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Padronizando a soldagem

Alunos do curso de Engenharia de Controle e Automação realizam projeto que automatiza a solda em braços de postes de iluminação pública e colocam em prática conhecimentos adquiridos em sala de aula.

211_alunouniforautomacaoAutomatizar para padronizar a qualidade e aumentar a produtividade da fabricação de um produto. Foi com esse intuito que a empresa Chapas Perfuradas do Nordeste (CPN) procurou a Universidade de Fortaleza para desenvolver o projeto Estação de Solda Robotizada a fim de produzir o braço de postes de iluminação pública. “A empresa nos procurou e fizemos a prospecção de tecnologia do robô e da solda, além da verificação do custobenefício. Depois fizemos o projeto da estação de solda robotizada, com a formatação da estrutura da estação, da mesa indexadora e da programação do robô com sensoriamento de segurança”, explica o coordenador do curso de Engenharia de Controle e Automação, Fernando Barros Sobreira.

O mais interessante, segundo Sobreira, é que a execução do projeto em si foi realizada por três alunos do curso: Mateus Queiroz Guilherme de Oliveira (foto), Ednar Leite de Pinho Pessoa e Rodrigo Dalvit da Silva. “Eles fizeram a programação do robô, o desenho da plataforma da estação em 3D e 2D para a elaboração e confecção das peças da estação de solda e configuraram os parâmetros de solda. A ideia é que o professor oriente o aluno para este executar o projeto. E isso é fazer com que ele obtenha o conhecimento prático na área para poder utilizar na sua vida profissional após a conclusão do curso”, acrescenta.

Mateus Queiroz Guilherme de Oliveira é um dos alunos envolvidos no projeto desde o seu início, em julho de 2010. Ele afirma ter gostado de executar parte da estação robotizada porque pôs em prática conhecimentos adquiridos com as disciplinas do curso. “Fiquei responsável por fazer a programação do robô, ligar os equipamentos uns aos outros e fazer a comunicação entre eles. Muita coisa vista em sala de aula foi aplicada. Tirei várias dúvidas com os professores. Mas também muita coisa tive que aprender na marra. Achei o projeto tão interessante que o levei como tema para o meu TCC”, declara. Mateus está cursando o último semestre de Engenharia de Controle e Automação.

O projeto está em fase de conclusão. Já foram feitos testes individuais, e o tempo de solda do braço é de aproximadamente 45 segundos, quase três vezes mais rápido do que a operacionalização manual. Além de otimizar o tempo de realização do objeto, Sobreira afirma que a estação vai melhorar a qualidade do produto e dar segurança a quem opera a solda.“Não vão existir fissuras, é uma solda resistente e vai ter sempre a mesma qualidade. E a estação não tira o emprego do soldador, pois precisa dele para alimentar a estação de solda, montar o gabarito, deixar preparadas as peças que vão ser soldadas. A máquina, inclusive, é preparada para leigos e oferece dispositivos de segurança”, afirma o professor.

O dono da empresa Chapas Perfuradas do Nordeste (CPN), Ricardo Barbosa, é ex-aluno do curso de Engenharia Elétrica e afirma ter procurado a Unifor por ser uma “grande entidade de ensino e de pesquisa”. O projeto, ressalta, faz parte do Programa de Apoio a Pesquisas em Empresas (PAPPE Subvenção) e a parceria é entre empresa, universidade e governos estadual e federal. “O estado induz que as empresas procurem instituições de pesquisa. A subvenção é para incentivar a pesquisa e a informatização para tornar a empresa mais competitiva. No projeto, a Unifor entra com a pesquisa, a montagem da mesa robótica e a transmissão do conhecimento para os funcionários operarem a estação. Estou muito satisfeito com a parceria”, declara.


Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 211

 

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