Banner

Um mundo de possibilidades

Conhecer novas culturas, aprender uma outra língua, diversificar contatos são alguns dos resultados de um intercâmbio acadêmico.

210_intercambiounifor

Mais do que uma experiência acadêmica fora do país, um intercâmbio pode representar uma rica experiência de vida. Conhecer a cultura de um país, aprender uma outra língua, diversificar contatos estão entre as vantagens mais citadas por alunos que já participaram desse tipo de programa. Lucas Leitão de Oliveira, 25, e Karla Mara Mesquita, 22, por exemplo, foram respectivamente para a França e para o Chile e garantem que tiraram esses e outros proveitos com as suas viagens.

“A viagem foi muito proveitosa. Foi ímpar”, resume Karla. “Valeu tudo, até o sofrimento”, acrescenta Lucas. Os dois fazem parte dos cerca de 70 alunos que participam e viajam pelo programa de intercâmbio todo ano pela Unifor.

O aluno pode escolher o destino entre 23 países e mais de 120 instituições conveniadas. “A gente dá todas as orientações, mas o aluno fica bem livre e à vontade para fazer a escolha do país e da universidade”, afirma o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Marcelo Ponte.

Para participar, é necessário observar os requisitos exigidos pelo programa, como ter concluído 50% do total de créditos da grade curricular e possuir rendimento acadêmico com média geral igual ou superior a 7,0.

INVESTIMENTO
Arcar com os custos pessoais é também outra máxima do programa. “O custo médio por mês varia de 600 a 1.000 euros, mas o valor vai depender da cidade de destino. Os custos se referem a visto, acomodação, alimentação e passagem. Algumas universidades oferecem bolsas de estudo e 99% delas não cobram mensalidade. Aqui o aluno paga a primeira mensalidade e tranca a matrícula para aquele semestre”, explica Ponte.

O investimento pode de fato variar. Lucas declara ter tido um custo médio mensal de 700 euros e Karla, de 700 reais. “Minha mãe me enviava 1.000 reais por mês. O custo mensal girava em torno de 700 reais. O resto tirava para mim. Viajei para o norte e o sul do Chile, para a Bolívia, Argentina, Uruguai”, afirma Karla.

UNIVERSIDADE DE RENOME
No programa de intercâmbio, os primeiros convênios firmados foram com universidades espanholas. Talvez por isso, segundo Ponte, a Espanha ainda seja um destino muito procurado pelos alunos. Mas ele garante que universidades da América Latina têm “muito a oferecer”.

A percepção do professor coincide com o depoimento de Karla, que estudou na Universidade Diego Portales, na capital chilena. A aluna de Direito diz ter ficado encantada com a qualidade do ensino. “A universidade é muito boa. Tive professores espetaculares que trabalhavam também, por exemplo, na ONU (Organizações das Nações Unidas) e no Pentágono (edifício da Defesa Militar americana)”, enumera.

DO OUTRO LADO
Juciene Clara Daniel Cristiano, 20, é portuguesa e chegou a Fortaleza no dia 28 de julho para cursar um semestre do curso de Ciências Econômicas da Unifor. Em seu país, Juciene cursa Finanças. Ela se mostra tranquila quanto aos novos desafios. “Tenho o espírito aventureiro”, afirma. “De uma maneira geral, acho que os alunos da Unifor foram bem acolhedores. É um campus muito grande, bem organizado”, destaca em sua primeira avaliação.

Informações básicas para evitar complicações

210_alunointercambiounifor

Lucas Leitão de Oliveira (foto), 25, fez intercâmbio acadêmico de um ano na universidade francesa Le Havre em 2009. Viajou já com fluência na língua francesa, mas ressalta que mesmo assim sentiu um pouco de dificuldade. “Os primeiros meses foram mais complicados. Dá trabalho entender os diferentes sotaques”, diz.

Lucas, que é aluno do sétimo semestre do curso de Jornalismo, não aproveitou as cadeiras feitas na universidade estrangeira, mas em compensação negociou com a universidade e ganhou um diploma de graduação numa área afim: a de publicidade. “Fiz um estágio e o trabalho de conclusão de curso”, elenca os itens do acordo.

Sobre a experiência, Lucas destaca a autonomia e o valor cultural adquiridos. “Todo aluno é forçado a criar uma certa independência, e você tem uma série de benefícios culturais. Eu morei num prédio onde meus vizinhos eram um coreano, um espanhol e uma húngara. E ainda conheci outros países”, destaca.

Para quem vai viajar, Lucas tem as dicas na ponta da língua. “Para evitar sustos ou complicações, se preparem principalmente na proficiência da língua do país do intercâmbio e obtenham informações básicas sobre o lugar. É necessário saber como as coisas funcionam na cidade e qual o estilo de ensino do país”, afirma. Palavra de quem foi pego de surpresa.

“O método de ensino na França é diferente. O professor entra em sala de aula e espera que os alunos anotem tudo que ele está falando. E há uma distância entre alunos e professores, uma hierarquia”, acrescenta.

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 210

 

Unifor Notícias | Portal Unifor | Fundação Edson Queiroz
Estude na Unifor | Central de Atendimento | Twitter
Fundação Edson Queiroz todos os direitos reservados