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Energia alternativa

Projeto do CCT promove estudo de geração de energia elétrica utilizando gás de síntese da queima da casca da castanha de caju. A pesquisa visa transformar a biomassa, em sua maior parte descartada em aterros sanitários, em combustível ecológico.

 

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A transformação da biomassa
ocorre no gaseificador.

O Ceará é o maior produtor de castanha de caju do país; sua safra corresponde a quase 50% da brasileira. A maior parte das cascas da castanha é enterrada em aterros sanitários ou queimada, contaminando o solo ou poluindo o ar. Com base nisso, o Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor desenvolveu um projeto de pesquisa de geração de energia elétrica utilizando gás de síntese dessas cascas.

 

“A gaseificação é uma das ferramentas para a produção da energia elétrica e tem a vantagem de aproveitar resíduos que iriam para o lixo. A importância do projeto consiste em se trabalhar com energia alternativa que tem viabilidade na região. Existe o consenso de que podem haver unidades menores de geração de energia com baixos investimentos. E o projeto une as várias frentes: produção de gás, geração de energia e utilização dos recursos da região”, afirma o coordenador do projeto e professor do curso de Engenharia de Controle e Automação, Juan Carlos Alcocer.

 

As atividades da pesquisa acontecem no Núcleo de Tecnologia da Combustão do curso de Engenharia Mecânica da Unifor. Os dois principais equipamentos são o gaseificador, onde acontecem as etapas de geração, limpeza e transformação do gás, e o analisador de gases.

 

O projeto visa, além da produção de energia elétrica, a análise e o monitoramento dos gases procedentes da queima das cascas da castanha de caju. A transformação da biomassa gera impurezas, como alcatrão, cinzas volantes e compostos de carbono, que devem ser controladas. E seu potencial de gerar energia elétrica depende da qualidade do gás gerado e filtrado.

 

“A ideia é dar uma adequação às impurezas do gás gerado, e não queimar por queimar. Conseguimos dominar a produção do gás e agora temos que dominar sua filtragem. Os filtros retêm as impurezas e assim obtemos um gás rico em metano, cujo poder calorífico é maior. Por exemplo, 600 quilos de cascas de castanha de caju geram 700 litros de gás, mas não se sabe ao certo que proporção vai ser convertida em energia elétrica porque ainda estamos analisando a qualidade do poder calorífico desse gás”, acrescenta o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Furlan Duarte.

 

“A Europa utiliza a biomassa deles e produz uma energia limpa. No Brasil, não existe a cultura de utilizar lixo para produzir energia elétrica. Estamos trazendo para o estado uma tecnologia nova e uma energia eficiente e limpa. Já temos uma patente em andamento sobre parte do processo”, complementa Alcocer.

 

A pesquisa é fruto de um convênio da Unifor com a Unicamp. As duas instituições são cofundadoras da Rede Nacional da Combustão, que reúne todos os pesquisadores do setor no país.

 

“A Universidade de Campinas detém o know-how da gaseificação, e queremos a transferência dele para o Nordeste”, detalha Furlan.

 

O projeto começou em 2006 e tem como financiador o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ao total, cinco professores, cinco alunos de Engenharia e um de Direito participam da pesquisa.

 

 

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“O projeto faz entender melhor as teorias do curso. É a aplicação delas nos equipamentos. A importância do projeto está na geração de energia elétrica barata e limpa, ao mesmo tempo em que entramos em sintonia com uma tecnologia em desenvolvimento no país. O meu trabalho de conclusão de curso vai ser sobre o gaseificador”.

 

Felipe da Silva Frutuoso está no 9º semestre do curso de Engenharia Mecânica e participa do projeto há um ano.

 

 

 

 

ENGENHARIA AMBIENTAL PROMOVE COLETA SELETIVA DE PILHAS E BATERIAS


Alunos da disciplina de Introdução à Engenharia Ambiental e Sanitária, do curso de Engenharia Ambiental, executam projeto de coleta seletiva de pilhas e baterias no campus até 17 de maio. As caixas coletoras estão distribuídas em 10 pontos da Universidade, considerando fluxo e concentração de pessoas. São eles: secretarias dos cinco centros (CCA, CCH, CCJ, CCS, CCT), blocos F e Z, prefeitura do campus, Nami e Núcleo de Pesquisas Tecnológicas (NPT).

 

Segundo o coordenador do curso, prof. Oyrton Azevedo, o projeto experimental desperta a consciência da comunidade acadêmica da Unifor em relação à coleta seletiva de pilhas e baterias. O projeto propõe também analisar a eficácia de cada ponto de coleta, bem como os tipos de pilhas e baterias coletadas, que serão enviadas a um dos Ecopontos da cidade de Fortaleza.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o Brasil consome 1,2 bilhão de unidades de pilhas por ano. Apenas 1% desse total é processado e tem um destino ambientalmente correto. Uma pilha pode contaminar o solo durante 50 anos.

 

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 218

 

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