e um bem supremo, chave para a transformação do homem. Desse ponto de vista, considero, para além dos cursos de graduação e pós-graduação stricto e lato senso, das ações da responsabilidade social, dos cursos de extensão e de toda a infraestrutura que implemento, a coleção de arte que ora exponho uma contribuição de cunho pessoal ao desenvolvimento da região, colocando o Ceará num patamar privilegiado de acesso a obras de significativo valor artístico.

Portanto, a partir da compreensão da capacidade que a arte detém de ampliar conhecimentos em todas as áreas acadêmicas, abro o Espaço Cultural Unifor, que acolhe artistas do porte de Eliseu Visconti, Lasar Segall, Alfredo Volpi, Antonio Bandeira, entre outros, com o objetivo de preservação, investigação e comunicação desses bens culturais.

No compromisso com a ciência e com a cidadania, na responsabilidade social e na ética, o futuro é construído.


Chanceler Airton Queiroz
Discurso proferido em 21 de março de 2013, dia da inauguração da exposição Trajetórias: Arte brasileira na Coleção Fundação Edson Queiroz.

 

Trajetórias: Arte brasileira na Coleção
Fundação Edson Queiroz
Espaço Cultural Unifor
Av. Washington Soares, 1321
Estacionamento no Local
Visitação gratuita até 8 de dezembro
Terça a sexta-feira, das 8h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Agendamento de visita guiada em grupo ou individual: 3477 3319


Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 228

 

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