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Alunos estrangeiros na Unifor: ganho para todas as nacionalidades

Nos últimos quatro anos, a Unifor recebeu cerca de 30 alunos estrangeiros por semestre. Neste início de ano, foram 45. O programa começou em 2002 com convênios com duas universidades espanholas e agora engloba 140 instituições de mais de 40 países.

216_intercambiounifor_arteEles possuem nacionalidades variadas, estão pela primeira vez estudando fora do país de origem e mostram-se ávidos por conhecer a cultura brasileira. Esse é o perfil geralmente encontrado entre os estudantes estrangeiros que fazem intercâmbio acadêmico na Universidade de Fortaleza. Neste semestre, são em número de 45.

O programa foi iniciado em 2002 com apenas universidades espanholas. Segundo o chefe da Assessoria Internacional da Universidade, professor Marcelo Ponte, hoje são 140 universidades conveniadas de mais de 40 países. “No início, as parcerias ocorriam em virtude de nossos professores que iam visitar universidades estrangeiras e/ou professores estrangeiros que vinham nos visitar. Em 2008, participamos pela primeira vez do Nafsa, que é a maior feira de intercâmbio de instituições educacionais no mundo. Com o evento, o nosso projeto começou a tomar corpo. Nos últimos quatro anos, recebemos em média 30 alunos estrangeiros por semestre. O que marcou este período especialmente foi uma maior diversidade: nossos alunos procurando destinos até então não visados, como México e Colômbia, e nós recebendo alunos de países nunca antes recebidos, como Rússia”, acrescenta.

Segundo o professor, o fato de os alunos escolherem a Unifor dentre outras instituições brasileiras representa a credibilidade que a Universidade tem no cenário nacional. “Competimos de igual para igual com as universidades do Sul e Sudeste. Os estudantes estrangeiros ficam encantados com os projetos de responsabilidade social da Unifor. E a própria língua portuguesa é tida como exótica e representa, para eles, um plus no cenário internacional. Tivemos o caso de um aluno alemão que fez o programa de intercâmbio durante sua graduação e depois voltou para fazer um outro quando estava fazendo o mestrado”, conta Marcelo.

Os alunos estrangeiros podem cursar disciplinas afins a seus cursos em português ou escolher uma das 14 disciplinas em língua inglesa disponibilizadas pela Unifor. As cadeiras em inglês estão em sua maioria alocadas na grade curricular do curso em Comércio Exterior, mas ficam abertas a todos os alunos da Universidade. “As disciplinas em inglês preparam os nossos alunos a assumir o desafio de participar do mercado. E o mercado não se restringe mais ao Brasil, vivemos num mundo sem fronteiras. A convivência com os estrangeiros enriquece muito o dia a dia de todos”, comenta a diretora do Centro de Ciências Administrativas, Clara Bugarim.

“Em 2007, demos início ao projeto de ofertar disciplinas em inglês. A ideia inicial era promover o contato dos alunos da Unifor com a língua inglesa e estimulá-los a ir ao exterior. A aceitação foi enorme. Depois as disciplinas em inglês começaram a estimular ainda mais o estrangeiro a vir para a Unifor, mesmo sem ter o conhecimento prévio da língua portuguesa. Uma vez aqui, todos eles têm a obrigação de aprender português. E com isso nós estamos atingindo dois públicos”, conta o professor do curso de Ciências Econômicas José Haroldo Aguiar Júnior.

Das 14 disciplinas em língua estrangeira, Haroldo leciona quatro. “As aulas em inglês colocam a Unifor dentro de uma economia global. O fato de trocar ideias com alguém de uma cultura diferente é de uma riqueza extraordinária”, avalia.

NA CONTRAMÃO
Neste semestre, 45 alunos estrangeiros chegaram à Unifor e 85 alunos da Unifor se preparam para o intercâmbio acadêmico. Higor Uchôa, aluno do 5º semestre do curso em Comércio Exterior, é um deles. Ele foi para Seul, na Coreia do Sul, no final de fevereiro, onde pretende ficar por um ano. “Sei que no início o choque vai ser grande. Além da questão cultural, tem a alimentação e o próprio sistema educacional dos coreanos, que são muito diferentes. Estudei o idioma e a cultura deles, ainda que as aulas lá sejam dadas em inglês e a Coreia seja o país mais ocidentalizado da Ásia”, conta sobre as expectativas e os preparativos às vésperas da viagem.

DEPOIMENTOS
216_intercambiounifor_destmenor“A Unifor é a única universidade do Brasil que oferece aulas em inglês e que possui convênio com a minha universidade. É muito bom poder vir ao Brasil e aprender português ao mesmo tempo. Estou hospedada em uma casa de família brasileira e estou tentando falar português com a senhora que me hospeda. Eu não conhecia nada sobre a cidade antes de vir. Eu estou gostando muito de estar aqui. Estou surpresa por ter me acostumado com o clima facilmente. Quero conhecer mais a cultura brasileira” - Odile Saint Jean, aluna da Graduação da School of Management (ISC), França.

“Eu queria muito vir para o Brasil. Antes de vir, eu ouvi que a Unifor é uma boa universidade, com uma estrutura muito moderna e professores interessantes. Eu também gostava da ideia do clima, de ficar perto do oceano. Para ser honesto, eu acho que o povo e o governo russos não sabem nada sobre este país. Se você olhar os negócios que são efetuados entre Rússia e Brasil, você irá ver que café, açúcar, laranja e coisas do tipo representam de 70 a 80% das transações comerciais que efetuamos internacionalmente, mas para o Brasil isso representa apenas 5% de sua exportação. Penso que estudar aqui vai me abrir os olhos sobre o potencial de negócios entre Brasil e Rússia” - Alexander Zhitmarev, aluno do mestrado em negócios internacionais da Saint Petersburg State University of Economics and Finance, Rússia.

“Eu sempre fui interessada pela cultura brasileira. Eu lutei capoeira por seis meses no meu país e achei muito interessante. Eu tenho amigos que são loucos pelo Brasil e que estiveram em Fortaleza no ano passado. Eles me animaram a vir até aqui. Estou morando no Cumbuco, que é um local distante da Unifor, mas foi lá que fiz pela primeira vez kitesurf e estou apaixonada pelo esporte. Quero aprender português, praticar kitesurf, visitar o Rio de Janeiro, além de estudar muita economia brasileira, é claro” - Ekatrina Gustova, aluna do mestrado em negócios internacionais da Saint Petersburg State University of Economics and Finance, Rússia.

“Há três anos, fui estudar em Paris. Depois disso, decidi conhecer diferentes países e ter uma experiência fora da Europa. E aconteceu esta oportunidade de vir ao Brasil, a Fortaleza. A Unifor foi minha opção, pois eu tinha aqui um local onde eu podia ter aulas em inglês. Quero aprender português, só não sei se um semestre vai ser suficiente para isso. Quero entender a cultura e escrever uma dissertação sobre a economia brasileira” - Tommaso Frullini, aluno do mestrado em governança e administração de negócios da Universita Degli Studi di Firenze, Itália.

* Na foto, da esquerda para a direita: Odile Saint Jean, Ekatrina Gustova, Alexander Zhitmarev e Tommaso Frullini.


216_intercambiouniforalunaIris Melissa Lopez estuda Psicologia em Harvard. Ela está entre os 45 alunos estrangeiros que estão estudando na Unifor neste semestre. Iris é a primeira estudante da prestigiada universidade americana a fazer intercâmbio com uma instituição brasileira. “Esta é a universidade mais linda que eu já vi. Tem fontes, muitas plantas. Linda! E gostei muito dos professores. Eles são entusiasmados com o que ensinam e deixam a gente bem à vontade para perguntar. A relação aluno-professor aqui é mais próxima”, afirma sobre suas primeiras impressões.

Diferente da maioria dos colegas estrangeiros, Iris está cursando disciplinas em português. “Estudei português em Harvard durante um ano, e espanhol é a minha primeira língua. Só tenho problemas quando as pessoas falam baixo. E as leituras, claro, são mais difíceis e lentas”, comenta.

Esta é a segunda vez que Iris vem ao Brasil. A primeira foi em julho do ano passado, quando fez um curso de cinco semanas sobre cultura brasileira na Universidade Federal da Bahia. “Agora é tempo de estágio curricular para mim. Quase não vinha. Harvard tem convênios com outras instituições de outros países, como a Itália, onde o calendário ainda era mais propício para minhas atividades acadêmicas. Mas queria voltar ao Brasil e principalmente ao Nordeste. Como sou a primeira estudante de Harvard a vir ao país, eles têm me dado muito apoio”, acrescenta.


216_intercambiouniforalunoStefan Dominik estuda administração na Universidade de Deggendorf, na Alemanha. Esta é a primeira vez que ele faz um curso acadêmico fora de seu país. A Unifor é a única instituição estrangeira no Brasil com a qual sua universidade possui convênio. “Eu escolhi vir para o Brasil porque é um país emergente e que vai ser um dos principais aliados em nossa economia. Quero trabalhar com negócios internacionais e acho que vai ser o máximo um dia estar apto a fazer negócios com o Brasil. Eu tenho um professor que teve uma grande influência na minha decisão. Ele me disse: ‘você tem de conhecer Fortaleza, a Unifor. Eu já conheço, e lá é muito bom. Você terá o mesmo nível de educação que na Alemanha’”.

Stefan afirma estar bem impressionado com a qualidade do ensino na Universidade. “Estou gostando muito das aulas daqui”, resume. “É uma pena que na minha universidade não existam cadeiras em inglês. É importante encontrar pessoas com outras línguas, de outras culturas”, compara.

O alemão mostra-se ávido por aprender sobre o Brasil. “Eu quero saber mais sobre a história do país, entender a economia, os valores da cultura e como os brasileiros vivem. E também quero aprender a falar mais português e conhecer mais Fortaleza, pois é muito diferente da Alemanha e das cidades da Europa que conheço”. Stefan fica em Fortaleza até o final de junho.

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 216

 

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