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Educação médica de excelência

Duas professoras do curso de Medicina são selecionadas pelo programa Faimer Brasil, prestigiado curso de pósgraduação em docência médica.

215_professorasfaimerA Universidade de Fortaleza é uma das instituições contempladas pelo Instituto Regional Faimer Brasil (Brasil-FRI), programa de especialização em desenvolvimento docente. Dos 28 professores selecionados para iniciar o curso este ano, dois são do curso de Medicina da Unifor. Só duas instituições particulares do Brasil integram a lista das IES selecionadas pelo programa, sendo as demais públicas.

“O fato é um reconhecimento à qualidade do nosso curso de Medicina. A Unifor está em destaque nacional em relação aos contemplados”, comemora o diretor do Centro de Ciências da Saúde, prof. Flávio Ibiapina. “Não há restrição quanto a universidades privadas. Acho que temos mais candidatos de instituições públicas porque um dos critérios é que o projeto do participante esteja de acordo com a política pública do Ministério da Saúde e da Educação para a formação de profissionais na área da saúde”, explica a coordenadora do programa Faimer Brasil, Neile Torres.

As professoras Magda Moura de Almeida e Daniela Chiesa, que tiveram seus projetos de pesquisa aprovados pelo programa, se dizem felizes com o feito. “O curso nos vai dar uma visão ampla sobre educação médica. É uma oportunidade de abrir os horizontes”, comenta Daniela. “A Faimer é referência internacional. Os grandes artigos sobre educação médica vêm de pesquisas ligadas a esses grupos. O curso vai nos colocar no rol de discussão da medicina do Brasil e do mundo e em contato com algumas das maiores autoridades em medicina. É muita responsabilidade”, afirma Magda.

O Programa Faimer Brasil é uma especialização, com duração de dois anos, desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Fundação para o Avanço da Educação Médica Internacional e Pesquisa (Foundation for Advancement of International Medical Education and Research – Faimer). O programa tem o apoio e financiamento da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde. A Organização Pan-Americana de Saúde também é parceira da iniciativa.

Os participantes do programa são docentes de cursos de graduação na área de saúde. O curso objetiva que os candidatos realizem um projeto de inovação educacional e o implementem na instituição de ensino da qual fazem parte. O programa Faimer visa ainda fomentar uma rede internacional de educadores médicos para a troca de experiências e de expertise em educação médica. O programa é realizado no Porto das Dunas, Ceará. Os participantes, ao concluírem o curso, recebem o título de especialistas em Educação para Profissionais da Área de Saúde.

O programa Faimer Brasil selecionou sua primeira turma em 2007. Até o ano passado, 124 docentes de mais de 45 instituições cursaram a especialização, sendo 60% destas do Sul e Sudeste. O Instituto Faimer possui sede na Filadélfia (EUA) e conta com cinco outros divididos em três países: Brasil, África do Sul e Índia. Cada país desenvolve junto à Faimer Internacional o programa de especialização que ao todo já graduou cerca de 500 docentes de 40 países.

“O portfólio é um instrumento já aplicado no internato, que é o estágio dos dois últimos anos do aluno de Medicina, e funciona como um diário de bordo do estudante sobre esse momento. É no portfólio que o aluno faz uma avaliação crítica com pontos fortes e fracos sobre o que ele fez durante o estágio. O projeto tem o objetivo de fazer um diagnóstico de como está sendo o aprendizado do estudante do internato da clínica. Isso vai possibilitar uma maior uniformidade no treinamento, impactando positivamente na melhor formação do futuro médico. Também objetiva perceber se a avaliação formal durante o estágio está sendo fidedigna à formação que eles percebem que estão tendo”, explica a professora do internato de clínica médica, Daniela Chiesa. Seu projeto é intitulado “Uso do portfólio como instrumento de avaliação no internato de clínica médica”.

“Vou tentar articular uma grande rede de informações sobre saúde, geradas por diferentes disciplinas/módulos dos diversos cursos, e nos serviços de saúde disponibilizados pela Unifor, como o Nami (Núcleo de Atendimento Médico Integrado). A ideia é aumentar a solução dos problemas da saúde primária, diminuir o encaminhamento de casos vindo de postos de saúde de Fortaleza e do interior, e qualificar mais médicos. Queremos transformar a Unifor em referência em tele-saúde, ou seja, dar um suporte a distancia aos profissionais da saúde da família que atuam no interior. Os profissionais do Nami deverão fazer consultorias e oficinas a distância aos profissionais que atuam no interior, funcionando como uma segunda opinião formativa”, afirma a professora de procedimentos ambulatoriais e coordenadora do internato de saúde coletiva, Magda Moura de Almeida. Seu projeto é intitulado “Rede de apoio à vigilância epidemiológica e assistência à saúde”.


Leia a edição completa do Unifor Notícias Nº 215

 

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