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Linguagens e gerações diversas em cartaz na XVIII Unifor Plástica

Centrada nas relações entre lugar, corpo e cidade, a exposição tem início dia 22 no Espaço Cultural Airton Queiroz.


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A partir de 22 de Outubro, o Espaço Cultural Airton Queiroz recebe a XVIII edição da Unifor Plástica, que conta com a participação de 21 artistas cearenses de várias gerações e apresenta obras em tipos variados de linguagem, tais como fotografia, desenho, escultura, vídeo, grafite e outros.

 

A proposta da exposição é desenhar um panorama da visualidade artística regional, abordando a noção de lugar, corpo e cidade para os artistas. De acordo com o curador da edição, Ivo Mesquita, a pluralidade entre as produções é um dos principais pontos na arte cearense. “Fiquei muito feliz pelo projeto, pois me possibilitou conhecer um pouco mais dos artistas em Fortaleza. Pude ver os portfólios, visitar os sites, os estúdios. A exposição quer mostrar isso, a visualidade em Fortaleza.

 

Ela envolve pintura, fotografia, vídeos e outras diversas linguagens, demonstrando essa riqueza de diversidades”, declarou, revelando um pouco do processo de desenvolvimento e seleção para o evento. A grande gama de artistas a serem contemplados inclui nomes como André Parente, Hélio Rôla, Euzébio Zloccowick, Marina de Botas, Narcélio Grud, Ivo Lopes e o projeto de grafite Acidum, liderado por Robézio Marques e Tereza Dequinta. Também serão exibidas,algumas obras do acervo da Fundação Edson Queiroz, com o trabalho dos artistas Chico Albuquerque, Eliseu Visconti, Flávio de Carvalho, Leda Catunda, Alfredo Volpi e Vicente do Rêgo Monteiro.

 

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A proposta de incluir itens do acervo da Fundação é interligá-las com o trabalho de novos artistas. “Essas obras são um componente didático poderoso para o entendimento das práticas artísticas da atualidade. De um lado, possibilitam aproximações e confrontos eficazes para a percepção e entendimento do campo artístico, da sua extensão e diversidade, assim como para apontar origens, referências, balizando a pertinência das produções contemporâneas. De outro, este encontro de gerações, que possibilita uma atualização sobre o repertório de referências e interpretações de obras ditas históricas”, acrescenta Mesquita em sua proposta curatorial.

 

A utilização de grafite, fotografias e vídeo na nova edição da Unifor Plástica busca também atrair os espectadores jovens, tornando-se um dos principais destaques do evento. “Os trabalhos operam com uma identificação entre obra e lugar, uma originalidade própria de um espaço/tempo determinado. Cada um a sua maneira, eles criam diálogos, propõem situações, confrontos e aproximações, revelando outros olhares, argumentos potentes, apontando para a possibilidade de narrativas múltiplas e simultâneas e, desse modo, articulando-se e contribuindo com o debate sobre a produção de visualidade no Brasil hoje”, declara o curador a respeito dos diálogos estruturados e que compõem a exposição.

 

Esse tipo de interação estará presente nas peças de videoarte produzidas, por exemplo, por André Parente: “Fiquei feliz em participar do evento, pois tenho grandes expectativas para ele. Minhas duas obras dialogam entre si e relacionam-se com espiritualidade. Isso se dá a partir das relações entre fala e imagem. São obras difíceis de explicar dentro da simbologia, pois tratam-se de uma repetição infinita de milhares de imagens de pessoas, em que cada momento parte de outro”, declarou o artista, que também é pesquisador na área de audiovisual e autor de livros como “Imagem-máquina: A Era das Tecnologias do Virtual” (1993), “Narrativa e Modernidade” (2000) e “Cinema / Deleuze” (2013).

 
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