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Artista multifacetado

223unifornoticias_22Artista plástico cearense Rodrigo Frota realizou recentemente a exposição Pulsações no Espaço Cultural Unifor. Em bate-papo em meio a suas obras, ele revela seus muitos talentos e sua atribulada rotina

Rodrigo Frota (foto) é daquelas pessoas multifacetadas e multitalentosas. Tem na fotografia a inspiração maior do seu lado artístico e profissional, mas também desenha, pinta, filma e edita filmes. É ainda atleta profissional de wakeboard e empresário. O artista plástico esteve até o mês passado com a exposição Pulsações no Espaço Cultural Unifor.

Na mostra, Rodrigo apresentou vídeo-instalações e fotografias de algumas de suas viagens pelo mundo. Aliás, algumas de suas muitas viagens. “Viajo de cinco a seis vezes ao ano. Quando chego em um país, vou para o interior. Não é uma viagem rápida, fico de 18 a 20 dias em média. Vou conversar com o povo local. Faço mais fotos documentais, paisagens urbanas e portrés. Em todas as minhas fotos, tem um detalhe a se procurar. Acordo cedo, por volta das cinco, e começo a fotografar. Fotografo também no fim da tarde. Passo o dia num mesmo local, se preciso for, ou volto a ele quando acho que a luz vai estar ideal. É preciso um olhar diferenciado para fotografar. Não basta clicar, é preciso sentir uma emoção ao fazer a imagem”, comenta.

O gosto pela fotografia vem de quando ainda era criança e de uma rica experiência na adolescência. “Desde os 10 anos gostava de fotografar, mas nunca levei a sério. Aos 15 anos, fui para a Suíça, onde passei três anos e comecei a estudar técnicas de artes e pintura. O professor do colégio me deixava revelar os filmes no laboratório de fotografia, me dava dicas, e foi quando surgiu o interesse por foto artística”.

Rodrigo já fez outras exposições individualmente como a Pictoriais, exibida no ano passado no Dragão do Mar. Participou também de mostras coletivas, incluindo Unifor Plástica e mostras em Portugal e nos Estados Unidos. “Minha mãe mostrou sem eu saber minhas fotos a Max Perlingeiro, que é um dos maiores nomes de curadoria do país. Eu fiquei bravo por ela ter feito isso. E, quando conheci o Max, ele me disse: ‘Você está doido querendo esconder seu trabalho? Precisamos mostrar’. Isso foi em 2007, e desde então tenho trabalhado com artes”.

Formado em Publicidade e Propaganda pela Unifor, Rodrigo se diz grato pela experiência que acumulou na Universidade. “Os contatos que eu fiz aqui foram excelentes. Conheci pessoas incríveis como o Glauber Filho, o Wilton Martins. O que eu aprendi aqui com os professores, sobre as técnicas de fotografia, sobre o funcionamento de uma grande empresa [Rodrigo estagiou na Diretoria de Comunicação e Marketing da Unifor], serviu para minha formação, o que eu sou hoje. Você tem que ter uma base”.

Rodrigo fala três línguas estrangeiras e diz que está sempre participando de fóruns pela internet sobre os mais variados temas. Arranja tempo também para participar de competições de wakeboard e gerenciar uma pequena produtora e estúdio de fotografia da qual é dono. “Eu não consigo ficar parado. Sou desorganizado, mas extremamente metódico e focado.

Atualmente estou terminando um trabalho de vídeo sobre Canindé, um documentário que tenho feito desde 2007. Não dá para viver só de artes. Hoje eu até conseguiria, mas passei seis, sete anos batalhando para isso. É preciso fazer da arte um trabalho. Arte é também escutar. Você tem de ser político, conversar com as pessoas”.

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 223

 

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