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Campus Unifor: integração com a natureza

O campus da universidade é reconhecido como uma área de soltura para animais silvestres, por aqui vivem emas, saguis, sariemas, pavões, iguanas, mas é preciso saber respeitar a natureza, para que esse convívio seja sempre harmônico.

 

 

A natureza é o sonho que as almas sonham em comum”, disse uma vez o poeta Fernando Pessoa. Mais que apenas uma árvore ou um bicho da floresta, a natureza é tudo onde e quando vivemos. Para além do sentimento de posse do ser humano, a natureza é um bem comum para todas as espécies. Tudo se conecta através dela. Não é só pela qualidade de ensino que a Universidade de Fortaleza é reconhecida, mas também pela sua forte ligação com a admiração pela natureza. Sua área verde, pensada e administrada visando ao maior respeito pelo ambiente natural, já foi premiada, divulgada e vista como uma das mais bonitas do País. Sua biodiversidade é notória com a quantidade de plantas e animais que convivem no campus por entre seus 720 mil metros quadrados.

 

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Desde 2009 a Unifor é certificada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente biente (Ibama), como área de soltura animal. Em outras palavras, é autorizada como habitat para animais silvestres. Entre gambás e saguis, a ema é o mascote ofi cial da Universidade, conhecida nas redes sociais como Moema Pernalta, com perfil no Facebook e tudo. Esse é um dos pequenos aspectos que demonstram o respeito e carinho que a comunidade acadêmica tem para com os bichos do campuss

 

Alguns dos animais silvestres que vivem na Unifor são emas, sariemas, jabutis, saguis, camaleões, pica-paus, galos-de-campina, pavões, iguanas, gambás (mais conhecidos como cassacos) e até mesmo raposas. Eles vivem soltos pela área verde do campus, área da lagoa e mangue e buscam o próprio alimento. Animais domésticos também têm seu espaço por aqui. Além dos gatos do campus, há cabras, galinhas, capotes, gansos. Eles são alimentados e tratados em um curral.

 

 

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De acordo com o encarregado da Jardinagem, Antônio Carvalho, a alimentação dos animais do curral é feita duas vezes por dia e inclui rações especiais e alimentação orgânica. “Temos o suporte do curso de Veterinária, caso algum animal adoeça ou sofra algum acidente. Mesmo os silvestres, que buscam sua própria comida, se algum acidente acontece, contamos com esse apoio”.

 

“Uma área verde sem animais é muito morta”, afirma a professora Marília Taumaturgo, coordenadora do curso de Medicina Veterinária. Mas o privilégio de conviver eles também traz responsabilidades e consequências.

 

 

 

 

 

Cada bicho no seu quadrado

 

É preciso respeitar o espaço dos animais e entender que eles, apesar de parecerem fofos ou engraçados, não são atrações de entretenimento nem brinquedos. São seres vivos como nós somos. Possuem sua própria dinâmica, costumes e ciclo de vida. Isso vale não só para animais silvestres, mas também para os domésticos, principalmente aos gatos que circulam no campus. “Os animais daqui não são agressivos e se eventualmente houver um ato agressivo vindo deles, nós temos como nos defender semmaltratá-los”, explica Martonio Mont’Alverne Barreto Lima, professor de Direito Constitucional da Unifor. O professor esclarece que a agressão aos animais é crime, podendo levar à detenção de três meses a um ano, além de multa. “Precisamos lembrar que nós temos a razão, então compete a nós utilizar uma atitude adequada”, completa.

 

Além da agressão física, também é importante lembrar que o abandono de animais, também se categoriza como crime na legislação brasileira. A professora Marília conta que o número de felinos na Universidade é resultado da ação das pessoas. “Esses animais não estão simplesmente nascendo aqui, eles são trazidos para cá de forma errada. Na verdade, as pessoas querem abandonar os animais e acham que aqui é um espaço onde o gatinho vai ficar bem. Mas vai ficar bem como? Quem vai cuidar?”, questiona a professora.

 

 

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"Os animais daqui não são agressivos e se eventualmente houver um ato agressivo vindo deles, nós temos como nos defender sem maltratá-los"


- Antônio Carvalho, encarregado da jardinagem do Campus Unifor.

 

 

 


Uma mão amiga


Mesmo a presença dos gatos não sendo uma responsabilidade da Unifor, muitas pessoas que se importam com os animais passaram a agir pelo campus. Além do conhecido Seu Gabriel da livraria, amante dos felinos, muitos alunos também agem em auxílio aos animais. Mariana Matos, 23 anos, é estudante do 3º semestre de Medicina Veterinária e comanda o Distribuindo Amor. O projeto ajuda animais necessitados e funciona através de doações de ração ou de dinheiro para as ações planejadas. Além das doações, Mariana conta que procura organizar outras ações para conscientizar sobre a causa animal. “Na Unifor, houve uma campanha de vacinação antirrábica aberta ao público. Mas também nós da Veterinária estamos sempre tentando conscientizar as pessoas sobre os animais silvestres presentes no campus”, explica. Ela acredita que as campanhas de adoção responsável também ajudam bastante na prevenção do abandono.

 

“Bater, tentar pegar, manter preso, chutar e até mesmo dar um alimento que não faz parte da dieta do animal são ações que se tipificam como maus tratos”.

 

 

 

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Curiosidades

 

A Unifor é considerada uma Área de Soltura e Monitoramento de Fauna Silvestre (ASMF) desde 2009. Alguns dos animais silvestres que vivem na Unifor são emas, seriemas, jabutis, tartarugas, saguis, camaleões, pica-paus, galos-de-campina, pavões, iguanas, gambás (mais conhecidos como cassacos) e até mesmo raposas. Uma diversidade de animais domésticos também vive no campus. Além dos famosos gatos há cabras, galinhas, capotes e gansos. Muitos animais do campus são atendidos pelo curso de Veterinária intoxicados e engasgados com pirulitos e outros alimentos impróprios para seu consumo.

 

 

 

ALERTA!

Caso flagre algum animal sendo maltratado ou abandonado, você mesmo pode realizar a denúncia. Basta entrar em contato com a delegacia mais próxima ou ligar para o Centro de Controle de Zoonoses. É importante conseguir coletar provas para a denúncia, como fotos, gravações ou filmagens do momento de agressão ou abandono. Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza Rua Betel, 2980 – Maraponga 3105-1026

 
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