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Voluntariado que forma cidadãos

Projeto Jovem Voluntário completa 11 anos de ações de solidariedade voltadas a cinco entidades de Fortaleza. 365 alunos de diferentes cursos participam do programa

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“Quando o corpo ou a mente estão doentes, muitas vezes, só os medicamentos não são suficientes para amenizar a dor ou alcançar a cura”, afirma a professora e neuropediatra do Núcleo de Atenção Médica Integrada da Unifor, Gilma Holanda, idealizadora do Projeto Jovem Voluntário. Essa reflexão foi o mote para ela esboçar o programa que em 2013 completa 11 anos de funcionamento.

A proposta de responsabilidade social, desenvolvida em parceria com a Vice-Reitoria de Extensão e Comunidade Universitária, enfoca a atenção lúdica a crianças e visitas amigas a idosos de cinco instituições em Fortaleza. São elas: Centro Pediátrico do Câncer, Lar Torres de Melo, Núcleo de Atenção Médica Integrada (Nami-Unifor) e os hospitais São José e Albert Sabin.

O Projeto Jovem Voluntário foi criado em 2002 após Gilma, na época presidente do Centro de Estudos do Hospital Albert Sabin, observar que as crianças com câncer tinham prioridade em ganhar presentes e visitas no hospital em que trabalhava. Ela concluiu que não apenas as crianças diagnosticadas com a doença, mas todas as demais deveriam receber mimos e atenção extra. A preocupação a motivou a elaborar um projeto de voluntariado envolvendo estudantes universitários a fim de levar alegria a todos os enfermos. O projeto foi apresentado ao Centro de Ciências da Saúde da Universidade e imediatamente aprovado pela então diretora do centro, a hoje reitora Fátima Veras.

O programa iniciou contando com a ajuda de 35 alunos voluntários do CCS. Atualmente, 365 alunos de 26 cursos de graduação participam do Projeto Jovem Voluntário. As atividades incluem conversas fraternas, passeios, leituras de livros e troca de curativos. A ação atinge cerca de 6 mil pacientes assistidos pelas cinco entidades conveniadas ao programa, que ganham motivos para sorrir e aliviar as dores dos tratamentos ou da solidão.

O chefe da Divisão de Responsabilidade Social da Unifor, professor Carlos Eufrásio, destaca os valores humanos agregados ao projeto. “Uma das linhas de trabalho que a Universidade abraça é a responsabilidade social, que vem se fortalecendo a cada dia. Sabemos que fazer o bem à sociedade é fundamental para a formação do ser humano e para o crescimento dos nossos estudantes. O projeto desperta nos acadêmicos a questão do trabalho voluntário e a necessidade de lidar com uma realidade com a qual muitas vezes não temos um contato tão próximo. Esse projeto viabiliza a possibilidade de os alunos se integrarem a ela, sentindo a importância do papel profissional que vão exercer, seja em que área for. Pessoas envolvidas com o trabalho voluntário se mostram muito mais positivas e firmes em relação a métodos e propósitos”.

Experiências para a vida
Para a aluna do curso de Psicologia Cecília de Sousa Moraes, conviver e dedicar cuidados aos assistidos resulta na formação de amizades e de engrandecimento pessoal. “Aprendi bastante graças ao projeto. Observei que eles têm muito a falar e poucas pessoas para escutá-los. Vi a necessidade de aprender a trabalhar a paciência e que cada um tem seu tempo”, revela Cecília, que participa do projeto há dois anos e integra a equipe do Lar Torres de Melo.

Já Dayse Forte, também aluna do curso de Psicologia, relata o amadurecimento profissional que as atividades proporcionam. “Eu procuro aplicar o que eu aprendo em sala de aula. No semestre passado, apliquei o método de interação entre as crianças com a troca de desenhos entre elas e foi muito positivo. Outro ponto é o uso da observação durante as conversas nas atividades lúdicas, que é de fato muito enriquecedor para mim porque é uma forma de praticar algumas técnicas usadas na Psicologia”, ressalta. Dayse participa há um ano do programa na equipe do Hospital Infantil Albert Sabin.

Do lado de quem recebe
A neuropediatra Gilma Holanda avalia que a ajuda prestada pelos voluntários é visível. “Realmente eles fazem a diferença na dinâmica hospitalar, na afetividade com os pais e com as crianças. Você anima uma pessoa que espera por você para trocar um curativo, para chamar você de amigo. É um sentimento muito gratificante”.

A presidente da Associação Peter Pan, Olga Maia, concorda com a afirmação. “Podemos destacar duas grandes ações do Projeto Jovem Voluntário, iniciativa que está conosco há muito tempo. Primeiro, o trabalho voluntário potencializa nosso atendimento humano como hospital. Isso traz alegria, solidariedade para as crianças e as mães que estão dentro do Centro Pediátrico do Câncer. Segundo, saber que a Unifor possibilita aos seus jovens um crescimento único no sentido humano para que possam ver e viver a vida de forma mais ampla. Os jovens têm aqui uma oportunidade de crescer e se enriquecer como ser”.


SAIBA MAIS
O Projeto Jovem Voluntário atende a cinco instituições em Fortaleza:

• Centro Pediátrico do Câncer da Associação Peter Pan
O instituto é fruto da parceria entre a Associação Peter Pan, entidade sem fins lucrativos de luta contra o câncer infanto-juvenil, e o Hospital Infantil Albert Sabin, que realiza o tratamento de crianças e adolescentes.

• Lar Torres de Melo
É uma organização sem fins lucrativos voltada à assistência integral de pessoas idosas. Abriga atualmente 222 idosos e trabalha em regime de internato e seminternato.

• Hospital São José
É referência no diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas no Ceará, destacando-se no tratamento de aids.

• Núcleo de Atenção Médica Integrada (Nami-Unifor)
Desenvolve ações de saúde no nível secundário de atenção, promovendo, prevenindo, diagnosticando, tratando e reabilitando pacientes. O atendimento no Nami vai desde consultas médicas, análises laboratoriais e imunização a serviços especializados como diagnósticos por imagem, nutrição, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia.

• Hospital Infantil Albert Sabin
Presta assistência terciária à criança e ao adolescente. Sua atuação contempla emergência clínica e cirúrgica, procedimentos de oncologia, neurocirurgia, cirurgia cardíaca e cirurgia crânio-facial, além de unidades de terapia intensiva e unidades neonatais.

DEPOIMENTOS


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“Eu acho superimportante esse trabalho porque, se não fosse ele, seria mais difícil e chato ficar esperando. A gente ficaria horas sem fazer nada. Quando os alunos do Projeto Jovem Voluntário estão aqui, a gente brinca, conversa, ri. Eles são muito legais.”

 

Alan Moreira, paciente em tratamento do Centro Pediátrico do Câncer, com sua mãe

“As voluntárias trazem várias atividades para a gente fazer aqui. Organizam desfiles e passeios. Gosto muito de conversar e, quando elas vêm para cá, tudo fica mais animado. Eu gosto de todos da Unifor.”

 

Valderez de Freitas Ramos, moradora do Lar Torres de Melo


“Adoro o projeto, pois aprendi muitas coisas. Com o passar do tempo, comecei a enxergar a realidade de outra maneira e ver que eu ajudava muito se eu brincasse com as crianças. A gente ajuda dando atenção. A cada sábado eu renovo minha semana e recarrego minhas baterias. É uma experiência para a vida toda. Além de ver a realidade do mundo, você faz o bem para si.”

 

Lolita Nobre Góes Pinheiro, voluntária e aluna do curso de Direito

“É gratificante ajudar as pessoas. Acredito que a gente tem de servir também. Eu integro a equipe do Hospital Infantil Albert Sabin, e isso foi a melhor coisa que já me aconteceu. É uma experiência fabulosa. Vou me inscrever de novo neste semestre.”

 

Jânio Bonfim Matos, voluntário e aluno do curso de Direito

“O voluntariado é muito importante para a nossa instituição. Ele agrega muito valor ao nosso trabalho e é gratificante receber os universitários voluntários. Eles têm sido um diferencial no nosso cotidiano. O Lar Torres de Melo tem procurado melhorar seus serviços. A Unifor tem sido uma grande parceira neste sentido, proporcionando voluntários de diferentes cursos.”

 

Adriana Farias Lacerda, assistente social do Lar Torres de Melo





Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 227

 

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