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Coral Unifor comemora 30 anos

rupo é composto por alunos, funcionários e pessoas da comunidade. Em comum, a paixão pela música e pelo canto em coro.

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O Coral Unifor traz consigo muita história. Completou no mês passado 30 anos de sua fundação e comemorou a data fazendo o que mais sabe: cantando em vários tons e ritmos, levando alegria e encanto a muitas pessoas. Sua criação, em 1981, foi realizada sob a tutela e regência de Dalva Estela Nogueira Freire, hoje com 87 anos. “Lançou-se a ideia de ter um coral na Unifor e me pediram para montar um roteiro e determinar um estatuto. Dois ou três dias depois, eu entreguei o esboço e uma lista com regentes de Fortaleza. Na época, o chanceler era Edson Queiroz, que me disse: 'Este é um convite pessoal e intransferível. Se você aceitar, haverá o Coral. Se não aceitar, não haverá o Coral'. E, no dia 14 de setembro de 1981, deu-se o primeiro ensaio, na ocasião com 12 componentes”, conta. Estela, que já havia regido por 30 anos o Coral do Estado do Ceará, dedicou-se por quase mais 22 ao Coral Unifor.

“Guardo as melhores lembranças desses anos todos. O Coral não só foi importante para mim, mas também importante na vida dos coralistas. Muitos, mesmo depois de diplomados, não deixaram o Coral. Éramos sempre portadores da alegria e da esperança”, acrescenta.

AMOR AO CORAL
Lúcia Maria Alves participa do Coral desde sua fundação, quando ainda era aluna do curso de Ciências Contábeis. “O Coral é um lazer e também uma fonte de inspiração. Ele nos dá mais disciplina. Além da arte, a gente aprende a conviver em grupo”, afirma. Lúcia agora vai aos ensaios na companhia de Lilian Araújo Alves, sua filha, que desde 2007 integra a equipe. Lilian é técnica em Música pelo Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFCE) e cursa licenciatura em Música na Universidade Estadual do Ceará (UECE). “A minha mãe me chamava para o Coral, mas eu nunca ia. Eu achava simplório. Mas um dia fui ver como era e desde então não saí mais”, enfatiza.

COMPOSIÇÃO MUTANTE
O Coral Unifor é por definição universitário, e por isso mesmo rotativo. “Os alunos participantes às vezes deixam o Coral porque estão fazendo monografia ou cursando disciplinas que coincidem com o horário dos ensaios”, explica a atual regente, Valéria Vieira. Segundo ela, os membros da comunidade respondem atualmente por 50% da equipe, composta em média por 40 pessoas. “O coral é aberto ao público e é coro amador, ou seja, não precisa ter conhecimento musical, ou saber ler partituras, ou tocar um instrumento musical para participar. Aqui a pessoa precisa ter uma afinação mínima e ser apaixonada por música vocal”, enumera.

De acordo com Valéria, o repertório é voltado para músicas populares nacionais, mas o Coral também canta canções eruditas e também em línguas estrangeiras. Valéria está regendo o Coral Unifor desde março do ano passado. Musicista formada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), ela afirma que um coral funciona como uma microssociedade, com delegação, e não imposição, de poderes. “Eu apenas os conduzo se assim eles o quiserem”, diz. “Os grupos de arte em geral revelam uma expressão artística máxima da comunidade da Unifor. Mais do que promover a arte, a gente a fomenta. A gente vai até os alunos, funcionários. O Coral não tem apenas o caráter musical, mas também social. O Coral modifica a postura, interfere no cabelo, na roupa dos coralistas. Dá oportunidade de educação a alguns, uma parte da educação a que muitos não tiveram acesso. Além disso, é uma oportunidade de expressão artística, de exercer sua arte através da voz”, enfatiza.

OUTRAS HISTÓRIAS
Wilson Freire tem 53 anos, dos quais 45 dedicados à participação em corais. Ele foi o segundo regente do Coral Unifor e teve de se afastar no início do ano passado por problemas de saúde. “Sou formado em Letras e em Pedagogia. Fiz muitos cursos de regência, mas a minha escola foi Dalva Estela”, afirma em referência à ex-regente, que também é sua tia.

Wilson diz que houve momentos impactantes na sua vida como participante e regente do Coral.

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“Fazíamos pequenos concertos em hospitais, e um deles foi realizado no Hospital São José. A paciente estava em pré-coma e, quando acabamos de cantar, ela abriu os olhos e sorriu. Ficamos emocionados com a cena”, ressalta.

DEPOIMENTO
Denise Crispin (foto) participa do Coral Unifor há um ano. Ela é aluna do sexto semestre do curso de Fonoaudiologia e afirma que fazer parte do grupo oferece benefícios pessoais e profissionais. “A gente aqui é uma família. A Valéria [atual regente do coral] passa unidade. É interessante como aluna porque estou desenvolvendo a voz. Também aprendo um pouco de teoria musical. A gente entende o que está cantando. Passo o dia na Universidade, mas a sobrecarga do dia dissipa aqui. É o poder da música”, elenca.

Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 211

 

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