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Campus arborizado: microclima e presença de animais silvestres

A densa cobertura vegetal proporciona microclima diferenciado para o campus, estimulando atividades sociais em seu entorno e servindo como fonte de alimentos para animais silvestres criados soltos na Universidade.


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Cobertura vegetal espessa e variada nos 720 mil metros quadrados de área da Unifor.

 

Se você é aluno, professor, funcionário ou já esteve na Unifor, vai concordar que o campus universitário é superarborizado e que a vasta cobertura vegetal produz um microclima capaz de proporcionar uma sensação térmica mais amena para quem por ali trafega.

 

“A arborização do campus é constante”, garante o prefeito da Universidade, Daniel Galisa. “95% das plantas a gente desenvolve aqui, poucas são as mudas compradas”, acrescenta fazendo referência ao horto da Universidade. Nele, são produzidas em torno de 50 mudas por dia. “A gente está sempre plantando. As mudas são produzidas com sementes ou de galhos de árvores retirados de plantas dos campus”, afirma José Correia de Araújo, uma das 30 pessoas encarregadas pela área de jardinagem da Unifor.

 

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Ema solta pelo campus. A Universidade é
certificada pelo Ibama para servir
de habitat a animais silvestres.

Mais do que quantidade, a arborização se destaca pela qualidade. Espalhadas nos mais de 720 mil metros quadrados de área do campus estão diversas espécies de árvores. Só no entorno da Reitoria, existem mais de 94 pertencentes a 42 famílias, de acordo com a professora do curso de Arquitetura e Urbanismo Fernanda Rocha, que coordenou um projeto piloto de inventário das espécies vegetais da Unifor. “A existência do microclima no campus é uma consequência da arborização. Quando a área do sombreamento fica mais densa, há redução de incidência solar e de temperatura. O clima fica mais agradável. As plantas também servem de abrigo para algumas espécies animais como pássaros e insetos. Elas ajudam na drenagem, facilitando a permeabilidade do solo. E ainda proporcionam espaços de encontros sociais”, explica Fernanda.

 

Para o professor Euler Sobreira Muniz, as 58 fontes de água existentes no campus também ajudam na composição do microclima. “Há uns 10 anos, uma alemã fez a doação de uma fonte para a Unifor. Eu pensei: ‘Uma fonte no campus? Isso não vai dar certo’. Graças a Deus eu estava errado. As fontes melhoram a sensação térmica e aumentam a umidade relativa do ar, e ainda é fonte de água para os animais”, afirma o arquiteto e urbanista se referindo aos vários animais silvestres criados soltos pelo campus.

 

As fontes, juntamente com a diversidade de árvores frutíferas, servem de base alimentar para os bichos. A Unifor é certificada desde 2009 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para servir de habitat a animais silvestres como emas, jabutis, saguis, camaleões, pica-paus e galos-de-campina.

 

“Existe ainda o lado pedagógico: árvores, fontes, animais silvestres são elementos que despertam a consciência do nosso aluno sobre um espaço urbano sustentável”, acrescenta Euler.

 

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 217

 

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