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Escola de ensino e prática

Instituição oferece ensino a crianças carentes e é campo de aplicação de conhecimentos científicos desde 1982.

210_escolinhauniforDuas escolas em uma. De um lado, ela atende crianças provenientes de comunidades carentes. De outro, ela propicia o exercício de conhecimentos técnico-científicos de alunos de graduação. Trata-se da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz, fundada em 1982 e que funciona dentro do campus da Universidade de Fortaleza.

A escola atende atualmente 660 alunos, cujas séries vão do Infantil III ao terceiro ano do ensino fundamental. A maioria das crianças vem da comunidade do Dendê e a outra parcela é composta por filhos de funcionários. Não há mensalidade e os alunos recebem gratuitamente o fardamento e o material escolar.

“Há um respeito dos moradores dos bairros vizinhos para com a escola. A procura por vagas é bem maior do que eu posso oferecer. Tenho 100 crianças na lista de espera”, afirma a diretora Mônica César Praça Galeão.

ATIVIDADES EXTRACURRICULARES
Além das aulas convencionais, as crianças têm lições de informática, artes plásticas, psicomotricidade, dança e educação física. Elas também recebem a visita frequente de outros profissionais e estudantes de variadas disciplinas acadêmicas, e esse acompanhamento é também o que define a escola. A escola é de aplicação e funciona como campo de prática de estágio principalmente para alunos dos cursos dos Centros de Ciências Humanas e da Saúde.

“Os estagiários auxiliam no desenvolvimento das crianças, fazendo observações e detectando quais alunos precisam de um maior acompanhamento, por exemplo, e contribuem para o crescimento da escola. Eles também conscientizam os alunos para bons hábitos, como o da escovação dos dentes”, explica Mônica.

Francisco Alexandro da Silva, 11, garante que aprendeu um outro hábito: o de falar baixo. “Não pode falar alto porque senão fica rouco”, afirma fazendo referência ao “Bicho Grito”, personagem criado pelos alunos do curso de Fonoaudiologia.

“Muitas escolas particulares não têm a oportunidade de ter esse suporte multidisciplinar”, destaca a professora do segundo ano Elisângela Diógenes Benfatti.

A aprovação da metodologia também é percebida por parte dos pais dos alunos. Vanessa Alexandre Saraiva, 30, por exemplo, é mãe de Kaiane, 8. No ano passado, Vanessa mudou de bairro e teve que tirar sua filha da escola. Agora está de volta ao Dendê e faz pressão para ter a filha novamente matriculada. “Gosto demais daqui. A aprendizagem é rápida. Minha filha se habituou muito rápido ao ambiente. Vou conseguir a vaga dela novamente, se Deus quiser”, afirma.

DUPLA RESPONSABILIDADE
“Além do ensino, a escola oferece um espaço essencial para o desenvolvimento da cidadania desde a infância, oportunizando o resgate social para crianças muitas vezes oriundas de áreas de extrema vulnerabilidade. A escola proporciona ainda a prática acadêmica para vários alunos, o que se converte em benefícios para a comunidade. A função social da Universidade compreende a articulação entre o aprendizado teórico do corpo discente e a experimentação prática”, resume a chefe da Divisão de Responsabilidade Social, Mariana Andrade.

SAIBA MAIS

  • A escola foi fundada em 1982 e já alfabetizou mais de oito mil crianças.
  • O lanche oferecido é reforçado. Além de suco com biscoito, estão incluídos no cardápio baião e creme de galinha.
  • A escola dispõe de 24 professores, 1 secretária, 1 coordenadora pedagógica, 1 cozinheira, 1 diretora e 4 auxiliares de limpeza.

 

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 210

 

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