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Para gostar de pesquisar

A pesquisa científica é essencial para atender demandas que acompanham os avanços do mundo. Na busca por respostas para os grandes desafios da humanidade, a Universidade tem um papel decisivo na produção de novas tecnologias e de conhecimento, visando o desenvolvimento social. Na Unifor, a Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (DPDI) estimula continuamente a pesquisa, oferecendo condições favoráveis para seu desenvolvimento e amadurecimento, seja pela estrutura de ponta, seja através de mecanismos de suporte e implementação de bolsas de iniciação científica. Em uma conversa com o Unifor Notícias, João José Vasco Peixoto Furtado, o professor Vasco, titular da DPDI, falou sobre projetos desenvolvidos na Unifor e como você pode se engajar para fazer ciência na Universidade. Confira!

 

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UN: Com que objetivo foi criada a DPDI?

A DPDI existe para tratar de dois assuntos que são essenciais para a Universidade: o primeiro é a pesquisa científica. Ela coordena, fomenta e avalia as ações de pesquisa desenvolvidas na Universidade. E o que é a pesquisa científica? De uma forma simples, fazer pesquisa ou fazer ciência é avançar o conhecimento humano. Todas as tecnologias que usamos hoje vêm do avanço do conhecimento humano e esse avanço é proporcionado pela ciência.

 

Por outro lado, a inovação, que tem uma forte relação com a ciência, ocorre quando o conhecimento humano tem um impacto imediato na vida das pessoas. Normalmente, falamos da inovação quando esse impacto é econômico. O smartphone é um exemplo disso, é uma inovação porque foi algo que impactou a vida das pessoas. Existe ainda o impacto social, com as inovações públicas, os governos, as formas de democracia.

 

A inovação é uma ideia que tem um impacto normalmente significativo na sociedade. Então, nada mais natural do que pensar que a Universidade é um lugar em que você tem que exercitar o avanço no conhecimento, ou seja, a ciência, além da capacidade de inovar. A DPDI cria condições para que, dentro do ambiente universitário, seja entre alunos e professores, seja a sociedade recorrendo à Universidade, possa-se fazer ciência e inovar.

 

UN: Quais os principais projetos que a DPDI coordena dentro da Universidade?

Elencar os principais seria difícil, pois há uma série de projetos de pesquisa e inovação ocorrendo em diversas áreas dentro da Universidade. De uma forma geral, os cursos de pós-graduação e os que envolvem Saúde, Computação e Tecnologia, seja stricto ou lato sensu, desenvolvem ciência de alguma forma. No entanto, vale a pena mencionar que alguns projetos têm uma estrutura na Universidade que fortalece o seu desenvolvimento. Acho muito importante mencionar duas dessas estruturas: o NUBEX, que é o Núcleo de Biologia Experimental, em que existem pesquisas para biofármacos, biologia molecular, toda uma área de saúde, de química e de farmácia, com pesquisas desenvolvidas. A outra é o NATI (Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação), que é a parte de TI, com um laboratório que explora formas de desenvolver aplicativos e hardwares para novos produtos.

 

A DPDI também está criando um laboratório de Inovação e Pesquisa em Cidades, de forma que o que ocorre na cidade possa ser explorado, tanto os aspectos urbanos quanto os relativos à segurança pública, saúde, cidades inteligentes. Vários cursos de pós-graduação tocam nesses aspectos, pois é um tema multidisciplinar. A Unifor tem, inclusive, um projeto de mobilidade urbana, em desenvolvimento junto à Prefeitura de Fortaleza, que é vencedor de prêmios. Sãoexemplos de como os tentáculos da ciência na Universidade são diversos, são possibilidades imensas que fazem com que cada aluno da Unifor possa dizer “nossa, eu posso também ser um cientista, começar minha carreira assim ou sendo um empreendedor e inovador dentro da Universidade”, independente da sua área.

 

UN: E como um aluno pode se engajar nas atividades da DPDI?

A DPDI cria as condições para que os alunos possam fazer ciência e inovação. A forma natural de o aluno começar é buscando um projeto de qualquer professor que faça ciência e projetos de pesquisa em qualquer curso, e concorrer a bolsas de iniciação científica. São bolsas fornecidas pelas agências de fomento, em nível federal (CNPQ), estadual (FUNCAP) e da própria Fundação Edson Queiroz. É raro você ver fundações privadas financiando bolsas de incentivo aos alunos, mas a Fundação Edson Queiroz tem uma política de financiar bolsas para os seus próprios alunos, para que eles tenham a sua iniciação na ciência. Sugiro que os alunos procurem dentro dos seus cursos quem são os professores e, no site da DPDI, eles podem encontrar mais informações de como conseguirem bolsas de iniciação.

 

 

 

“A Unifor é uma Universidade de referência no Norte, Nordeste e Centro-oeste na área de pesquisa, por causa de investimentos que vêm sendo feitos há mais de vinte anos. Há uma oportunidade imensa para o nosso aluno”


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UN: Há restrição de centros ou cursos?

Não. Por exemplo, temos curso de doutorado em Direito, a área de Saúde tem Ciências Médicas, Saúde Coletiva, Psicologia. Há Administração e Ciências da Comunicação. Outras áreas onde há mestrados profissionalizantes, como o de Ciências da Cidade, que é recente, trabalha com alunos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental, Administração. Então existe um grupo bem diverso de possibilidades que pode explorá-la.

 

UN: Qual o panorama da ciência hoje? Qual o estímulo que um aluno teria e por que ele se engajaria em fazer ciência?

Eu tenho uma resposta simples: porque é maravilhoso! É claro que eu poderia dizer: “para ganhar dinheiro”, mas fazer ciência é uma das coisas mais maravilhosas que existem para o ser humano, pois há a sensação de que você está ganhando conhecimento, incrementando o conhecimento da humanidade, para qualquer que seja o tema. É uma sensação que não tem quem pague. Mas a despeito de alguns estereótipos de que professor ganha mal, cientistas hoje têm uma boa remuneração. É uma boa carreira, em que você ganha bem porque pode fazer projetos para empresas, projetos internacionais. Um cientista viaja muito, tem possibilidades de conhecer o mundo, uma amplitude de conhecimentos e conexões que fazem com que seja uma profissão muito agradável. Agora, tenho que ser muito sincero: o que se exige em um cientista? Que goste de estudar! A formação acadêmica é longa, com mestrado e doutorado, e o aluno da Unifor precisa saber que esse é um diferencial da Universidade.

 

UN: Qual a importância do apoio da Universidade ao aluno que quer se tornar um pesquisador?

São poucas as Universidades no Brasil que dão a possibilidade de seguir essa carreira toda, como a Unifor permite. É mais longo, demora mais, e às vezes nem termina, porque quem faz pesquisa trabalha com incertezas, o que é bom, porque existe um horizonte de trabalhos que pode durar muito. É muito importante que a Unifor tenha essa estrutura de pós-graduação e pesquisas, o que não é comum nas Universidades privadas. A Unifor é uma Universidade de referência no Norte, Nordeste e Centro-Oeste na área de pesquisa, por causa de investimentos que vêm sendo feitos há mais de vinte anos. Há uma oportunidade imensa para o nosso aluno. Não necessariamente ele vai ser um cientista ou não necessariamente ele vai ser um inovador, começar a fazer ciência, adquirir conhecimento, criar um produto e ficar milionário. Ótimo, também tem esse caminho. Mas, na pior das hipóteses, se não conseguir ficar milionário, fazer pesquisa e adquirir mais conhecimento é uma coisa que faz muito bem à alma. U

 

Saiba mais sobre a DPDI http://bit.ly/2kjir1I

 

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