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Metodologias ativas para uma nova gestão do ensino-aprendizagem

por Erotilde Honório*

228_alunosAo compreender que, ao invés de atender a uma massa amorfa de alunos, seria preciso focalizar o indivíduo, aquele sujeito original, singular, diferente e único, dotado de inteligências múltiplas, que possui distintos estilos de aprendizagem e, consequentemente, distintas habilidades para resolver problemas, a Unifor vem adotando desde 2000, prioritariamente em seu campus, o incentivo às metodologias ativas. As metodologias ativas concebem a educação como forma de apontar caminhos para a autonomia, a autodeterminação pessoal e social. Ela é indispensável para o desenvolvimento da consciência crítica no sentido de transformar a realidade. Desse modo, a motivação do aluno é o ponto chave da relação aluno/aprendizagem. Nela o docente revela-se parceiro, motivador e catalisador desse processo. Entre as metodologias ativas, destacam-se a pesquisa como princípio metodológico adotado nos cursos de Ciências Humanas, hoje Ciências da Comunicação e Gestão, e a metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas, também conhecida como Abordagem de Resolução de Problemas ou Problem-Based Learning (PBL), caracterizada pelo uso de problemas como suporte ao desenvolvimento do aprendizado e/ou desenvolvimento de habilidades. A abordagem vem sendo utilizada em especial pelo Centro de Ciências da Saúde.

A pesquisa como princípio metodológico contempla boa parte das ações pedagógicas inerentes ao contexto acadêmico. A pesquisa mobiliza e integra conhecimentos em uma dada situação e articula um conjunto de outras práticas pedagógicas historicamente utilizadas na educação. Ao cumprir as etapas de um projeto de pesquisa, o aluno exercita sua autonomia, socializa suas dúvidas, colabora com outros estudantes, pratica o diálogo e aprende a ouvir e a se aventurar no universo do conhecimento. O professor que conduz o processo pode fazer uso de variados métodos e estratégias de motivação: aulas expositivas, seminários, dramatizações, leituras, vídeos, discussões de texto, trabalhos individuais e relatos de observações.

No campo da educação, a história da Pedagogia mostra como as diferentes áreas do conhecimento se apropriam e ressignificam as mais diferentes propostas. Portanto, a ação pedagógica tem por dever de ofício desconstruir o discurso totalitário, conectar iniciativas até então separadas e promover o diálogo entre os pares.

Incorporada inicialmente ao curso de Medicina da Unifor (criado em 2006), e ampliada para outros espaços pedagógicos, a PBL tem sido experimentada pela Unifor, obtendo resultados estimulantes em relação à qualidade de ensino e na motivação dos estudantes e professores diante da absorção do conhecimento.

Trata-se de uma forma de promover o aprendizado sob orientação ou tutoria de um professor, a partir de um problema habilmente colocado. Ou seja, constitui uma metodologia de ensino na qual um tema é escolhido para exploração, e a partir deste diversos outros são elencados e estudados no sentido de explorar a temática sob uma ou várias óticas disciplinares. A abordagem de PBL pode ser vista como uma estratégia didático-pedagógica centrada no aluno, apoiada em pressupostos construtivistas que pregam que o conhecimento é por ele construído, especialmente quando há engajamento. O PBL coloca aos alunos a oportunidade não apenas de aprender o conteúdo, mas também de produzir conhecimento de forma contextualizada, cooperativa e prática.

A Unifor, desde 2009, vem investindo cada vez mais em oficinas de capacitação para professores, encontros pedagógicos, palestras e seminários tendo como mote sua inscrição educacional: ensinando e aprendendo. Na medida de seu amadurecimento como produtora do saber, a Universidade tem desenvolvido estratégias próprias, criando eventos que motivam os alunos e os conduzem à apreensão dos conceitos das mais variadas disciplinas e cursos, tendo como foco o contexto da atividade para a qual se preparam profissionalmente. Motivar o aluno para uma aprendizagem de excelência tem sido a busca maior dos últimos cinco anos por compreender que discente e docente motivados têm melhor desempenho em seu ambiente social, cultural, econômico e político, e se qualificam para a defesa dos valores que sua comunidade considera importante, ao mesmo tempo em que participam da renovação e busca de novos e melhores valores em uma sociedade em crise.

A busca por um ensino de qualidade, a qualificação dos professores, o oferecimento de oportunidades aos alunos em universidades estrangeiras, o desenvolvimento da pesquisa, a ampliação e integração de práticas para além da sala de aula compõem a rotina de uma Universidade que caminha para tornar-se uma instituição de classe mundial, comprometida com a formação de profissionais globalizados.

* Erotilde Honório é diretora de Comunicação e Marketing da Unifor. Doutora e mestre em Sociologia pela UFC. Graduada em História, Jornalismo e Medicina.


Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 228

 

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