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Espaço Cultural Airton Queiroz apresenta a exposição Adriana Varejão – Pele do Tempo

Uma das principais artistas plásticas contemporâneas brasileiras expõe, a partir de 26 de agosto, 32 pinturas produzidas no período entre 1992 e 2014.

 

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O Espaço Cultural Airton Queiroz apresenta, a partir do dia 26 de agosto, prosseguindo até 29 de novembro, a exposição Pele do Tempo, da artista plástica carioca Adriana Varejão. A mostra reúne 32 obras que abrangem 23 anos de trabalho, sendo a mais antiga de 1992 e a mais recente de 2014.

 

Artista contemporânea brasileira reconhecida internacionalmente, Varejão possui uma obra que se baseia na pintura e sobre ela consegue subverter e abrir inúmeros campos de questão. Sendo um nome conhecido, mas ainda pouco visto pelo público de Fortaleza, a curadoria teve o cuidado de dar à mostra um caráter introdutório. Nesse sentido, Adriana Varejão – Pele do Tempo selecionou trabalhos de inúmeras séries produzidas pela artista.

 

Segundo a curadora da exposição, Luisa Duarte, “estamos diante de uma obra que atravessa diversos campos de assunto: da China ao barroco, da azulejaria à iconografia da colonização, da história da arte à religiosa, do corpo e seu erotismo à cerâmica e os mapas, da tatuagem aos seres aquáticos. Diversas são as histórias, os territórios e as questões exploradas pela artista nos seus 30 anos de trabalho”.

 

Fazendo uso da pintura, obra difícil de ser transportada, a produção de Adriana apropria-se de uma temática e opera, no mesmo lance, uma espécie de transmutação do seu ponto de partida, nos dando a ver o mesmo sobre outro ponto de vista.

 

“Nas suas pinturas, testemunhamos a transmutação do elevado, do excelso, do ouro, dos anjos de tradicionais obras barrocas, para um universo barroco agora selvagem, sensível, sanguíneo, em carne viva”, explica Luisa. Quando se apropria de um trabalho dos chamados artistas viajantes, no lugar de endossar uma imagem cordial e dócil do Brasil, a artista desvela certa violência e desigualdade. Já quando traz à tona a questão da miscigenação traz para o presente a memória de uma dolorosa herança colonial portuguesa.

 

Para a curadora, a mostra encontra em seu título uma pista da leitura curatorial posta em obra na exposição. “O nosso esforço será o de mostrar para o público de Fortaleza que a obra de Varejão possui duas vertentes fundamentais, quais sejam a história, logo, o tempo, e o corpo, ou seja, a pele. Será sempre numa confrontação, numa conversa entre história e temporalidade que o trabalho se desenvolve. Uma história contada não do ponto de vista vencedor, mas sim dos vencidos. Uma história das margens. Tudo isso sempre deixando entrever, na própria pintura, fazendo uso de inúmeros artifícios, essa pele do tempo, que pode surgir tanto simbolizando marcas de violência, como de erotismo. Ou ainda, deixando entrever a exuberância do barroco”, afirma Luisa.

 

“Realizar a exposição Adriana Varejão, após ter apresentado a exposição Beatriz Milhazes, é um marco para a Universidade, pois tratam-se das duas maiores artistas contemporâneas brasileiras na atualidade. Sem dúvida, é motivo de satisfação brindar a comunidade acadêmica e todo o público cearense com artistas de renome internacional, o que também aumenta nossa responsabilidade, já que temos de nos superar a cada exposição”, acredita o vice-reitor de Extensão e Comunidade Universitária, prof. Randal Pompeu.

 

 

 

ADRIANA VAREJÃO

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Nascida no Rio de Janeiro, Adriana Varejão frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, entre os anos de 1981 e 1985. Faz sua primeira exposição individual em 1988, na Galeria Thomas Cohn, também no Rio. Em sua obra, reproduz elementos históricos e culturais, com temas ligados à colonização, ao barroco e à azulejaria. Atualmente, é uma das artistas brasileiras de mais destaque na cena contemporânea, no Brasil e exterior. Suas obras integram as coleções dos principais museus do mundo e têm alcançado preços significativos em casas de leilão de Londres e Nova York.

 

 

 

 

 

 

 

DEPOIMENTO


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“Trata-se de uma oportunidade rara que o público da Unifor e de Fortaleza terá. Adriana Varejão é umas das artistas vivas mais importantes do país. Reunir um conjunto significativo de suas pinturas é fato que não ocorre frequentemente. Sua obra, repleta de referências a diversos momentos da história sem dúvida será fonte para muitas reflexões por parte de professores e alunos da Unifor”.

 

Luisa Duarte, curadora da exposição Pele do Tempo.

 
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