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Mercado mais profissional

Curso de Audiovisual e Novas Mídias comemora cinco anos de existência e se consagra na formação de profissionais com qualidade técnica e teórica para o mercado local e nacional

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O curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor foi o primeiro nessa área do conhecimento a surgir no Ceará. Reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) com nota máxima 5, o curso comemora neste semestre cinco anos de existência e se consolida na formação de profissionais competentes para o mercado.

“O curso supre uma lacuna no estado. A pessoa formada em Audiovisual vai pensar conteúdos para um campo vasto como roteiro de programas, teledramaturgia, produtos audiovisuais para cinema, TV digital, Ipad. O curso forma roteiristas, diretores, animadores. A proposta é formar profissionais com conteúdos para o cinema e demais mídias, abrangendo um campo amplo de trabalho. Além disso, o campo do audiovisual permite possibilidades com o empreendedorismo: o aluno pode fazer produções para a internet ou trabalhar como terceirizado na rede. O projeto pedagógico do curso oferece aos alunos o contato com profissionais da área desde o primeiro se mestre, dialogando sobre o fazer e o porquê de se fazer de determinada forma”, explica a coordenadora do curso, professora Ana Quezado.

A professora Bete Jaguaribe destaca que a graduação em Audiovisual no Brasil é recente. “É uma formação que ainda não tem tradição, especialmente aqui no Nordeste. O curso da Unifor foi o primeiro a ser implantado no estado e foi uma ideia de vanguarda. É um curso que tem dado uma contribuição enorme ao campo do audiovisual no Ceará. É uma conquista atender a uma demanda antiga do mercado. E a lógica de mercado na área da cultura é diferente: a cultura é que oferece a demanda. Nossos alunos são formados para lidar com o audiovisual e também refletir sobre ele. O bom realizador só opera uma câmara, por exemplo, com essa sofisticação do pensar. E a esfera universitária permite uma formação mais ampla, que dê conta das demandas das artes de uma forma geral, com entendimento sobre economia contemporânea e grande carga de leitura”.

Entender o mercado de audiovisual é, segundo o professor Glauber Filho, talvez a chave para se dimensionar a atuação do profissional formado nessa área. “Esse mercado não é regional, é internacional. O audiovisual, segundo o Ministério da Cultura, é a terceira economia mundial. Há uma carência de profissionais. Já temos três turmas formadas e esses alunos estão todos trabalhando. Nosso curso reúne uma característica não comum no Brasil: 90% dos professores são profissionais com competência no mercado e na parte acadêmica. E há toda uma rica infraestrutura que a Universidade oferece. O curso é sem dúvida uma referência nacional”.

O presidente do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC), jornalista Paulo Linhares, afirma que houve melhora na formação e no repertório dos novos profissionais de audiovisual no Ceará a partir do curso da Unifor. “Ainda não existe um conjunto de obras que dê competitividade ao setor local, e por essa razão estamos à margem do circuito de distribuição e produção nacional. O curso da Unifor tem, pelo corpo de professores e pela equipe educacional, o mérito de ser o mais preocupado com a realização, e isso é uma grande vantagem”.


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“A formação é o melhor para obter reconhecimento na área e conhecer os diversos ambientes que envolvem o audiovisual, não apenas as áreas tradicionais. Cinema, TV, web séries, TV digital, projeções, conteúdo para dispositivos móveis, jogos digitais, vídeos experimentais e interativos são apenas algumas das opções. A graduação ajuda bastante para conhecer o que foi feito, como foi feito e o que pode ser feito na área, e o curso de Audiovisual oferece esse norte. Esse conhecimento dita como o profissional vai se posicionar no mercado, e o mercado é reflexo da qualidade dos profissionais.”


André Sucupira formou-se em Audiovisual e Novas Mídias em 2011.2. É profissional freelancer na área de audiovisual na parte de web.

“Na graduação, aprendi que é possível reinventar nossa profissão. Não existe uma fórmula rígida como a receita de um bolo para fazer um produto audiovisual. O curso me deu segurança na escolha e atuação da profissão. Se eu tivesse ido trabalhar na área sem a formação, é bem provável que mudasse de rumo, pois durante a graduação pude fazer, errar e aprender. O curso está contribuindo com a capacitação e melhorando os profissionais do ramo, que produzirão mais obras cearenses. É de grande valor a sabedoria da prática, mas estudar enriquece e amplia a capacidade do futuro profissional.”


Danielle Rotholi Balensifer formou-se em Audiovisual e Novas Mídias em 2012.1. Participa de uma produtora de audiovisual com foco em animação. Presta serviços de gravação e edição de documentários e vídeos institucionais.

“O curso ensina na prática e por isso é excelente. É o trabalho em equipe, da divisão das tarefas. E a gente participa de todas as etapas: faz o roteiro, capta a imagem, dirige, escolhe a música. A formação é muito mais que aprendizagem técnica, é mais que dominar tecnologia e câmara – instrumento não é tudo. É pensar em fazer um sonho e fazer esse sonho ser visto. Os professores têm boa vontade para ensinar e os alunos de aprender. Temos grupos de estudo nos quais as leituras vão muito além da sala de aula. O mercado de audiovisual está crescendo muito e é peculiar porque alia tecnologias que se desenvolvem com muita rapidez e cuja aplicação vai do cinema a uma vitrine de loja. E na Unifor você também aprende muito através da participação em vários eventos.”


Célia Gurgel é aluna de Audiovisual e Novas Mídias desde 2010. Tem diversos trabalhos realizados como roteirista ou produtora, entre eles: Você viu a Rosinha?, Diálogos e Damas da Liberdade. É doutora e mestre em Educação e graduada em Economia Doméstica.




Mostra de vídeos marca início do semestre

O III Encontro dos Alunos de Audiovisual e Novas Mídias, que ocorreu nos dias 19 e 20 de fevereiro no auditório da Biblioteca, reuniu alunos e professores para exposição de vídeos feitos por estudantes e compartilhamento de experiências e novidades do setor de audiovisual. O evento, realizado anualmente, marca o início das atividades do semestre.

“Este é um momento importantíssimo. Nós nos reunimos para saber o que os colegas estão fazendo e que caminhos de conhecimento queremos traçar dentro e fora da Universidade. É um encontro onde discutimos possibilidades, sonhos, mercado de trabalho, produção” explica a coordenadora do curso de Audiovisual e Novas Mídias, professora Ana Quezado.

O curta Desnortes em Novembro, dirigido por Ely Samuel, abriu a mostra de trabalhos. A trama de 17 minutos gira em torno de um homem que desenvolveu uma obsessão por lógica e foi a primeira do estudante a ser exposta em evento público. Em seguida, o curta Doutor Religare contra o Universo, produzido por Gabriel Mota, fez o público gargalhar. Realizado como cinema mudo, o filme conta a experiência de um cientista que desafia a existência humana. “Foi meu primeiro filme exibido numa mostra. Dirigi, atuei e estou feliz por isso. Ele foi feito em um semestre na disciplina Narrativas Ficcionais do professor Edvaldo Siqueira. Surgiu do trabalho de narrativas ficcionais. Vale ressaltar que, quando me foi dada a responsabilidade de fazer o trabalho, eu sabia que poderia fazê-lo para além da disciplina, a nota era uma consequência. Eu realmente tinha interesse de fazer Mostra de vídeos marca início do semestre um curta-metragem, de fazer cinema, e não só dizer que sou estudante de cinema”, conta Gabriel.

Na sequência, foi exibido o videoclipe musical Shine, do artista cearense Daniel Peixoto, produzido por alunos do grupo de estudos GClip, orientados pelo professor Nilbio Thé. “Pensamos em produzir clipes para artistas cearenses, pois os alunos aprenderiam muito e os artistas teriam o trabalho feito de graça. O clipe Shine chamou a atenção de outros cantores, como a banda Veronika Decide Morrer e Os Argonautas. Já temos na fila a produção de gêneros diferentes como chorinho, MPB, rock, enfim, uma série de bandas e estilos. Isso é muito bom para os alunos, que se aproximam do mercado, aprendendo a se portar perante o cliente e a desenvolver sua criatividade artística”, avalia o professor.


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