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XVIII Unifor Plástica: Projeto Educativo permite maior interação entre visitantes e obras

Pensado especificamente para cada exposição em cartaz no Espaço Cultural Airton Queiroz, o Projeto Educativo tem como objetivo envolver os espectadores permitindo que cada um tenha sua própria experiência com relação às obras.

 

Em cartaz até o dia 20 de dezembro, a XVIII edição da Unifor Plástica, tradicional exposição no calendário das artes no Ceará, traz um aspecto cuja importância vai além da apresentação das obras expostas aos visitantes. O Projeto Educativo, um diferencial existente nas exposições realizadas no Espaço Cultural Airton Queiroz, é pensada de maneira a envolver os espectadores nas obras dos artistas, seus processos de criação, na contextualização dentro da história da arte, na contemporaneidade e no espaço em que se inserem.

 

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De acordo com a coordenadora do Projeto Educativo, Cecília Bedê, as intervenções são pensadas a cada nova exposição e exercem papel fundamental na recepção do público. “O trabalho de mediação acontece no contato entre nossos mediadores e o público que se interessar, através de visitas orientadas. É na formação dos mediadores que o Projeto Educativo se inicia. Priorizamos trabalhar o conteúdo ou os assuntos que permeiam a exposição em três momentos: a contextualização, a apreciação e a experiência. O resultado dessa formação reflete na recepção do público. O mediador se prepara para mediar a relação entre obra e espectador, incentivando a experiência individual e mostrando que a obra está aberta e a interpretação é livre”, explica Cecília.

 

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A contextualização da exposição é realizada durante o acolhimento, momento de dar boas-vindas aos visitantes, trazendo à tona os principais assuntos que vão conduzir a experiência de apreciação. A ideia é que o passeio ocorra de forma fluida, permitindo que cada visitante tenha sua própria experiência com relação às obras. “A leitura de imagens é facilitada pelo mediador, mas que parte essencialmente do público. O papel do mediador é estimular para que aconteça de forma tranquila e natural. Em alguns casos, com grupos de crianças principalmente, teremos atividades poéticas a serem propostas para dar esse estímulo e trabalhar a relação entre obra e espectador”, aponta a coordenadora Cecília Bedê. Preparação dos Mediadores – Todo o trabalho desenvolvido já na formação do mediador se reflete no que se apresenta ao público da exposição. Para a XVIII Unifor Plástica, 16 mediadores passaram por um processo que contou, inclusive, com a aproximação com os artistas que expõem na mostra.

 

“Organizamos encontros com todos eles, que vieram falar sobre as obras a serem apresentadas e sobre seus processos de trabalho como um todo. Conversas muito ricas que vieram para agregar as mediações”, prossegue a coordenadora.

 

Outro momento foi a ação desenvolvida pela artista Juliana Capibaribe. Ao ser convidada a participar da mostra, ela decidiu que seu trabalho seria uma intervenção dentro do Projeto Educativo. “Ela trouxe duas propostas que se realizam no trabalho dos mediadores. Cadeiras com a frase ESVAZIE ANTES DE VER, RESPIRE, se encontram nas entradas das salas e convidam o público a relaxar, descansar, esvaziar, antes de se encontrar com as obras. Em outro momento, os mediadores oferecem uma visita orientada em um tempo diferenciado, mais lento, que abre espaço para outras camadas de experiência com os trabalhos. Essas ações são importantes tanto para o público quanto para o mediador, que está diariamente em relação com cada uma das obras”, conta Cecília.

 

De acordo com a artista Juliana Capibaribe, a intervenção teve como objetivo fazer com que os mediadores entendessem a organização da mostra como uma dramaturgia no tempo e no espaço e que os atores dessa encenação, são além das obras, os próprios mediadores. “Eles não são máquinas para apenas repetirem os conteúdos. O sentido da mediação é o diálogo”, acredita a artista.

 

Para a mediadora Clara Cavalcante, a intervenção da artista Juliana Capibaribe apontou a importância do tempo de contemplação. “Às vezes a gente fica muito acelerado, um grupo vem muito agitado e precisamos parar um pouco para transmitir melhor os conhecimentos, para apreciar a experiência. Aqui recebemos grupos de contextos e idades diferentes. Poder parar para trocar informações, perceber o que vem deles é um aprendizado importante para nós”. “Por ser parte de uma universidade, o Espaço Cultural Airton Queiroz sempre vincula suas exposições a aspectos educativos. Exemplo disso é o Projeto Arte-Educação, que disponibiliza transporte gratuito para estudantes de escolas públicas, estimulando-os ao contato com as artes visuais desde cedo. Também se propõe que os professores da Unifor levem seus alunos e apliquem atividades envolvendo a exposição junto a eles, o que contribui para uma formação mais ampla da comunidade discente. Os próprios mediadores que fazem as visitas guiadas são todos alunos da Universidade, os quais recebem capacitação específica de arte-educação para cada mostra, em contato com os curadores e, sempre que possível, com os artistas que expõem, como Beatriz Milhazes, Adriana Varejão e os que hoje compõe a XVIII Unifor Plástica”, declara o chefe da Divisão de Arte, Cultura e Eventos da Universidade de Fortaleza, Thiago Braga.

 

 

 

 

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“A experiência da mediação é diferenciada com cada grupo que recebemos. A proposta de parar para contemplar é muito importante. Durante nosso treinamento, compreendemos a importância da respiração, da consciência corporal, da comunicação por meio da troca de olhares para gerar, inclusive, maior interação entre os mediadores. Treinamos o olhar para os visitantes, compreendendo que não só nós estamos transmitindo, mas que eles também trazem algo para a gente”.

 

Nayara Cavalcanti, mediadora.

 
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