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Unifor entre as vencedoras do Top Educacional 2011 da ABMES

Dois projetos da Unifor são vencedores do Prêmio Top Educacional 2011 da ABMES e destacam o papel da Universidade no cenário nacional das instituições de ensino superior. Abaixo você confere detalhes sobre os projetos premiados.

 

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Vice-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, profa. Lilia Sales,
entre os alunos participantes do projeto Mediação Escolar.
“Hoje esses meninos são a minha inspiração”, afirma.

 

SOBRE O PRÊMIO

 

O Prêmio Top Educacional Professor Mário Palmério da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) existe desde 1992. Ele é concedido anualmente às instituições de ensino superior particulares e públicas, associadas ou não à ABMES, que apresentam propostas inovadoras, com resultados comprovados nas áreas de inovações curriculares na graduação e pós-graduação, avaliação institucional, modelos de gestão e iniciativas promotoras de inclusão social e de proteção do meio ambiente. Doze universidades, seis centros universitários e vinte faculdades de todo o Brasil inscreveram projetos para análise na 19ª edição do Top Educacional da ABMES, que fez referência ao ano letivo de 2011. A entrega da premiação ocorre em Brasília no mês de setembro.

 

Incluindo jovens e fortalecendo líderes


Projeto Mediação Escolar promove fortalecimento de lideranças, cultura de paz e mediação de conflitos para alunos do ensino médio de escolas públicas de Fortaleza.

 

“Mudei a forma de agir e interagir com os meus familiares, de como trabalhar o meu espírito de liderança e resolver os conflitos interpessoais. Quero passar o que estamos aprendendo para as outras pessoas”. O depoimento de Larissa Rufino Costa, 16, aluna da escola Polivalente Modelo de Fortaleza, resume bem o impacto em sua vida do projeto “Mediação Escolar: incluindo jovens e fortalecendo líderes pelo diálogo e pela arte”. O programa tirou segundo lugar no prêmio Top Educacional 2011 da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).

 

Idealizado e coordenado pela vice-reitora de pesquisa e pós-graduação, professora Lilia Sales, o projeto contemplou 20 alunos entre 14 e 18 anos de sete escolas públicas de Fortaleza. Os estudantes participaram de três aulas por semana ao longo do ano passado sobre direitos humanos, mediação de conflitos, liderança, português e inglês. Os estudantes ministraram palestras e aplicaram questionários sobre violência e pacificação em suas escolas e ainda produziram e apresentaram um musical no final do ano passado. O projeto, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), foi renovado por mais um ano.

 

“O principal objetivo é a construção de lideranças, de mediadores de conflito, é fazê-los vivenciar os valores que a mediação propicia como a diferença, o respeito mútuo, a necessidade de ouvir, a dignidade humana. O projeto propicia qualificação e valorização do próximo, e trabalha em três perspectivas: capacitação/sensibilização, empoderamento de si e empoderamento do próximo. Ele conta com a parceria do curso de Belas Artes. A arte aqui é tida como facilitadora do aprendizado e da expressão desse aprendizado”, afirma a vice-reitora.

 

Em 2012, o dobro de estudantes está contemplado no projeto. Além das aulas temáticas, os alunos montarão novo espetáculo musical, onde vão mostrar os resultados das pesquisas e os valores da mediação aprendidos. Desta vez, o musical será encenado para 5 mil alunos de escolas públicas divididos em 15 apresentações, financiadas pelo Ministério da Cultura, que ocorrerão em vários teatros da cidade, incluindo o Teatro Celina Queiroz e o Teatro José de Alencar.

 

Os estudantes recebem bolsas de iniciação científica. A indicação de suas participações no projeto é feita através de diretores e professores das escolas. “Os estudantes têm que ter média acima de 8,0, possuir algum envolvimento com liderança, querer uma oportunidade de crescer e ter assiduidade nas nossas aulas. Tanto é que não renovamos a bolsa de alguns alunos”, acrescenta Lilia.

 

Além da vice-reitora, a equipe é composta pela professora Carol Holanda, do curso de Belas Artes, uma aluna do curso de Direito, uma do mestrado em Direito Constitucional e uma advogada.

 

 

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“O projeto é da construção de mediadores sociais, jovens que são o futuro. Vamos trabalhando todas as perspectivas de formar e contribuir para a construção de lideranças. A importância é a do lado coletivo: para a família, escola, comunidade. E nós estamos no processo também. É uma aprendizagem completa para todos”.

Mara Lívia Damasceno, mestranda em Direito Constitucional

 

 

 

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“O diferencial do projeto é que os jovens passam a ter uma perspectiva, voltam a sonhar e ter suas realidades transformadas. Eles passam a perceber que têm o poder de transformar a realidade de outras pessoas também. Eles trazem uma realidade diferente, e o crescimento pessoal da gente é muito grande”.

Thalyany Leite, graduada em Direito, ex-aluna da Unifor

 

 

 

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“A importância do projeto, além do conhecimento, é a do aprendizado pessoal. A relação com as outras pessoas fica melhor. A gente aprende a mudar a forma de se comunicar e passa a ter uma outra percepção sobre o que é conflito. É uma oportunidade única”.

Otávio de Oliveira da Silva, aluno da Escola Municipal Professor Otávio de Farias

 

 

 

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“A mediação mudou o meu modo de ver o mundo. A oportunidade de estar numa universidade e o fato das professoras acreditarem na gente fazem que a gente acredite na gente também. O modo de encarar os problemas, a oportunidade de evoluir como pessoa, é tudo incrível”.

Natália Santiago, aluna da Escola Polivalente Modelo de Fortaleza

 

 

 

 

Integrando Direito, arte e cultura

 

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Professora Dayse Braga com professor Carlos Eufrásio:
projeto primou pelo elo entre educação, arte e cultura.

O projeto “Integração Direito, Arte e Cultura como metodologia de ensino jurídico para a aprendizagem significativa: uma transformação dos espaços culturais em formação acadêmica e cidadã” foi homenageado e considerado de destaque no Prêmio Top Educacional 2011 da ABMES. O programa estimula o uso das exposições culturais sediadas na Unifor como metodologia do aprendizado, contextualizando-as dentro de diferentes disciplinas do curso de Direito.

 

“Era preciso aproveitar os espaços culturais que a Universidade dispõe. Hoje a realidade está exigindo que a gente saia da visão corporativista para ampliar as possibilidades da formação jurídica. Como posso ser um bom profissional se não tiver um embasamento filosófico e antropológico?”, comenta o professor do curso de Direito e assessor pedagógico Carlos Augusto Eufrásio, um dos responsáveis pelo projeto.

 

“A assessoria pedagógica parte de uma orientação para articular teoria e prática, procurando o que de novo pode ser aplicado para o aluno ser mais motivado, primando pela qualidade da formação geral do bacharel. Os alunos respondiam a questionários e faziam relatórios sobre a vivência deles nas visitas. No Direito, trabalhamos muito com a linguagem da mediação, com as formas de comunicação, e a arte se comunica individualmente com cada ser”, acrescenta a coordenadora do curso de Direito, Dayse Braga, à época responsável pela coordenação da assessoria pedagógica e também idealizadora do projeto.

 

As atividades do projeto Integração Direito, Arte e Cultura começaram em janeiro de 2011 e continuam em 2012. “A premiação vai legitimar a continuidade dessas ações. É a confirmação de que estamos no caminho certo para que os alunos saiam preparados não só para o mercado, mas também preocupados com a sua formação cultural e humana”, afirma Eufrásio.

 

 

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 219

 

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