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Robô para o pré-sal

O Centro de Ciências Tecnológicas participa do projeto de criação de um submarino que vai dar apoio a pesquisas para exploração de petróleo no pré-sal. O projeto, da ordem de R$ 7 milhões, envolve outras sete instituições e representa o desenvolvimento de tecnologia nacional na área de robótica aquática.

215_robodragaodomarA Universidade de Fortaleza participará como coexecutora de projeto em robótica aquática pioneiro no país. Trata-se da criação e construção de um protótipo de robô submarino do tipo ROV (veículo operado remotamente) para atuar a profundidades entre 2 e 3 mil metros. O robô terá como função auxiliar as atividades de prevenção e contenção de impacto ambiental, operação, manutenção e apoio na exploração do petróleo na camada do pré-sal.

Sob o nome “Dragão do Mar: desenvolvimento de robô aquático grande, avançado, offshore, dedicado à operação, manutenção, auxílio e reparo”, o projeto possui financiamento de R$ 7 milhões e foi aprovado em dezembro último pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Atualmente, o projeto está em fase de assinatura de convênio. A estimativa de execução é de três anos.

O projeto foi submetido a Chamada Pública MCT/Finep – Pré-sal Cooperativos de março de 2010 e agrega ao todo oito instituições. Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Ceará (ITIC) e Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer Campus Nordeste (CTI-NE) são as instituições proponentes; Unifor, Universidade Federal do Ceará (UFC), Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) e Universidade Federal Vale do São Francisco (Univasf) estão entre as instituições coexecutoras; e Armtec Tecnologia em Robótica e BWV Consultoria como empresas intervenientes.

“A ordem do dia é o desenvolvimento de projetos em parceria. Em geral, nenhuma instituição tem a excelência do conhecimento em todas as áreas. E esse é um projeto que envolve a multidisciplinaridade. Existe aqui também uma oportunidade de transferência de conhecimento mútuo entre as instituições participantes. Esse projeto gera também outras oportunidades de parceria e de uma rede de cooperação tecnológica”, explica o coordenador do projeto Dragão do Mar pela Unifor, professor Ricardo Colares.

“Não existe equipamento fabricado no Brasil com essa capacidade de imersão. Hoje a Petrobras paga cerca de 50 milhões de reais a cada dois anos para usar um aparelho com iguais condições ao aparelho que se quer projetar através desse projeto. É uma ferramenta fundamental para o sucesso do desenvolvimento de pesquisa para o pré-sal no Brasil. E a participação da Unifor é fundamental não só na execução do projeto, como na formação dos recursos humanos que vão atuar nessa tecnologia”, avalia o coordenador geral do projeto Dragão do Mar e coordenador do CTI-NE, Aristides Pavani Filho.

“É o segundo maior projeto aprovado do pré-sal. O país até então não tinha a pretensão de desenvolver a indústria deste produto. É um projeto de geração de tecnologia e também importante porque uma outra região entra em vanguarda na área de robótica e de geração de emprego de alta tecnologia”, afirma o diretor da Armtec, Antônio Roberto Lins de Macêdo.

“Um mergulhador não pode ir a mais de 100 metros de profundidade e um submarino tripulado não passa dos 400 metros. Todas as operações nesse nível devem ser feitas por máquinas. Esse robô vai possibilitar também a manutenção em equipamentos que estejam participando de operações no pré-sal. O projeto envolve as várias engenharias: eletrônica, controle e automação, elétrica, telecomunicações. Com ele, a Universidade vai intensificar ainda mais o ensino de graduação de qualidade em engenharia. Ensino de melhor qualidade é quando a gente põe em prática o conhecimento”, acrescenta Ricardo Colares.


Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 215

 

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