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Venha como quiser

Abrigando serviços e pesquisa de mobilidade urbana, a Unifor estimula o uso de transportes alternativos torna-se um case de intermodais referência na cidade.

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Abusca por maneiras alternativas de locomoção é uma constante preocupação de cidadãos e gestores. Na Unifor não é diferente. Por concentrar uma grande quantidade de atividades acadêmicas e culturais, o campus é um local bastante frequentado e que conflui, cada vez mais, diversos modais de locomoção. Meios de facilitar a vida de quem quer chegar aqui são pensados constantemente, através de pesquisas sobre mobilidade urbana, o que torna a Universidade uma espécie de “laboratório” do que pode ser efetivamente implantado na cidade.

 

Dá pra vir de diversas maneiras: dirigindo, pedalando ou como passageiro. O campus possui estações de ônibus em quase todas as áreas de acesso; uma estação do Bicicletar, serviço de bicicletas compartilhadas; uma estação de carros elétricos do projeto Vamo, estudado pela própria Unifor, entre outros serviços úteis aos alunos e funcionários. Existem, inclusive, bicicletários instalados pela própria Universidade, com ferramentas para auxiliar quem vem de bicicleta em reparos básicos.

 

 

 

PARA QUEM PEDALA

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O projeto Bicicletar consiste na liberação e uso de bicicletas oferecidas pelo poder público em estações variadas da cidade, por meio de um passe (diário, mensal ou anual) adquirido por meio de compra. Para utilizá-las, o interessado deve possuir um aplicativo de smartphone do projeto ou ser portador do Bilhete Único, de transporte coletivo. Já no projeto Bicicleta Integrada, os usuários deste mesmo bilhete podem alugar, gratuitamente, bicicletas disponíveis em terminais de ônibus, podendo utilizá-las por um período maior de tempo e sem o pagamento de taxas. O usuário pode ficar até 14 horas com a bicicleta. Já o serviço de bicicletário oferecido pela Unifor funciona como um “estacionamento” de bicicletas nas dependências do campus, garantindo segurança de bens e espaço a quem deseja pedalar com sua própria bicicleta. Algumas instalações contam com instrumentos para reparos básicos nas bicicletas.

 

PARA QUEM DIRIGE

 

Atualmente com doze estações espalhadas dentro do perímetro urbano de Fortaleza, sendo uma delas na Av. Valmir Ponte, na lateral da Universidade, o projeto Vamo funciona de maneira semelhante ao Bicicletar, mas com um sistema pioneiro no Brasil de carros elétricos. Os cidadãos podem retirar um carro elétrico em determinada estação e utilizá-lo pelo tempo necessário, pagando taxas por hora, período ou dias de uso, tempo que é registrado por um aplicativo. Esse sistema funciona com eficiência em várias cidades ao redor do mundo, como nas grandes capitais Londres, Paris e Berlim. Com boa recepção, o projeto se aprimora na capital cearense para depois ser implementado em outras cidades brasileiras.

 

Saiba mais sobre a DPDI: https://goo.gl/FUXo3B

Saiba mais sobre o Bicicletar: https://goo.gl/Lym3Gf

Saiba mais sobre a Bicicleta Integrada: https://goo.gl/wYiCH2

Saiba mais sobre o Vamo: https://goo.gl/RYwS6A

 

ESTUDOS EM INOVAÇÃO EM CIDADES

 

Inaugurado este mês aqui na Unifor, o Laboratório de Pesquisa e Inovação em Cidades (Lapin), instalação proposta pela Divisão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (DPDI), é um laboratório que contribui para os estudos sobre a organização e funcionamento de cidades, com foco inicial na mobilidade urbana em Fortaleza. Dentre os projetos que o laboratório abriga, estão o Centro de Pesquisa em Mobilidade Elétrica (CPqMEL), o Observatório de Acidentes Viários e análise de dados sobre o transporte coletivo e o projeto Bicicletar.

 

“Hoje, Fortaleza é uma cidade que possui muitos sensores que coletam informação sobre uma série de coisas, principalmente em relação à mobilidade urbana. Todos esses sensores estão criando dados que permitem uma análise muito grande”, comenta o professor Vasco Furtado, diretor da DPDI. “A gente pega esse conjunto de dados e explora para tirar informação útil e definir políticas públicas. Essa visão geral da mobilidade é muito importante dentro da DPDI, e por isso que estamos criando o LAPIN. Dentro desse laboratório a gente vai estudar todos estes aspectos que os dados permitem compreender sobre mobilidade”.

 

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Para obter uma base de dados oficiais, aprimorando as pesquisas e trazendo retorno às políticas públicas de mobilidade, a Unifor conta com um convênio há cerca de dois anos com a Prefeitura de Fortaleza. As informações fornecidas pelo poder público são o principal objeto de análise para os projetos do LAPIN.

 

O sucesso das pesquisas prévias provenientes desta parceria já rendeu prêmios. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) premiou a cidade de Fortaleza por inovação em um estudo realizado entre 2015 e 2016 pela DPDI, que tratava sobre a velocidade dos transportes públicos da cidade. Os dados hoje existem na Unifor para outras pesquisas inspirando trabalhos acadêmicos de alunos.

 

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Estação Bicicletar, na Av. Washington Soares, em frente ao Campus Unifor. Projeto de bicicletas compartilhadas.

Estação Vamo, na esquina entre as avenidas Dr. Valmir Ponte e Washington Soares. Projeto de carros elétricos públicos compartilhados.

Bicicleta Integrada, com aluguel de bicicletas em terminais. Serviço oferecido gratuitamente aos portadores de Bilhete Único, com período de aluguel de até 14h.

 

 

 

Conheça os projetos do Lapin

 

CENTRO DE PESQUISA EM MOBILIDADE ELÉTRICA

 

Com o pioneirismo de Fortaleza no sistema de compartilhamento de carros elétricos, sendo a primeira capital do País a aplicá-lo, muito se fez necessário em termos de pesquisa. É por isso que a DPDI fortaleceu parcerias com a Prefeitura de Fortaleza e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para a abertura do Centro de Pesquisa e Mobilidade Elétrica (CPqMEL), laboratório regido pela DPDI, para a análise de dados referentes à mobilidade elétrica em cidades, assim como seu impacto.

 

“Há uma tendência mundial de se substituir as frotas, os veículos, movidos a combustíveis fósseis, como petróleo e diesel, por veículos movidos a eletricidade”, explica a professora Vládia Pinheiro, pesquisadora do Laboratório de Engenharia do Conhecimento da Unifor, que é responsável por coordenar projetos de mobilidade elétrica. “O case será em Fortaleza, para depois ser replicado em cidades semelhantes à nossa capital”, complementa.

 

De acordo com a professora Vládia, o que cabe do projeto à Unifor é estudar os diversosmodelos de negócios que a própria ANEEL, como distribuidora de energia, pode praticar no Brasil. Além disso, os modelos de regulação, os incentivos e as restrições às concessionárias de energia elétrica que oferecerem serviços para estes veículos.

 

O CPqMEL também realiza pesquisas acerca da infraestrutura de recarga que deve ser implantada em Fortaleza para a utilização de veículos elétricos, no intuito de manter a cidade preparada para a popularização deste serviço. “A outra parte do projeto é um conjunto de indicadores socioeconômicos e ambientais para que a gente possa analisar o impacto do crescimento de veículos elétricos ao longo do tempo”, conclui.

 

OBSERVATÓRIO DE SEGURANÇA VIÁRIA

 

Em processo de gestão, o Observatório de Segurança Viária é uma plataforma online repositória de informações, disponibilizando todos os dados oficiais de acidentes de trânsito para quem quiser visualizar, pesquisar e entender.

 

Com conteúdo fornecido pela Prefeitura, além do espaço digital, será inaugurado um ambiente físico ao longo de 2017, integrado ao Lapin. O objetivo principal do Observatório é aumentar o nível de consciência da população sobre a problemática dos acidentes de trânsito, convidando a sociedade civil organizada, a academia, o poder público e a mídia a discutir esse assunto.

 

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A ideia é que ocorra uma realização frequente de fóruns, em que a Prefeitura de Fortaleza apresente os dados mais recentes sobre o tema e inicie um debate a respeito dos problemas relacionados à segurança viária, com especialistas da área. O assunto deve repercutir de alguma forma nas outras instituições participantes, como na produção de publicações acadêmicas, artigos jornalísticos, etc.

 

“Essa parceria entre Unifor e Prefeitura é muitas vezes vista como inusitada, e não por conta da existência dela, e sim porque é frutífera. Ela está gerando muitos frutos interessantes, tanto para a academia quanto para a Prefeitura, com novos insights sobre problemas que antes ela não entendia direito”, conta Ezequiel Dantas, coordenador do Observatório de Segurança Viária. “É uma melhor camada de análise dos dados que existem na Prefeitura e que, por não ter uma abordagem acadêmica, às vezes não era possível analisar de uma forma tão rigorosa. É uma parceria muito forte”, conclui.

 

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