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Com a bola toda

Duas alunas-atletas são convocadas para a seleção brasileira de futsal. O convite pode representar um salto de qualidade na vida profissional

210_esporteuniforElas marcaram gol. E um golaço! Maria Kessany de Carvalho, 23, e Elisângela Marques de Souza, 29, alunas-atletas da Unifor foram convocadas para a seleção brasileira feminina de futsal. “Estou sem acreditar, é muita felicidade”, resume Kessany sobre o feito. “O futebol é tudo, é meu trabalho. A gente foi convocada, chegou lá porque ralou muito. Nada vem por acaso”, acrescenta Elisângela.

O ritmo dos treinos, de fato, é intenso. São seis dias na semana dedicados ao esporte. Às segundas, quartas e sextas elas fazem musculação na academia por uma hora e dedicam mais três à preparação técnica dentro de quadra. Às terças, quintas e sábados aplicamse ao treinamento físico por duas horas, também mesclando academia e exercícios com bola.

Há também as orientações alimentares e os sacrifícios pessoais. “O preparador físico regula a nossa alimentação. Não posso ir para uma festa no sábado à noite porque no domingo tem um jogo. Não posso beber para não perder a preparação física. Não podemos perder uma noite de sono”, enumera Kessany.

Equipe

Kessany e Elisângela fazem parte da equipe de futsal feminino da Unifor, composta por 21 atletas. O grupo se divide em três categorias: universitário, adulto e sub-vinte. “Quando a disputa é no nível de clube, o nome do time é Nacional Gás. E, quando é no nível universitário, o nome é Unifor”, explica o professor e técnico Wilson Nóbrega Saboya. Para ele, a conquista de Kessany e Elisângela deve ser comemorada. “É o sonho de todo atleta representar seu país. É o ápice. Isso representa também uma cadeia de eventos. Há uma melhoria financeira para as atletas, e isso mostra que o investimento está sendo bem realizado”, acrescenta Saboya.

Benefícios para alunas

Por serem alunas-atletas, Kessany e Elisângela recebem bolsa escolar integral. No caso, elas também têm direito a uma ajuda de custo, cesta básica e plano de saúde. Por morar em Maranguape, também foi oferecido a Kessany um apartamento alugado pela Universidade, onde mora com mais cinco atletas. “Facilita muito a vida”, afirma sobre o benefício.

Vaidade feminina

Se taticamente o jogo de futsal masculino e feminino é o mesmo, conforme afirma o treinador Wilson Saboya, fora de quadra a diferença é notável. Entra em campo a vaidade feminina. Quando não estão jogando, Kessany e Elisângela usam brincos, maquiagem e até salto alto. “Nas férias, faço texturização nos cabelos”, acrescenta Kessany. E, quando a paquera está no ar, a revelação de que são jogadoras de futsal é sempre recebida com surpresa. “No começo, havia preconceito, mas agora está melhor. Os meninos reconhecem que somos melhores no futebol do que eles. Eles desafiam para um racha e perdem. Sempre”, diz com risos Elisângela.

SAIBA MAIS

  • Maria Kessany de Carvalho cursa o quarto semestre do curso de Educação Física. Ela treina desde os 15 anos e joga pela Unifor desde 2008. Persistência é sua marca registrada. “Ultrapassei vários obstáculos. No começo, eu não ia nem para o banco de reservas, mas eu não desanimei. Tive força para não desistir”, conta.

 

  • Elisângela Marques de Souza, 29, está no terceiro semestre de Educação Física. Treina desde os 16 anos. Já foi convocada e jogou pela seleção brasileira outras seis vezes, de 2005 a 2010. “A seleção brasileira abre muitas portas”, recorda. Recebeu também convite para jogar na Espanha, mas não aceitou. “Achei que não era o momento. E sou muito apegada aos meus pais”, justifica.



Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 210

 

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