Banner

Pesquisa em tecnologia: conhecimento aprendido na prática

 O Núcleo de Pesquisas Tecnológicas (NPT) da Unifor atua como agregador dos projetos de pesquisa dos cursos de graduação do CCT, buscando um enfoque mais prático e objetivo aos conteúdos ministrados nas disciplinas.


un25222

 

O compromisso da Universidade de Fortaleza com a excelência acadêmica dialoga diretamente com um permanente incentivo às atividades de pesquisa. Estas, por sua vez, são imprescindíveis, pois implementam ou mesmo legitimam transformações sociais, culturais, políticas, tecnológicas e econômicas. A partir de 2001, quando foram regulamentadas, as atividades de pesquisa na Unifor fundamentam-se nos princípios básicos da “criação, produção e desenvolvimento do conhecimento nas áreas da ciência, da tecnologia, da cultura e das artes”.

 

Professores e alunos associados a programas de Iniciação Científica da Universidade de Fortaleza têm se dedicado às atividades de pesquisa, fortalecendo o trinômio base formador da Universidade (ensino, pesquisa e extensão), contribuindo para a formação acadêmica e ampliando suas possibilidades futuras no mercado profissional, enriquecendo a compreensão e o conhecimento de uma área específica.

 

Dentro dessa perspectiva, diversos núcleos foram formados na Universidade, divididos por centro de ciências e áreas de interesse. Constituído por professores pesquisadores do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), o Núcleo de Pesquisas Tecnológicas (NPT) reúne 12 grupos de pesquisa, divididos em quase 50 linhas, cadastrados no Diretório Nacional de Pesquisa do CNPq, além de professores que desenvolvem atividades de extensão.

 

Como explica a coordenadora do Núcleo, profa. Denise Fernandes, o NPT funciona como agregador dos projetos de pesquisa científi ca do CCT. “O NPT é um setor do CCT que tem, entre as atividades, acompanhar projetos, orientar professores nos relatórios, na manutenção dos projetos, com o programa Caminhos da Pesquisa no CCT orientar bolsistas, desenvolver cursos de formação com bolsistas e professores, divulgar projetos e editais, acompanhar grupos. Tudo o que diz respeito à pesquisa desenvolvida nos cursos de graduação do CCT”, explica.

 

“O NPT visa articular e integrar as pesquisas desenvolvidas pelos docentes dos nossos cursos de graduação, estabelecendo uma prática entre essas pesquisas e o ensino de graduação, fazendo com que nosso aluno veja mais signifi cado na aprendizagem relacionada a cada curso que aqui é minis- trado. Com isso, a gente busca dar um enfoque mais prático e objetivo aos conteúdos ministrados nas disciplinas”, explana o diretor do CCT, prof. Jackson Sávio.

 

A iniciação científica é um instrumento de formação que permite introduzir, na pesquisa, os estudantes de graduação. Os programas contribuem para a formação integral do aluno, elevando sua capacidade criativa e de análise crítica. Esses programas também contribuem para uma formação continuada dos alunos, já que podem aproveitar projetos desenvolvidos na graduação para uma futura pós-graduação.

 

Atualmente, existem 318 bolsistas cadastrados com bolsa de instituições de pesquisa e voluntários. Para os alunos, fazer parte dos grupos de pesquisa torna-se uma rica experiência. Eles têm a oportunidade de participar ativamente da execução de projetos e da vida acadêmica, ampliar conhecimentos, além de incentivar a melhoria no processo de aprendizagem das disciplinas e na relação com colegas e professores.

 

PROJETOS

  un25221

Muitos são os projetos que hoje a Universidade abraça dentro do NPT. Só no curso de Engenharia de Produção são 32. Para o coordenador do curso, prof. Francisco Adones, o engajamento em grupos de pesquisa é um diferencial no mercado. “A pesquisa faz parte da formação. Você apura, cria um senso de desenvolvimento, observa, cria oportunidades e alternativas e desenvolve. Essas são as características maiores de um engenheiro. Se você faz isso num processo de pesquisa, está desenvolvendo engenharia. Se você chega numa empresa como estagiário ou profissional, ela vai precisar de você também para identificar e antecipar a solução para os problemas. A pesquisa definitivamente ajuda a formar esse profissional de excelência”.

 

Aluna do 6º semestre de Engenharia Ambiental e Sanitária, Natália de Paula conta que participar de projeto de iniciação científica foi determinante para sua aprovação no programa Ciência Sem Fonteiras, do Governo Federal. “Um dos fatores que me ajudou a passar para o intercâmbio foi exatamente o fato de eu ser bolsista de iniciação científica. O projeto que estou fazendo vai me ajudar muito quando eu estiver estudando fora”, acredita a estudante, que participa do projeto responsável por fazer análises de sedimentos de locais variados, monitoramento do vento, entre outras atividades. “Nosso trabalho vai além do monitoramento eólico. Vemos como está sendo transportado o sedimento para ver se uma área pode ser futuramente aterrada ou não para construções. Com a análise de sedimento, conseguimos ver os impactos ambientais em determinada área”, explica.

 

A análise é realizada no laboratório J1, um dos 46 disponíveis para a realização de pesquisas no CCT. A Universidade investe em equipamentos de última geração que auxiliam as pesquisas e, consequentemente, os alunos em sua formação. “O aparato de laboratórios disponível na Universidade é o que nos permite realizar pesquisas. Realizamos parte em campo, como, por exemplo, o trabalho no açude Castanhão. Analisamos a qualidade da água frente à piscicultura. Queremos identificar a influência, se positiva ou negativa, da atividade sob a qualidade da água. Para isso, precisamos de um laboratório para analisar as amostras coletadas no reservatório”, exemplifica o professor do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, Jefferson Nobre, sempre considerando que a pesquisa apoia a graduação como ponto forte de atuação para os bolsistas, complementando sua formação.

 

“Recentemente conseguimos um robô de resgate que é usado para detectar problemas em exames com mais precisão que nós. Temos um grupo trabalhando, estudando esse robô para que possamos melhorar sua interface e a capacidade de desenvolvimento das suas atividades. Temos ainda um trabalho sobre como utilizar determinadas estruturas da automação para ajudar processos de diagnósticos para a área da fisioterapia, captando a imagem e, a partir dela, o sistema faz a medição para dizer se o tratamento está gerando resultados ou não. A grande vantagem é que ele traz o diagnóstico com uma precisão que o método tradicional não tem”, expõe a coordenadora do curso de Engenharia de Controle e Automação, Maria Daniela Cavalcante.

 

Entre outros projetos, o CCT, por meio do NPT, mantém ainda aqueles voltados paras as áreas social, ambiental e educacional como o Gestão Ambiental e Responsabilidade Social, em que é feita a avaliação dos resultados coletados da aplicação de uma abordagem de produção mais limpa em consórcios empresariais, onde é focado a responsabilidade socioambiental delas; grupos de construção de jogos matemáticos; monitoramento geográfico e de condições ambientais durante caçadas de índios na Floresta Amazônica, dentre outros.

 

Graduação Tecnológica Hoje, a Universidade de Fortaleza disponibiliza um total de 16 cursos dentro do Centro de Ciências Tecnológicas, sendo 11 de graduação e 5 tecnológicos. Tradicionalmente, os grupos de pesquisa encontram-se nos cursos de graduação. A objetividade e o curto tempo, características dos cursos de graduação tecnológica, teoricamente os tornam inviáveis para a produção científica.

 

De acordo com a profa. Lidiane Camargo, coordenadora do curso de Energias Renováveis, contudo, isso está sendo contornado a partir de uma disciplina chamada Projeto Integrador, cuja proposta é integrar conteúdos que foram vistos nos primeiros semestres, agregando a experiência que o aluno já tem de trabalho. A ideia é que, a partir deste semestre, os cursos de graduação tecnológica também criem grupos de estudos, que poderão evoluir para grupos de pesquisa.

 

“O Projeto Integrador é o elemento-chave para iniciar a cientificidade para a resolução do problema que será trabalhado na pesquisa. Outra vertente que daremos início são os grupos de estudo. Neles, começaremos a trabalhar a maturidade do aluno que tem disponibilidade para estar aqui em outro horário que não seja o seu”, aponta. Os cursos de Energias Renováveis, Construção de Edifícios, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Petróleo e Gás são os cursos que contarão com a novidade.

 

Iniciação Científica


Existem diversos programas de apoio e incentivo a iniciação científica desenvolvidos na Universidade: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq), Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI/CNPq), financiados pelo Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Programa de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica (PBICT/FUNCAP), financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PROBIC/ FEQ), financiado pela Fundação Edson Queiroz (FEQ); e o Programa de Iniciação Científica Voluntária (PAVIC), possibilitando a participação de um número maior de alunos nos projetos de pesquisa. As bolsas são divulgadas através de editais disponibilizados no site da Unifor. Para o caso de voluntários, o interessado deve entrar em contato com o NPT para verificar projetos de pesquisa disponíveis e que sejam adequados ao seu perfil e interesse de aprendizagem. As bolsas fornecidas pela Funcap têm sua seleção de bolsistas todo mês de janeiro, já as que são disponibilizadas pelo PROBIC, PIBIC e PIBIT são no mês de agosto. As bolsas são anuais 

 

Conheça alguns projetos desenvolvidos no NPT

 

Diagnóstico e otimização de práticas geotécnicas em projetos de infraestrutura no estado do Ceará

 

Pretende verificar a eficiência de métodos de determinação de capacidade de carga. O projeto foi pensado para a execução de obras econômicas, seguras e de qualidade, necessitando de um melhor entendimento e adequação dos métodos existentes. Coordenado pelo professor Marcos Fábio Porto, do curso de Engenharia Civil.

 

Sistemas Inteligentes Aplicados na Área Biomédica

 

Tem como objetivo o desenvolvimento de um dispositivo para ser colocado em saguis para detectar e capturar as vocalizações emitidas pelo animal no momento de sua comunicação. O trabalho é oriundo de uma parceria com o Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O método também fornecerá dados exclusivos sobre as interações sociais, sendo de valor inestimável para os estudos sobre o autismo, por exemplo. Coordenado pelo professor Victor Hugo Costa de Albuquerque, do curso de Ciência da Computação.

 

Estudo Numérico do Potencial Eólico e Solar de Fortaleza para Aplicação em Sistemas Híbridos de Eletricidade

 

O objetivo deste projeto é realizar uma análise quantitativa dos regimes de vento observados no estado do Ceará. O projeto pode propiciar o desenvolvimento de recursos humanos especializados para ajudar na tomada de tais decisões sobre a viabilidade técnica na instalação de novos par ques eólicos industriais, contribuir para a construção do conhecimento nessa área específica e indicar métodos mais efi cientes para a inserção da energia eólica no nosso estado. Coordenado pelo professor Francisco de Assis Leandro Filho do curso de Engenharia Mecânica.

 

Estudo para purificação de águas residuárias contaminadas pela bactéria Legionella sp

 

O projeto procura identifi car a bactéria Legionella sp, presente em ambientes, e purificar águas residuárias utilizando novas tecnologias de purificação através de processos sustentáveis. O projeto visa ainda à complementação de um processo de patente. Coordenado pela professora Gilcenara de Oliveira, do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária.

 

Desenvolvimento de materiais inovadores para o controle ambiental de mercúrio e enxofre no petróleo e no gás natural Desenvolvimento de materiais inovadores para o controle ambiental de mercúrio e enxofre no petróleo e no gás natural

 

Pretende realizar estudos de tratamento e monitoramento dos fluxos gasosos em plantas de produção de gás natural de petróleo. O contextual ambiental atual impõe a indústria a observância de seus processos e resíduos advindos destes processos, então gerou-se uma demanda significativa por projetos científicos que visem desde o monitoramento ao tratamento de contaminantes e interferentes presentes em derivados de petróleo. Coordenado pelo professor Luiz Gerson Lima Junior, do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária.

 
Banner
Banner

Unifor Notícias | Portal Unifor | Fundação Edson Queiroz
Estude na Unifor | Central de Atendimento | Twitter
Fundação Edson Queiroz todos os direitos reservados