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Desenvolvendo projetos de TI

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Antonio Roosevelt Chaves,
diretor geral do Nati:
“Faz parte dos pilares da Universidade
preparar o aluno para o mercado”

Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (Nati) desenvolve vários serviços e produtos na área de TI, incluindo projetos que envolvem diferentes cursos da Universidade e empresas parceiras

Você sabe quantos problemas a tecnologia da informação é capaz de solucionar? A resposta é: inúmeros. Nem mesmo os profissionais que atuam na área sabem dimensionar sua abrangência no mundo atual. Na Universidade de Fortaleza, existe o Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (Nati), que desde 2002 desenvolve projetos internos e externos envolvendo TI.

Um exemplo de como a TI é parte central na solução de questões empresariais e como funciona o setor pode ser conferido através do projeto Recebimento de Equipamentos em Garantia, um dos muitos já desenvolvidos pelo Nati.

“Fomos contactados em julho do ano passado por uma multinacional da área de tecnologia. Como qualquer projeto, ele surgiu da necessidade de se resolver um problema que, no caso, era de inspeção da qualidade dos equipamentos levados para manutenção”, comenta Ricardo Lima, líder de projetos do Nati.

Os equipamentos consistem em máquinas leitoras de cartão de crédito que, às vezes, se deterioravam durante o transporte à empresa. A parte estética das máquinas, por sua vez, não é coberta pela garantia e pode representar um mau uso delas, geralmente em sistema de comodato. “Em apenas um dia eles chegam a receber até 3 mil aparelhos para conserto. Não nos disseram valores, mas sabemos que é um custo elevado”, afirma Ricardo.

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Ricardo Lima, líder de projetos do Nati, demonstra produto final do projeto Recebimento de Equipamentos em Garantia

Com o projeto, a empresa e seus clientes igualam o nível de conhecimento sobre o estado das máquinas e se resguardam mais facilmente sobre seus direitos. O processo consiste em identificar problemas (estéticos e técnicos) e acordar com os clientes quais reparos devem ser efetuados.

“Atuamos em duas frentes: no desenvolvimento da bancada (recebimento dos equipamentos) e no software que faz a inspeção e o relatório técnico das condições das máquinas. O software tem uma máquina filmadora e duas câmeras fotográficas que disparam quando se dá entrada na nota fiscal de recebimento dos materiais recebíveis. Os problemas são registrados no software e é gerado um relatório para negociar com o cliente o que vai ser consertado. Depois os equipamentos entram na linha de conserto da fábrica”.

O software foi desenvolvido por técnicos e bolsistas do Nati. Já a bancada de operação do sistema foi idealizada e produzida com a ajuda da engenharia, mais precisamente pelo coordenador e professor do curso de Engenharia de Produção, Adones Oliveira, e pelo aluno Marcelo Vasconcelos. “O projeto envolveu diversos eixos da Engenharia de Produção. Ele veio ratificar a capacitação das ciências ministradas no curso. Marcelo me acompanhou na discussão e realização das atividades. Trabalhamos com a idealização da bancada: funcionalidade, design, ergonomia e conectividade elétrica do equipamento. Elaboramos também o projeto de viabilidade de fabricação industrial da bancada para sua possível multiplicabilidade, com especificações do material, custos e pesquisa de mercado”, comenta Adones.“Os projetos do Nati geram oportunidades de integração com outras áreas da Universidade, trazendo à tona a multidisciplinaridade. Um projeto como esse favorece tanto as pesquisas como os estudantes que participam delas. Um dos pilares da Instituição é preparar o aluno para o mercado. Ao todo já passaram mais de 480 bolsistas pelo Nati”, acrescenta o diretor geral do Nati, Antonio Roosevelt Chaves.

A maioria dos projetos desenvolvidos pelo Nati ocorrem mediante a Lei de Incentivo Federal de Informática, através da qual as empresas redirecionam parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para instituições de pesquisa e desenvolvimento.

 

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“O Nati é o elo entre mercado e academia, e uma de suas características é o modelo americano de ensino-aprendizagem: crescer academicamente e atender ao mercado. O Laboratório de Inovação foi um apoio que o chanceler e a Dell deram para a pesquisa com inovação. O grande papel da Universidade é gerar conhecimento; se esse conhecimento não chegar à população, perde o sentido. Os alunos têm a oportunidade de vivenciar projetos de pesquisa aplicados no eixo que o mercado exige, com prazo, com formato definido, com qualidade. E aqui no Laboratório de Inovação os alunos alcançam uma visão mais ampla do processo. Eles discutem, fazem a revisão bibliográfica, propõem metodologia de solução. São 13 alunos: sete graduandos, quatro mestrandos, dois doutores e mais os bolsistas de projetos específicos.”

Eurico Vasconcelos,
coordenador do Laboratório de Inovação do Nati.

 


Veja também
> O Nati na história da Universidade
> Empresas parceiras do Nati

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 223

 

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